Capítulo 21
Os corpos se moviam no mesmo ritmo, se encontrando com precisão e desejo. O calor entre eles crescia a cada segundo, as respirações se entrelaçavam, os gemidos se misturavam ao silêncio da madrugada.
— Eloise... — ele murmurou entre dentes, com a voz rouca, acelerando os movimentos. — Eu não vou aguentar...
Ela gemeu alto, as unhas marcando as costas dele, o corpo arqueando sob o dele.
— Augusto... — sussurrou entre suspiros entrecortados, a voz trêmula de prazer. — Não para... por favor... eu tô...
Ele a puxou ainda mais para si, ofegante, os olhos cravados nos dela mesmo no escuro.
— Goza comigo... — pediu, entre gemidos baixos e os olhos cravados nos dela.
E então, o ápice veio... com a força de tudo o que estava guardado.
O corpo dela se soltou completamente, estremecendo entre os braços dele, o nome dele escapando em um último suspiro carregado de prazer:
— Augus...to... — o nome escapou entre os lábios dela, carregado de entrega e arrepio.
Augusto enterrou o rosto no pescoço dela, sentindo o próprio corpo estremecer no mesmo ritmo. Eloise arqueava as costas, tomada por sensações que pareciam incendiar cada centímetro da sua pele — intensas, profundas, incontroláveis.
Foi intenso.
Foi ao mesmo tempo selvagem e íntimo.
Um momento onde os dois, apesar de tudo, pareciam se encaixar.
Depois disso, ele deitou ao lado, virado para o teto. A respiração ainda pesada. O peito subindo e descendo devagar.
Eloise permaneceu imóvel, olhando para o nada, o corpo ainda vibrando com o que havia acabado de acontecer.
Nenhum dos dois falou.
Mas o silêncio não era desconfortável.
Era denso.
Cheio de tudo que ainda não haviam conseguido dizer.
Passaram-se alguns minutos até que Augusto se levantou. Pegou a calça do chão, mas não a vestiu. Caminhou até a beira da cama e olhou para ela com suavidade nos olhos — algo raro, quase novo vindo dele.
— Vem — disse, com a voz baixa, rouca. — Vamos tomar um banho.
Ela hesitou por um segundo, mas se sentou, puxando o lençol para cobrir o corpo. Depois, se levantou e o seguiu.
O banheiro era amplo, com mármore claro e uma ducha grande no centro. Ele abriu o registro. A água caiu morna, densa como o vapor que começava a cobrir os espelhos.
Quando ela entrou, sentiu o corpo reagir de novo. O toque da água, o calor. Mas o que a fez estremecer foi o toque das mãos de Augusto em sua cintura.
Ele a puxou de leve para debaixo da água.
Beijou seu ombro molhado.
Depois, sua nuca.
Não havia pressa. Nem a necessidade de preencher o silêncio com palavras. Porque havia algo mais forte no ar: o eco do que haviam sentido.
Eloise caminhou até a cama e deitou-se, virando de lado, de costas para ele. Mas não por frieza. Era o cansaço. Era o que aquele tipo de conexão fazia com ela: deixava tudo exposto.
Augusto demorou um pouco mais, apagando as luzes, pegando uma camiseta qualquer e deitando ao lado.
O colchão afundou com seu peso, e a distância entre eles era de apenas alguns centímetros. Mas ainda assim, parecia haver um oceano entre o que sentiam... e o que conseguiam mostrar.
E então ele quebrou esse abismo com um gesto inesperado.
Passou o braço por baixo dela e a puxou devagar, encaixando o corpo dela no seu peito. Eloise não resistiu.
Na verdade, ela cedeu com alívio.
Sentiu o calor do corpo dele nas costas, o queixo apoiado em sua cabeça, o toque firme — mas protetor — em sua cintura.
Por alguns segundos, apenas o som das respirações preenchia o quarto.
Eloise fechou os olhos e se aconchegou nos braços de Augusto.
Talvez fosse o começo de alguma coisa. Talvez não.
Mas, por ora... bastava.
Porque, naquela madrugada, nenhum dos dois precisou adormecer sozinho com suas feridas.
E, por si só, isso já era o suficiente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...