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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 221

Entre Risos e Perigo

O elevador se abriu no andar da presidência, e Augusto e Eloise saíram lado a lado na recepção.

Augusto parou diante do balcão vazio e soltou um breve suspiro.

— Preciso resolver isso logo — disse, ajeitando a gravata. — Prometi ao RH que contrataria alguém pra cá, mas com tanta coisa acontecendo, esse cargo ficou de escanteio.

Ele se virou para ela, o olhar malicioso.

— Faz isso pra mim, amor?

Eloise arqueou uma sobrancelha, fingindo indignação.

— Amor, Augusto? Isso não é nada profissional. — respondeu com um tom teatral, cruzando os braços.

Ele se aproximou lentamente, inclinando-se até o pescoço dela, deixando o perfume e o calor da voz tocarem sua pele.

— Com você… eu não quero ser profissional, meu amor.

Ela tentou manter a postura séria, mas o riso escapou antes mesmo que conseguisse evitar.

Augusto riu junto, a abraçando de leve — os dois presos entre o carinho e a provocação.

Foi quando uma voz soou atrás deles:

— Ai, que nojo! — disse Nathalia, rindo alto enquanto atravessava o corredor. — Dá pra avisar quando o romance for em horário comercial?

Augusto virou para ela, ainda rindo. — Inveja é feio, Nathalia.

— Feio nada! — retrucou ela, divertida. — Só tô tentando entender se preciso trazer vela ou vinho pra próxima reunião.

O riso dos três ecoou pela recepção, quebrando o peso que pairava sobre a MonteiroCorp desde o dia anterior.

Augusto se inclinou, deixou um beijo rápido nos lábios de Eloise e caminhou em direção à sua sala, com aquele olhar que dizia mais do que qualquer palavra.

Ela o acompanhou com os olhos até a porta se fechar, ainda sorrindo.

Nathalia se aproximou, apoiando os cotovelos no balcão da recepção.

— Nós precisamos de uma noite das meninas, Elô. — disse, animada. — Um jantar, umas taças de vinho, colocar os papos em dia… o básico pra sanidade mental.

Eloise riu, ajeitando os papéis sobre a mesa.

— Sabe que eu tava pensando nisso — respondeu, distraída.

— Hum… pode dar atenção às suas amigas um pouco? — provocou Nathalia, cruzando os braços.

Eloise ergueu o olhar, os olhos acendendo com o pensamento.

— Sofia. Ela é perfeita.

Nathalia piscou, sem entender de imediato. — Sim, Sofia é maravilhosa, tô adorando dividir apartamento com ela.

Eloise balançou a cabeça, sorrindo. — Não, Nathalia… Sofia pra recepcionista. — disse, olhando fixamente para a mesa à frente, já montando o plano na cabeça.

Nathalia abriu um sorriso. — Sim! Ela seria ótima pra isso.

— Vou falar com ela ainda hoje. — afirmou Eloise, decidida.

O elevador soou um ding suave. Nathalia se inclinou e beijou o rosto da amiga.

— Você tá diferente hoje, sabia? — disse com um sorriso enigmático. — Mas ainda não sei o que é.

Antes que Eloise pudesse responder, Nathalia entrou no elevador e acenou com a mão.

Eloise ficou ali, observando as portas se fecharem, sem entender direito o que ela quis dizer.

Suspirou, ajeitou o crachá e foi em direção à própria mesa.

Mas a sensação ficou ali — sutil, intrigante, como se algo dentro dela realmente tivesse mudado.

___

Augusto fechou a porta da sala, recostando-se por um instante na mesa.

Pegou o celular e discou o número de Thomas.

A chamada não demorou a ser atendida.

— Monteiro? — a voz de Thomas veio firme, mas cansada. — Me diz que tem boas notícias.

— Gostaria que fossem. — respondeu Augusto, passando a mão pelos cabelos. — Mas a situação é mais séria do que parece.

Houve um breve silêncio do outro lado.

— Fala.

— A invasão ao sistema foi confirmada. — disse Augusto, o tom grave. — E, pelo que descobrimos, o acesso partiu de dentro da MonteiroCorp.

— De dentro? — Thomas soou incrédulo.

— Sim. — Confirmou Augusto. — O sistema que a Eloise desenvolveu pra rastreamento de dados estava em fase de teste, e foi justamente ele que detectou a invasão. Se não fosse por isso, jamais teríamos percebido o ataque.

Thomas soltou um assobio baixo. — Então foi o sistema dela que entregou o invasor?

— Exatamente. — respondeu Augusto. — E agora sabemos que o acesso foi feito com o codinome Louvre.

O silêncio que se seguiu foi pesado, como se a palavra tivesse um peso próprio.

— Então o Louvre… é alguém de dentro mas não é um peixe pequeno. — concluiu Thomas, por fim.

— Sim. Um funcionário. — confirmou Augusto. — Alguém que sabe como o sistema funciona, que tem acesso privilegiado e sabe onde atacar sem deixar rastros.

— E já tem suspeitos?

Antônio se recostou na cadeira, o tom carregado de irritação contida.

— Estou perdendo a paciência. — disse pausadamente. — Já se passaram dias e nada. Nenhum movimento, nenhuma queda.

Do outro lado da linha, o interlocutor pareceu sorrir — a voz arrastada, controlada.

— Eu sei exatamente o que estou fazendo, senhor Mello. E ainda não é o momento.

Antônio franziu o cenho e bateu o punho sobre a mesa.

— Você me prometeu resultados, não filosofia! — rugiu. — Eu quero o nome Monteiro destruído… Augusto arruinado. E o velho José… morto.

O silêncio do outro lado foi denso.

Quando o Louvre respondeu, a calma dele era quase provocante.

— Cada peça precisa estar no lugar antes do xeque-mate.

Se eu agir agora, perdemos a vantagem.

Confie em mim, senhor Mello — a queda dos Monteiro será inevitável… e pública.

Antônio apertou o telefone com força, respirando fundo.

— Quero isso logo. Não me faça esperar mais.

— E você terá o que quer. — respondeu o Louvre, frio. — Mas lembre-se: quanto maior o império, maior o estrondo da queda.

A linha foi encerrada.

Antônio ficou parado, o olhar vidrado no vazio.

As palavras do Louvre ecoavam como um veneno lento — promessa e ameaça em doses iguais.

Ele se levantou, ajeitando o paletó, e foi até o bar no canto da sala. Serviu-se de um copo de uísque; a mão tremia, tomada por raiva e expectativa.

Do lado de fora, uma presença silenciosa observava tudo.

Márcia Mello, ainda com a bandeja nas mãos, permanecia imóvel junto à porta entreaberta.

Tinha ido levar o chá do marido — mas a voz dele, fria e carregada de ódio, a fez parar no meio do caminho.

Seu coração acelerou ao ouvir o nome José Monteiro e a palavra morto na mesma frase.

A bandeja tremeu em suas mãos.

O som da porcelana tilintou, e Márcia soube — o inferno acabava de começar.

Ela recuou um passo, o rosto pálido.

Sabia que, se o marido descobrisse que ela ouvira aquela conversa, não haveria perdão.

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