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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 211

Entre o Caos e o Refúgio

Enquanto o caos reinava em Cidade Norte, longe dali o mundo parecia suspenso — e o casal vivia o próprio refúgio, escondido até dos próprios medos.

O fim de semana passou rápido demais.

Entre risos, mergulhos e promessas, o tempo pareceu correr — como se o universo tivesse pressa de lembrá-los de que a realidade os esperava.

Na segunda-feira, às oito da manhã, o jatinho particular pousou discretamente no aeroporto.

Mas bastou o carro da MonteiroCorp se aproximar do portão para o sossego acabar.

Augusto avistou os flashes antes mesmo de descer.

— Paparazzi, eles não se cansam. — murmurou, passando a mão pelo rosto.

Eles entraram rapidamente no carro.

Mas, na saída, a multidão de repórteres já cercava a entrada.

Augusto Monteiro — o homem que nunca dava entrevistas — respirou fundo, abaixou o vidro e encarou as câmeras.

Os flashes o cegaram por um segundo.

— Senhor Monteiro, é verdade que o senhor está namorando?

— Fontes afirmam que é com sua secretária! Isso procede?

Ele olhou para Eloise ao lado — o olhar firme, orgulhoso.

E então respondeu, sem hesitar:

— Sim. — disse com a voz calma e firme. — É verdade.

Na verdade… eu estou noivo.

Um burburinho tomou conta do grupo de repórteres.

Augusto continuou, o tom agora mais suave, mas ainda seguro:

— E sim, minha noiva é minha secretária. Eloise Nogueira... é a mulher da minha vida.

A frase ecoou entre os flashes.

Ele então acenou para o motorista seguir, e o vidro subiu lentamente, bloqueando o caos do lado de fora.

No interior silencioso do carro, Eloise olhou pra ele, ainda surpresa.

Augusto apenas sorriu, a expressão leve e decidida.

Puxou-a para os braços e beijou-lhe a testa.

— Agora o mundo sabe, meu amor. — disse baixinho. — E eu não quero esconder mais nada.

Eloise riu, o coração acelerado, o rosto escondido no peito dele.

Lá fora, a cidade fervia.

Mas ali dentro — no abraço dele — ainda existia paz.

___

O dia estava nublado. Thamires sentou-se à mesa, xícara quente na mão, olhando a cidade cinzenta através da imensa janela da sua sala. O vapor do café subia em pequenos anéis e, por um instante, ela deixou-se envolver pela rotina — até que deslizou o dedo pela tela do celular.

No aplicativo de fofocas, uma chamada abriu a página: “O grande empresário Augusto Monteiro afirma: ‘Ela é a mulher da minha vida’”.

Havia uma foto do casal descendo do jatinho, de mãos dadas, sorrindo como quem não teme olhares. Mais abaixo, um vídeo curto: a cena dos flashes e a voz de Augusto, clara e firme:

— E sim, minha noiva é minha secretária. Eloise Nogueira é a mulher da minha vida.

O corpo de Thamires reagiu antes da razão. A xícara tremeu na mão e, num impulso que vinha de um lugar frio e antigo, ela atirou o objeto contra a janela. O vidro não quebrou, mas o estrondo cortou o ar e o café espalhou-se em gotas que escorreram pela mesa.

— Vagabunda! — explodiu ela, a voz saindo áspera, cheia de ódio. Pegou o celular de novo, ampliou a foto, como se pudesse arrancar a imagem da realidade.

Olhou para a tela, com os olhos ardendo. — Eu te odeio, Eloise. — sussurrou, depois gritou, como se a cidade fosse um ouvido.

Respirou profundo, controlando o tremor, e a raiva virou decisão. Abriu a agenda, procurou um número e discou. Do outro lado, a voz que conhecia respondeu com a calma de quem não se assusta com ordens.

— Preciso de um trabalho sujo — falou ela, curta, direta.

A ligação terminou e Thamires sorriu — um sorriso estreito, cruel.

Pegou o telefone e digitou uma mensagem rápida para Lorenzo:

> A plano começa hoje. Quero agilidade.

Enviou, guardou o celular e, por um segundo, ficou ali, olhando a rua molhada. Uma vontade antiga de vingança se alinhava com um plano: não seria um ataque às cegas, seria cirúrgico.

— Você vai ter uma surpresinha sua, vagabunda — murmurou, baixinho, como se desvelasse um segredo só dela.

Do lado de fora, o céu continuou cinza. Dentro, a tempestade de Thamires começava a se formar.

___

Augusto estacionou o carro diante da casa de Eloise. O fim de semana tinha sido um sonho, mas a realidade os esperava de braços abertos — e, naquele dia, o mundo parecia decidido a lembrá-los disso.

Ele desceu primeiro, pegou as malas no porta-malas e abriu a porta para ela.

— Deixa comigo — disse, sorrindo, enquanto a ajudava a entrar. — Passo mais tarde pra te buscar.

Eloise riu, balançando a cabeça. — Augusto, você é impossível.

Emma:

> “MEU DEUSSSSSS, ELOISEEEEEEEE!!! VOCÊ VIU ISSO???”

Sofia:

> “MENINA DO CÉU, TÁ NO PORTAL DA CIDADE NORTE NEWS! O HOMEM TE ASSUMIU PRA TODO MUNDO!”

Nathalia:

> “ATÉ QUE ENFIM ESSE OGRO ENTENDEU QUEM MANDA NELE."

Emma:

> “TEM VÍDEO! ELE DIZ ‘ELA É A MULHER DA MINHA VIDA’! EU TOU GRITANDOOOO”

Sofia:

> “Ai, eu achei tão romântico, tipo final de filme!”

Nathalia:

> “Romântico nada, isso é o poder feminino em ação, meus amores!”

Emma:

> “As redes tão uma loucura, Elô! Todo mundo falando de vocês, tem até tag no Top 5: #AugustoMonteiroNoivo ”

Eloise ficou olhando para a tela, meio sem acreditar.

As mensagens, os prints, os vídeos — tudo se multiplicava.

A voz de Augusto ecoava no fundo de sua mente:

> “Eloise Nogueira é a mulher da minha vida.”

Um sorriso involuntário escapou.

O coração batia mais rápido — mistura de orgulho, amor e um frio leve na barriga.

Mas a sensação de estar sendo seguida não desapareceu.

Ao atravessar a rua, jurou ter visto o mesmo carro preto passando devagar pela rua lateral.

Balançou a cabeça, tentando disfarçar o nervosismo.

— Calma, Eloise. Deve ser um carro parecido...

O dia que começara com amor e manchetes… estava prestes a se transformar em algo muito mais perigoso.

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