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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 214

O Retorno

O sol do meio-dia refletia no vidro espelhado da MonteiroCorp quando o carro preto parou diante da entrada principal.

Eloise saiu primeiro, ainda com o curativo discreto no braço. O vento leve mexia o cabelo dela, e apesar da noite anterior, havia algo firme no olhar — uma mistura de calma e decisão.

Augusto veio logo atrás, a expressão séria, mas o gesto protetor — a mão dele se estendeu naturalmente até a dela.

— Tem certeza que quer trabalhar hoje? — perguntou, a voz baixa, quase um murmúrio.

— Tenho. — respondeu Eloise, sorrindo de leve. — Quero ocupar a mente… e ver como estão os relatórios do sistema.

Augusto a observou por um instante. O instinto gritava para mantê-la em casa, longe de tudo. Mas, por outro lado, tê-la ali, sob os próprios olhos, lhe dava uma paz estranha.

— Tudo bem. — cedeu, por fim. — Mas você fica comigo o tempo todo.

— Isso é uma ordem, senhor Monteiro? — provocou ela, arqueando uma sobrancelha.

— É um pedido disfarçado. — respondeu ele, abrindo um meio sorriso.

Os dois cruzaram a porta principal.

O som dos saltos dela ecoou no piso de mármore, e imediatamente o burburinho no saguão cessou.

Secretárias, executivos e estagiários pararam por um segundo — os olhares se voltaram para o casal que acabava de entrar de mãos dadas.

Augusto Monteiro, o homem inacessível, frio e calculista.

Eloise Nogueira, a mulher que todos viam ao lado dele agora — não como assistente, mas como igual.

Um silêncio reverente se espalhou pelo hall.

Alguns cochichos começaram, sussurrados demais para serem compreendidos, mas audíveis o bastante para que Eloise percebesse.

Ela respirou fundo, mantendo a postura.

Augusto notou e apertou levemente a mão dela, sem desviar o olhar da frente.

— Deixa eles olharem. — disse, firme. — A verdade incomoda, mas não se esconde.

Entraram no elevador juntos.

As portas se fecharam lentamente, abafando o som dos murmúrios do hall.

Dentro do pequeno espaço, o reflexo dos dois se misturava no aço polido — poder e ternura, lado a lado.

Eloise soltou um suspiro, meio riso.

— Aposto que amanhã já vai ter manchete nova.

— Que venham todas. — respondeu Augusto, aproximando-se dela. — Desde que digam a verdade.

Ela ergueu o olhar. — E qual seria essa verdade?

Ele inclinou o rosto, sem hesitar:

— Que você é a mulher da minha vida.

O elevador subiu, e o silêncio entre eles foi mais eloquente que qualquer manchete.

O império Monteiro acabava de ganhar um novo significado — e, dessa vez, não era apenas sobre poder.

O elevador parou no andar da presidência com um som suave.

As portas se abriram e, antes que Eloise pudesse dar o primeiro passo, uma voz familiar cortou o silêncio do corredor.

— Eloise?

Era Lucas.

Ele vinha em direção a eles com uma pasta na mão e o semblante visivelmente surpreso.

Os olhos dele desceram até o curativo no braço de Eloise, e a preocupação foi imediata.

— O que aconteceu com você? — perguntou, dando um passo à frente. — Tá machucada?

Eloise tentou responder, mas Augusto foi mais rápido.

O rosto dele endureceu — e, por trás dos olhos, algo mais escuro começou a se formar.

Um misto de ciúme e raiva, um sentimento que ele mesmo não queria admitir.

Mas que crescia, silencioso, a cada passo que Eloise dava ao lado de Augusto.

O clima de tensão parecia ter se dissipado — mas apenas por alguns minutos.

Augusto acompanhou Eloise até sua mesa — a mesma de antes, logo do lado de fora da sala dele.

Tudo ali parecia igual, mas para Eloise havia algo diferente: a sensação de estar de volta ao lugar certo.

Ele ficou parado por um instante, observando-a se sentar, o crachá pendendo no pescoço e o sorriso discreto no rosto.

— É bom te ver de volta aqui — disse ele, com a voz baixa e sincera. — Achei que fosse demorar pra te ver nessa mesa de novo.

Eloise sorriu, ajeitando alguns papéis. — Eu também.

Augusto se inclinou levemente sobre o tampo, os olhos ainda fixos nela.

— Sabe que eu ainda penso em trazer sua mesa pra dentro da minha sala, né? Assim eu te admiro o dia inteiro.

Eloise riu, balançando a cabeça.

— Deixa de ser besta, amor. Vamos voltar ao trabalho, tem relatório acumulado pra semana inteira.

Ele deixou um beijo rápido na testa dela antes de se afastar.

— Tá bom, senhora eficiência. Mas não reclama se eu passar aqui toda hora.

Augusto entrou em sua sala, e Eloise respirou fundo, tentando conter o sorriso.

Mal dois minutos se passaram e o som dos saltos apressados ecoou pelo corredor.

A porta se abriu de repente, e Nathalia surgiu, com o sorriso mais largo do andar.

— Aí está ela! — exclamou, abrindo os braços. — Ai, que felicidade, minha amiga voltou!

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