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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 223

Coincidências e Sussurros

Por volta das três da tarde, Sofia entrou apressada na MonteiroCorp.

O salto fazia um som apressado contra o piso de mármore enquanto ela corria em direção ao elevador.

As portas estavam prestes a se fechar quando ela apertou o botão.

Um som suave — ding — e, ao entrar, congelou por um segundo.

Quem estava lá?

Sim. Thomas.

Ele ergueu o olhar do celular, e um sorriso largo surgiu.

— Olha só quem resolveu aparecer. — disse ele, divertido. — Estava com saudade, sabia? Esses últimos dias foram uma loucura.

Sofia ajeitou a bolsa no ombro, tentando disfarçar o nervosismo.

— Eu imagino. — respondeu, sorrindo de leve. — Também estive sumida... semana de provas. Quase não parei pra respirar.

Thomas assentiu, inclinando-se ligeiramente para o lado, o olhar tranquilo.

— Faz sentido. — disse ele, num tom mais suave. — Mas agora que acabou... vai demorar muito aqui na empresa hoje?

— Acho que não. Vim só resolver os papéis do novo emprego. — respondeu Sofia, prendendo o cabelo atrás da orelha.

Thomas cruzou os braços, observando-a com um brilho nos olhos.

— Muito bom, ruivinha. Então temos motivos para comemorar, vamos fazer o seguinte — disse, num meio-sorriso. — Espera por mim. Quando eu sair, te levo pra jantar. A gente comemora o fim das suas provas e o trabalho novo.

Sofia hesitou por um instante, mas o sorriso dele a desarmou por completo.

— Tá bem... eu espero.

Foi nesse momento que o elevador desacelerou e o som metálico das portas se abrindo preencheu o silêncio.

Sofia deu um passo à frente — mas, distraída pelo olhar dele, tropeçou no próprio pé.

Antes que pudesse cair, Thomas a segurou pela cintura.

O toque foi firme, quente, e por alguns segundos o mundo pareceu parar.

Ela ficou ali, encostada no peito dele, sentindo a respiração de Thomas roçar sua pele.

O tempo entre eles se esticou — segundos longos o bastante para que os dois percebessem que aquele “acidente” já não era só um tropeço.

Thomas manteve o olhar fixo nela, o tom rouco quando falou:

— Cuidado... quase me mata de susto.

Sofia sorriu, o rosto corado.

— E você quase me mata do coração.

As portas se abriram completamente, mas nenhum dos dois pareceu ter pressa em sair.

Sofia saiu do elevador ainda sentindo o coração acelerar.

O toque das mãos de Thomas ainda queimava na pele —

e ela tentava não admitir o quanto aquilo a deixava sem chão.

Respirou fundo, tentando disfarçar o nervosismo, e seguiu pelo corredor até a mesa de Eloise.

Thomas caminhava logo atrás, o passo calmo, um sorriso discreto que ela fingia não perceber.

— Bom dia, Eloise. — cumprimentou Sofia, com a voz ainda um pouco trêmula. — Eu vim trazer os documentos da contratação.

Eloise levantou o olhar, abrindo um sorriso gentil.

— Que bom te ver, Sofia. Estava ansiosa pra te apresentar oficialmente ao time.

Thomas se aproximou, ajeitando o blazer.

— E eu prometo que ela vai ser uma das melhores aquisições da MonteiroCorp. — disse em tom brincalhão.

Eloise riu, balançando a cabeça. — Você sempre com seu charme de diretor, né, Thomas?

Ele piscou. — Faz parte do cargo.

Sofia riu baixo, tentando esconder o rubor que teimava em subir às bochechas.

Ajeitou a pasta nas mãos e entregou os papéis para Eloise.

— Aqui estão todos os documentos, tudo certinho.

— Perfeito. — respondeu Eloise, analisando rapidamente. — E já começa amanhã. A recepção da presidência vai finalmente ter o brilho que merece.

— Márcia? O que está acontecendo?

Ela respirou fundo, tentando manter a voz firme, mas o medo transbordava em cada palavra.

— Você e o seu filho… estão em perigo. — disse rápido, segurando a porta, temendo ouvir passos. — O Antônio está furioso. Ele quer destruir o nome Monteiro, acabar com tudo o que vocês construíram.

O som da torneira misturava-se ao tremor da voz dela.

— Ele não está sozinho. — continuou. — Há alguém ajudando… alguém que se esconde por trás de um nome.

Fez uma pausa curta, o sussurro quase inaudível:

— O nome... é Louvre.

Do outro lado, José Monteiro ficou em silêncio.

O som abafado de um relógio marcava os segundos, lentos, como se o tempo segurasse a respiração.

— Tem certeza disso? — perguntou, enfim, a voz firme, mas tensa.

— Ouvi com meus próprios ouvidos. — respondeu ela, o olhar fixo na porta fechada. — Eles falaram em destruir vocês… em matar você.

Ela respirou fundo, o desespero crescendo.

— Eu não posso falar muito tempo. Se ele descobrir, eu… — a voz vacilou. — Eu só precisava avisar. Se cuida, por favor. Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse com você.

— Márcia, espere — tentou José, a voz mais alta. — Onde você está?

Mas a ligação já se desfazia.

Márcia desligou o telefone com as mãos trêmulas e o escondeu novamente dentro da bolsa, o som da água ainda correndo para disfarçar qualquer ruído.

Encostou-se na parede fria do banheiro, o coração disparado.

Sabia que, naquele instante, havia assinado sua própria sentença.

Do outro lado da cidade, José Monteiro continuava parado, o celular ainda junto ao ouvido.

Ele levantou-se da cadeira, o olhar endurecido.

Sabia que aquele aviso era mais do que um alerta —

era o início de uma guerra.

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