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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 220

Rastros da Verdade

O dia amanheceu calmo sobre a Cidade Norte, mas o sossego não durou.

Eloise acordou com o estômago revirando. Correu até o banheiro, o enjoo subindo sem aviso.

Depois de vomitar, respirou fundo e decidiu tomar um banho rápido — não queria preocupar Augusto logo cedo.

A água quente escorria pelo corpo quando sentiu as mãos dele em sua cintura.

— Achei que tinha fugido de mim. — murmurou Augusto, encostando o queixo no ombro dela.

Eloise sorriu de leve, virando-se para encará-lo. — Só tentando me recompor.

O olhar dele desceu, intenso, silencioso. O resto veio sem palavras — o toque, o calor, o encontro inevitável sob o vapor do chuveiro.

Quando o silêncio finalmente voltou, eles riram juntos, o som leve ecoando pelo banheiro.

Pouco depois, tomaram café da manhã na varanda.

O sol iluminava os dois, e por um breve instante, a vida parecia simples outra vez.

Mas não por muito tempo.

Augusto largou a xícara, o semblante já sério. — Vamos pra empresa.

Eloise apenas assentiu.

Na MonteiroCorp, subiram direto para o quinto andar.

A porta da Sala Sigma se abriu com o habitual som do destrave eletrônico.

Laís ainda estava lá — olheiras profundas, o cabelo preso de qualquer jeito, cercada por telas piscando.

Ela não parecia sequer ter notado que o dia havia amanhecido.

— Você passou a noite aqui? — perguntou Augusto, incrédulo.

Ela apenas deu de ombros, sem tirar os olhos do monitor. — Tive que garantir que ninguém mexesse em nada.

— E então? — ele perguntou, aproximando-se. — Temos respostas?

Laís respirou fundo antes de responder.

— Às vinte e três horas, houve uma nova movimentação. — disse, o tom controlado. — A transferência foi feita por Lorenzo Mello.

O nome caiu como um peso no ar.

Eloise e Augusto trocaram um olhar silencioso — ambos sabiam exatamente quem era o homem por trás daquele nome.

— Tudo indica que foi ele quem executou as transferências iniciais. — continuou Laís. — E agora vem a parte interessante.

Augusto se inclinou para frente, a tensão marcando o maxilar. — Fala.

— A fraude está toda clara agora — disse Laís, concentrada. — Sabemos quem enviou o dinheiro e pra onde ele foi. O próximo passo seria alguém entrar no sistema e alterar os registros… pra incriminar você e o Thiago.

O silêncio tomou conta da sala.

Laís rolou mais algumas linhas de código e apontou para a tela.

— O dono do IP codinome “Louvre” deveria acessar o sistema novamente pra concluir a limpeza dos rastros. — explicou, o olhar fixo no monitor. — Ao que tudo indica, esse Louvre é um disfarce usado por alguém de dentro da própria empresa. Ele apagaria tudo durante a madrugada.

Fez uma pausa.

— Mas aí está a questão: ninguém entrou.

Eloise franziu o cenho. — Ninguém?

— Nenhum sinal de login. — confirmou Laís. — Fiquei esperando a noite toda, porque se ele tentasse de novo, eu rastrearia o IP em tempo real.

Ela se encostou na cadeira, exausta, mas com um brilho satisfeito no olhar.

— Isso significa que o invasor sabe que estamos de olho.

Augusto cruzou os braços, pensativo. — Ou alguém avisou ele.

Laís assentiu lentamente, o olhar fixo nos dados na tela.

— Ou talvez o Louvre queira jogar sozinho. — disse, pensativa. — Assim, nós acabamos fazendo o trabalho por ele… e entregamos o Lorenzo Mello de bandeja.

Abriu algumas pastas, digitando rápido.

— Eu fiz meu trabalho, senhor Augusto. — continuou, firme. — Com tudo o que encontrei aqui, o Lorenzo responde por pelo menos quatro tipos de crimes diferentes.

O celular vibrou de novo, mas era apenas o sistema bancário informando confirmação na execução da transferência. Mas o problema morava aí.

- Merda, está em meu nome.

Ele jogou o aparelho no sofá, a paciência se esgotando.

O suor frio descia pela nuca. A cada minuto, a sensação de estar sendo enganado crescia.

Por fim, pegou as chaves e respirou fundo.

— Se ele não me procura, eu vou até ele.

Abriu o laptop rapidamente e consultou o histórico.

Ali estava a pista que procurava — um endereço antigo, discreto, um prédio quase escondido.

Semanas antes, por coincidência viu Thamires entrando.

Lorenzo apertou o punho.

— Você me deve respostas, Thamires… e se o Louvre estiver lá, vai me ouvir também.

Saiu do apartamento apressado, o coração batendo forte, misto de medo e fúria.

A cidade começava a despertar, mas para Lorenzo Mello, o amanhecer trazia apenas uma certeza:

O jogo tinha mudado. E, dessa vez, Lorenzo Mello não controlava mais as peças.

___

O sol começava a surgir entre os prédios altos da Cidade Norte quando Lorenzo Mello estacionou em frente ao edifício de luxo.

A claridade dourada da manhã refletia nos vidros do carro, mas ele parecia alheio à beleza do dia.

As horas haviam passado, e nenhuma confirmação das transferências chegara.

Nenhuma mensagem. Nenhum e-mail. Nenhum sinal.

Lorenzo ficou ali, dentro do carro, os dedos tamborilando no volante. O nervosismo o corroía por dentro. Ele apertou o maxilar, olhando o visor do celular pela décima vez. Nenhuma mensagem. Nenhum e-mail. Nenhum retorno.

— Vamos, maldito… aparece. — murmurou, o olhar fixo na portaria.

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