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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 228

O Invasor Entre Nós

O som do alarme cessou tão abruptamente quanto começou.

O silêncio que se seguiu foi estranho — pesado, quase artificial.

Nos corredores da MonteiroCorp, os seguranças se comunicavam pelos rádios, as vozes ecoando distorcidas:

> “Setor leste limpo.”

“Sala de servidores, nada anormal.”

“Dividam-se. Um em cada andar.”

No quarto andar, o invasor se manteve imóvel, respirando fundo atrás da porta das escadas.

Abriu uma fresta mínima, observando a movimentação no corredor.

Dois seguranças subiam apressados, lanternas em mãos.

O som das botas ecoava cada vez mais próximo.

— Merda… o que eu faço agora? — sussurrou para si mesmo.

Retirou as luvas rapidamente, enfiando-as no bolso.

Bagunçou o cabelo com as mãos, o rosto ainda coberto de suor.

Caminhou até sua mesa e ligou o monitor, tentando parecer calmo.

Quando os passos se aproximaram, ele fingia estar organizando alguns cabos e papéis.

Dez minutos se passaram.

A tensão no ar era quase palpável.

Então, a porta se abriu de súbito.

Dois seguranças apareceram no batente — uniformes escuros, olhares firmes.

— O que o senhor está fazendo aqui? — perguntou um deles, desconfiado.

O homem ergueu o olhar com expressão controlada, a voz fria e serena:

— Fazendo manutenção em alguns computadores. — respondeu, com um leve sorriso forçado. — Perdi a noção do tempo… o alarme me trouxe de volta à realidade.

Houve uma pausa breve.

Os dois homens se entreolharam, avaliando.

— Certo… — disse o mais velho, finalmente. — Mas o protocolo exige que todos deixem o prédio até nova ordem. Ainda não sabemos o que causou o disparo. Pode não ser seguro.

— Entendido. — respondeu o invasor, mantendo o tom profissional. — Obrigado pelo aviso.

Pegou a bolsa, ajeitou a camisa e caminhou tranquilamente em direção ao elevador.

O som dos passos dele se misturava ao zunido distante do sistema reiniciando.

Quando entrou no elevador, o mais jovem dos seguranças murmurou:

— Isso está estranho.

O outro assentiu, sem tirar os olhos da porta.

— É… mas vamos seguir o protocolo. — respondeu, ainda desconfiado.

___

Thomas percebeu a mudança e se endireitou na cadeira. — O que foi?

Augusto encerrou a chamada, a mandíbula tensa.

— Invasão no sistema. — disse, frio. — Agora mesmo.

O silêncio caiu sobre a mesa como uma sombra.

— Precisamos ir. — disse Augusto, já levantando-se.

Thomas e Thiago o seguiram sem hesitar.

Eloise também se levantou, ajeitando a bolsa no ombro, o semblante tenso.

Mas, antes que pudesse dar o primeiro passo, o mal-estar veio de repente.

Um enjoo intenso, uma onda quente subindo do estômago até a garganta.

— Eu… preciso ir ao banheiro. — murmurou, pálida.

Nem teve tempo de explicar.

Correu, uma mão na boca, o coração acelerado.

Nathalia levantou-se num pulo. — Eu vou com ela! — disse, indo atrás.

Logo Emma e Sofia também se apressaram, preocupadas.

Augusto ficou imóvel por um instante, os olhos acompanhando Eloise desaparecer pelo corredor.

Passou a mão pelos cabelos, frustrado.

— Preciso resolver isso logo. — murmurou, tenso. — O estresse tá fazendo mal pra ela.

Thomas pousou uma mão em seu ombro. — Vai ficar tudo bem.

Mas nem ele parecia acreditar totalmente nisso.

---

No banheiro feminino, o som da torneira e o perfume forte do sabonete se misturavam ao ruído do mal-estar.

Nathalia segurava o cabelo de Eloise, que estava ajoelhada diante da privada, o rosto pálido, o corpo trêmulo.

— Calma, Elô… respira. — dizia, com a voz firme, enquanto a ajudava.

Eloise mal conseguia responder.

O gosto amargo ainda lhe queimava a garganta.

Poucos segundos depois, Emma e Sofia chegaram ofegantes.

— O que aconteceu? — perguntou Sofia, preocupada.

— Acho que foi o jantar. — Emma

— Mesmo assim, não quero arriscar. A gente vai pra casa, e Thomas e Thiago passam na empresa pra ver o que a Laís descobriu.

Ela respirou fundo.

— Augusto, não precisa. Eu estou bem.

Mas antes que terminasse a frase, uma nova onda de enjoo a atingiu.

Ela levou a mão à boca, cambaleando.

Augusto reagiu rápido, segurando-a pela cintura.

— Tá vendo? — murmurou, preocupado. — Você não está bem.

Eloise apoiou a cabeça no ombro dele, tentando recuperar o equilíbrio.

Nathalia apoiou sua mão nas costas da Eloise.

— Eu vou com ela. — disse, firme. — Fico em casa e preparo um chá. Assim você pode resolver o que precisar.

Augusto olhou para ela, aliviado.

— Ficaria menos preocupado, Nathalia. Obrigado.

Emma também disse, ajeitando a bolsa.

— Então eu levo vocês. — disse, já pegando as chaves. — Nathalia cuida dela, e eu garanto que cheguem em casa bem.

Thomas assentiu. — Boa ideia. A gente vai direto pra MonteiroCorp. Quero ver o que aconteceu com aquele sistema.

Thiago completou, com um meio sorriso tentando aliviar a tensão:

— Meninas, se cuidem. Qualquer coisa, liguem pra gente.

Augusto apenas concordou com um aceno, a expressão endurecendo.

A preocupação com Eloise dividia espaço com o instinto protetor de empresário — e de homem que sabia quando algo estava fora do controle.

Eloise respirou fundo, recobrando um pouco da cor.

— Promete que me liga assim que souber o que aconteceu?

— Prometo. — respondeu Augusto, ajeitando o casaco dela nos ombros. — Só quero que você descanse, entendeu?

Sofia, que observava em silêncio, se aproximou com um sorriso gentil.

— Você precisa se cuidar, Elô. Vive cuidando de todo mundo e esquece de você.

Eloise assentiu, emocionada. — Obrigada, Sofi.

Emma ajudou Nathalia a amparar Eloise até a saída.

Enquanto o quarteto caminhava em direção ao carro, Augusto as acompanhou com o olhar — só relaxando quando viu o veículo se afastar pelas luzes da rua.

Thomas colocou uma mão em seu ombro.

— Vamos, Monteiro. O jogo ainda não acabou.

Augusto respirou fundo.

— É. Dessa vez, quem mexeu com o que é meu vai pagar caro.

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