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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 226

O Caos a Caminho.

O som das risadas ainda ecoava pela copa quando a porta se abriu devagar.

Três silhuetas surgiram no batente — Augusto, Thomas e Thiago, observando discretamente a cena.

As quatro mulheres olharam na mesma direção, ainda segurando as xícaras e os sorrisos.

— Olha só… — começou Thiago, com um sorriso travesso. — O que tá acontecendo aqui? Parece reunião da alegria.

Nathalia apoiou o cotovelo na mesa e respondeu sem perder o ritmo:

— E é mesmo, doutor Albuquerque. Reunião exclusiva, entrada só com convite e bom humor.

— Então tô dentro. — retrucou ele, puxando uma cadeira e se sentando ao lado dela. — Posso ser o convidado especial.

Emma riu. — Você é o tipo que chega sem ser convidado, Thiago.

— E ainda faz sucesso. — rebateu ele, piscando.

O clima se encheu de risos novamente.

Thomas apoiou-se na moldura da porta, cruzando os braços.

— Não vão oferecer café pra quem tá chegando? — perguntou, fingindo ofensa. — Ou a regra é rir e deixar a gente de fora?

Sofia ergueu o olhar, sorrindo de canto. — Só se prometer não transformar a copa em reunião de diretoria.

— Prometo. — disse ele, pegando uma xícara. — Mas se eu soubesse que o café vinha com boas companhias, já teria vindo antes.

Ela riu, desviando o olhar, mas o rubor entregou tudo.

Eloise balançou a cabeça, divertida. — Meu Deus, vocês não perdem tempo.

— O que posso dizer? — respondeu Thomas, dando de ombros. — O ambiente é inspirador.

Augusto, até então quieto, observava a cena com um meio sorriso.

— Eu só quero entender o que gerou tanta risada. — disse, aproximando-se de Eloise. — Parecia que o prédio ia desabar de tanto eco.

Emma abriu a boca, pronta pra falar, mas Nathalia foi mais rápida:

— Nada demais, chefe. Só estávamos discutindo… assuntos sérios.

Thiago ergueu a sobrancelha. — Sérios? Pela gargalhada, parecia mais uma reunião de fofoca.

— Fofoca? — repetiu Eloise, fingindo indignação. — Aqui não tem disso, senhor Albuquerque.

— Ah, claro… — respondeu ele, rindo. — Só análises profundas sobre a vida dos outros.

O silêncio durou um segundo. Depois, todas as meninas explodiram em risadas.

Eloise, ainda rindo, olhou para Augusto e aproveitou o clima descontraído.

— Ah, amor… aproveitando para falar — disse ela, ajeitando os papéis sobre a mesa. — A Sofia é a nova recepcionista da presidência.

Augusto arqueou uma sobrancelha, surpreso.

— É mesmo? Ótima escolha. — disse, com um leve sorriso. — Agora sim a recepção vai ter competência e confiança.

Thomas pigarreou, fingindo seriedade.

— Concordo plenamente, e acrescento: vai ter beleza também. — completou, no mesmo tom brincalhão.

Thiago não perdeu tempo.

— Ah, pronto! — provocou, rindo. — Já tô vendo… todo dia o senhor Thomas vai aparecer com um “assunto importante” pra resolver na presidência.

As risadas explodiram.

Thomas ergueu as mãos, teatral.

— Ei, ei! Eu não tenho culpa se vocês vivem se metendo em confusão e precisam da minha genialidade pra resolver.

— Genialidade? — repetiu Thiago, provocando. — Ah, então é assim que você chama as visitas estratégicas à recepção agora?

Thomas fez uma reverência exagerada. — Prefiro chamar de supervisão de qualidade.

Augusto riu, balançando a cabeça. — Vocês são impossíveis. — disse, divertido. — Agora estamos lascados: o batalhão inteiro trabalha junto.

Olhou para Thiago, com um sorriso de canto. — E se algum dos nossos pisar na bola, nós dois é que pagamos o preço.

Thiago levantou a xícara num brinde imaginário. — Ah, relaxa, Monteiro. No mínimo a gente vai à falência com estilo.

Thomas completou, entrando no ritmo: — E com excelentes acompanhantes.

As risadas tomaram conta da copa outra vez, leves, livres, cheias de vida.

Por alguns minutos, todos esqueceram os relatórios, os planos e as ameaças.

Ali, entre café, brincadeiras e olhares cúmplices, existia apenas o agora —

um pequeno instante de normalidade antes da tempestade.

Augusto se aproximou de Eloise.

Ele parou ao lado dela, o olhar tranquilo e aquele sorriso quase imperceptível que só ela sabia decifrar.

Com naturalidade, pousou a mão em sua cintura, fazendo-a arrepiar levemente.

— Acho que já riram o suficiente por hoje — disse, com o tom divertido. — Que tal continuarmos isso num jantar?

Thiago foi o primeiro a reagir.

— Apoiado! — disse, animado. — Depois do dia que tivemos, um bom jantar é exatamente o que eu preciso.

Um respiro de paz no meio da tempestade que se aproximava.

Mas a paz tem prazo curto.

E o relógio da guerra começava a voltar a correr.

___

— Droga.

A palavra escapou entre os dentes do homem cortando o silêncio pesado do apartamento.

Ele andava de um lado para o outro, o olhar fixo no relógio sobre a parede.

Os ponteiros marcavam 18h49 mas o tempo parecia correr contra ele.

O ódio pulsava sob a pele; o suor frio descia pela nuca.

“Se eles descobrirem tudo… está acabado.”

Socou a mesa com força, fazendo o copo cair e se espatifar no chão.

O som ecoou pelo apartamento vazio.

— Pensa, porra… pensa! — murmurou, batendo com os dedos na própria cabeça.

Foi até a escrivaninha, abriu o notebook e ligou o aparelho com pressa.

A tela acendeu, e o brilho azul tomou conta do ambiente. Rapidamente acessou uma plataforma privada.

Digitou a senha, os dedos tremendo.

Mas o sistema exibiu uma mensagem fria, impiedosa:

> “Acesso negado. Conecte-se à rede oficial para concluir o login.”

— Não... não, não, não! — rosnou ele, jogando o corpo para trás na cadeira.

Passou as mãos no rosto, respirando com dificuldade.

Sabia o que aquilo significava: precisava voltar à MonteiroCorp e se conectar à rede oficial.

O plano estava ruindo diante dos olhos.

— Merda... preciso voltar lá. — sussurrou, a voz rouca, tomada de urgência.

Fechou o notebook com força, pegou o casaco e saiu.

A porta se fechou atrás dele com um estalo seco.

O som ecoou pelo corredor escuro — como o início de algo que ninguém conseguiria mais conter.

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