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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 215

Risos, Café e Comentários

Eloise se levantou rindo e foi imediatamente envolvida por um abraço apertado.

— Calma, Nathalia, eu só fiquei fora uns dias…

— Uns dias? — rebateu ela, fingindo indignação. — Foram dias demais! E olha, a empresa inteira tá comentando sobre a entrevista do chefe. Você viu?

Eloise arqueou uma sobrancelha, tentando disfarçar o rubor.

— Vi... — murmurou, ajeitando uma pasta. — Ele não me avisou que ia falar aquilo.

Nathalia deu uma risadinha maliciosa.

— Pois eu adorei. O escritório inteiro tá suspirando e o feed da MonteiroCorp parece uma novela! “Ela é a mulher da minha vida” — repetiu ela, teatral. — O homem foi longe, hein?

Antes que Eloise pudesse responder, Thiago apareceu na porta, com o habitual sorriso de canto e uma xícara de café na mão.

— Eu sabia que o clima tava animado por aqui — disse ele, entrando. — E com razão. É bom ver você de volta, Elô.

Eloise sorriu. — Obrigada, Thiago.

— Agora, sinceramente… — ele continuou, em tom divertido. — Depois daquela entrevista do Augusto, eu achei que você ia voltar como CEO. Ou, no mínimo, pra tomar meu cargo de diretor.

Nathalia riu alto. — Pior que eu também!

Eloise cobriu o rosto, envergonhada. — Vocês não prestam.

— Eu só digo a verdade. — provocou Thiago, piscando. — Afinal, se tem alguém que manda no “todo-poderoso”, é você.

— Vai trabalhar, Thiago. — disse Eloise, rindo. — Antes que o “todo-poderoso” ouça.

Ele levantou as mãos, fingindo rendição.

— Tarde demais, já tô indo falar com ele. — E, antes de sair, completou: — Mas não se preocupa, vou dizer que a CEO verdadeira voltou.

Saiu rindo, deixando as duas trocando olhares cúmplices.

— Eu avisei — disse Nathalia, rindo. — A entrevista do seu noivo virou o evento do ano.

Eloise apenas balançou a cabeça, sorrindo.

Por dentro, no entanto, sentia o coração bater mais leve — o caos lá fora podia esperar um pouco mais.

Depois de alguns minutos de conversa e risadas, Nathalia ajeitou a blusa e suspirou.

— Tá, chega de fofoca. Se o Augusto me pegar parada aqui, ele me transfere pro setor de faxina.

Eloise riu. — Duvido. Ele não teria coragem de enfrentar você.

— Hm, acho que nem ele é tão louco. — respondeu Nathalia, piscando. — Mas vai por mim, aproveita a calmaria enquanto dá.

As duas trocaram um último sorriso antes de Nathalia se despedir, prometendo voltar com café mais tarde.

Quando a porta se fechou, Eloise respirou fundo. O burburinho do escritório voltava ao normal, e, pela primeira vez em dias, ela sentiu uma pontinha de tranquilidade.

Sentou-se à mesa, ligou o computador e começou a responder os e-mails que haviam se acumulado durante o fim de semana.

Havia mensagens de fornecedores, relatórios pendentes e lembretes do sistema — nada fora do comum.

Mas ainda assim, o simples ato de trabalhar, de digitar e organizar, parecia terapêutico.

O toque do telefone rompeu o silêncio.

O nome na tela fez o coração dela se aquecer: Pai

— Oi, pai! — atendeu sorrindo. — Eu tava preocupada. Onde o senhor se meteu?

Do outro lado, a voz de Carlos veio tranquila, com aquele tom sereno que ela tanto reconhecia.

— Calma, minha filha, eu tô bem. Tô no SPA da Cláudia. Ela praticamente me sequestrou pra me obrigar a descansar um pouco.

Eloise riu, aliviada. — No SPA? Olha só o luxo!

— Pois é. — respondeu ele, divertido. — Acho que a Cláudia tem vocação pra enfermeira… ou pra sargento. Não me deixa nem levantar sozinho.

— Ainda bem que ela tá aí — disse Eloise, sincera. — Fiquei assustada quando cheguei em casa e o senhor não tava.

— Desculpa, filhota. — disse Carlos. — Eu devia ter avisado. Mas relaxa, tá tudo sob controle. Tô em boas mãos.

Eloise sorriu, recostando-se na cadeira. — Fico mais tranquila ouvindo isso.

Augusto arqueou um canto da boca. — Cuidado, Thiago. Ainda posso te mandar pra filial do Alasca.

— E deixar a festa de casamento sem padrinho? — retrucou, rindo. — Nem pensar.

Augusto balançou a cabeça, mas o sorriso o denunciava.

Por mais que tentasse manter o controle, era impossível esconder o quanto estava feliz.

Thiago percebeu.

— Falando sério agora… — disse, o tom suavizando. — É bom ver você assim, irmão. Faz tempo que não via esse olhar.

Augusto respirou fundo, apoiando-se na mesa.

— Às vezes eu acho que tudo o que vivi antes dela foi só ensaio.

— Então é oficial. — concluiu Thiago, abrindo um sorriso largo. — O homem se apaixonou de vez.

— E não pretendo negar. — respondeu Augusto, firme.

— Perfeito. — disse Thiago, se levantando. — Mas se me permite um conselho… não deixa a Eloise sair do seu radar por nada.

O mundo tá estranho, e eu tenho a sensação de que a tempestade ainda não acabou.

Augusto o olhou por um instante, o sorriso se desfazendo aos poucos.

— Eu também tenho essa sensação.

— Então fica esperto, chefe romântico. — brincou Thiago, voltando a abrir a porta. — Agora, com licença, vou lá ver se o departamento de marketing já colocou sua frase nos painéis.

Augusto soltou uma risada curta. — Sai daqui, Thiago.

— Ah, e parabéns de novo pelo noivado, “todo-poderoso”. — provocou, antes de desaparecer pelo corredor.

Quando a porta se fechou, Augusto voltou a encarar a cidade lá fora.

O reflexo no vidro mostrava um homem diferente — mais leve, mas também mais vulnerável.

E, no fundo, ele sabia: a felicidade, às vezes, vinha com um preço.

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