Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 227

Entre Risos e Alarmes

O restaurante tinha uma atmosfera acolhedora — luzes amareladas, música suave e o cheiro de especiarias misturado ao de vinho.

A mesa redonda reunia o grupo com uma harmonia que há muito não se via.

Thiago e Emma conversavam animadamente, Sofia e Thomas trocavam sorrisos sutis, e Eloise, entre risadas, brincava com Nathalia sobre o novo corte de cabelo.

Poucos minutos depois, um garçom se aproximou abrindo espaço para mais um convidado.

— Posso? — perguntou uma voz conhecida.

Nathalia ergueu os olhos e sorriu, surpresa. — Heitor! Achei que não vinha.

Ele sorriu de canto, ajeitando o paletó antes de se sentar ao lado dela. — Mudança de planos. Resolvi não perder a chance de jantar com a equipe mais perigosa da MonteiroCorp.

Thiago riu. — Perigosa é pouco. Essas quatro juntas dominam a cidade.

— E você tá incluso nisso, senhor diretor. — provocou Eloise, divertida.

As risadas se espalharam pela mesa, o clima leve, quase familiar.

Logo os pratos foram servidos — massas, risotos, taças de vinho, e uma pilha de histórias misturadas com provocações.

— Então, Eloise — começou Nathalia, o olhar curioso. — Já escolheram a data do casamento?

Augusto, que mexia no copo, levantou os olhos e respondeu com naturalidade:

— Assim que tudo estiver resolvido. — disse, num tom calmo, mas firme. — Quero que seja o início de uma fase nova.

Eloise olhou para ele, o sorriso suave. — E vai ser.

Emma suspirou teatralmente. — Ai, meu Deus… os dois são tão lindos juntos que chega dá raiva.

Thiago ergueu a taça. — Brindemos, então, ao casal mais poderoso da cidade.

— E mais teimoso também. — completou Nathalia, rindo.

As taças se tocaram, o som leve do cristal se misturando ao burburinho do restaurante.

O jantar seguiu em meio a risadas, pequenas provocações e olhares cúmplices.

Quando o garçom voltou com o cardápio de sobremesas, Eloise foi a primeira a se manifestar.

— Eu quero um petit gateau com sorvete de baunilha. — disse, convicta.

— Só isso? — perguntou Augusto, arqueando uma sobrancelha. — Eu só pedi café. Mas já que somos noivos, acho que você vai dividir comigo.

Eloise sorriu, fingindo indignação. — Dividir? Nem pensar.

Augusto inclinou-se, a voz baixa, carregada de provocação. — Então vou ter que roubar.

Ela riu, empurrando-o de leve. — Você é impossível, senhor Monteiro. — disse, rindo.

— E você é má. — respondeu ele, divertido. — Casar comigo significa dividir tudo... até a sobremesa.

— Tudo, menos o petit gateau. — rebateu ela, com um brilho malicioso no olhar.

As risadas voltaram, contagiando a mesa inteira.

Por alguns minutos, parecia que o mundo lá fora havia parado.

O caos, os planos, os medos — tudo ficou em suspenso, substituído por aquele pequeno instante de normalidade.

Mas então, o celular de Augusto vibrou sobre a mesa.

Uma, duas vezes.

O som grave do toque rompeu o riso e mudou o ar ao redor.

Ele olhou o visor.

O nome de Laís piscava em letras vermelhas.

O sorriso desapareceu.

Eloise percebeu na hora. — Aconteceu algo?

Augusto respirou fundo antes de atender.

O tom de voz que saiu já não tinha nada do homem leve de segundos antes.

— Fala, Laís.

O olhar dele endureceu conforme ouvia.

___

A noite havia engolido a Cidade Norte.

Do lado de fora, o vento assobiava entre os prédios, fazendo as luzes refletirem nos vidros como fantasmas em movimento.

O homem dirigia em silêncio, os olhos fixos na estrada enquanto os pensamentos giravam em espiral.

O motor do carro rugia baixo — o som de fundo perfeito para o caos dentro da cabeça dele.

Cada segundo que passava parecia um golpe.

Ele sabia que o sistema da MonteiroCorp estava em modo de segurança.

E isso tornava tudo ainda mais perigoso.

O rosto dele empalideceu, o ar preso nos pulmões.

— Você não sabe no que está se metendo. Esse jogo não é pra amadores. — murmurou, entre os dentes.

---

Na Sala Sigma, Laís mantinha o olhar fixo na tela.

Os dedos digitavam em velocidade, um sorriso de pura concentração curvando-lhe os lábios.

— Amador. — disse, divertida, sem desviar os olhos.

As luzes dos monitores piscavam, o reflexo azul riscando seu rosto.

Então, o som agudo de um bip ecoou pela sala.

A tela principal ficou vermelha.

> Alerta de intrusão detectado.

Laís sorriu.

— Peguei você, ratinho.

O prédio inteiro despertou de repente — luzes automáticas acendendo, sensores piscando, alarmes rasgando o silêncio.

O som ecoou como um rugido metálico.

---

No andar da presidência, o homem reagiu num salto assim que ouviu o som do alarme.

Desligou o notebook, enfiou-o na bolsa e correu pelo corredor em direção às escadas.

Sabia exatamente o que aquilo significava.

— Merda.

Enquanto descia, ouviu vozes e passos ecoando pelo poço da escada — estavam perto.

Congelou por um segundo.

Depois, sem pensar duas vezes, correu para o quarto andar — a sua própria sala.

O coração batia alto demais.

Precisava de um plano.

E rápido.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário