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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 231

O Sol e a Calmaria

O despertador tocou às sete em ponto, quebrando o silêncio do quarto.

O som insistente preencheu o ar por alguns segundos, até que uma mão sonolenta o silenciou.

Eloise, ainda de olhos fechados, suspirou e se aconchegou mais fundo contra o peito de Augusto.

Ele permaneceu imóvel, observando-a.

O rosto dela estava tranquilo, a respiração lenta,

Por um instante, Augusto esqueceu de tudo — do trabalho, da invasão, dos planos — e apenas ficou ali, sentindo o peso leve do corpo dela em seus braços.

O sol atravessava as frestas da cortina, desenhando faixas douradas pelo quarto.

A luz tocava os lençóis, o rosto de Eloise, e o anel em sua mão, que brilhou suavemente.

Augusto sorriu de leve.

Aquela cena parecia um pedaço raro de paz num mundo que, há dias, só lhe oferecia caos.

Ele afastou-se com cuidado para não acordá-la, vestiu a calça social e seguiu até o banheiro.

A água fria no rosto o trouxe de volta à realidade —

aquela manhã não seria tranquila por muito tempo.

Minutos depois, já pronto, voltou ao quarto.

Eloise ainda estava na mesma posição, o cabelo espalhado pelo travesseiro, uma perna descoberta, o lençol bagunçado.

Augusto se aproximou devagar, o olhar cheio de ternura.

Ajoelhou-se ao lado da cama, inclinando-se para beijar-lhe a testa.

— Vamos, sua preguiçosa. — sussurrou com um sorriso. — O mundo lá fora já acordou.

Eloise resmungou baixinho, puxando o lençol até o queixo.

— Só mais cinco minutos… — murmurou, a voz rouca de sono.

Augusto riu, passando a mão em seu cabelo.

— Se depender de mim, te deixo dormir o dia inteiro. Mas tenho uma reunião cedo… e você prometeu café.

Ela abriu um olho, fingindo indignação.

— Ah, então é chantagem agora?

— Estratégia. — respondeu, divertido. — De guerra.

Eloise sorriu, ainda deitada.

— Então, general Monteiro… me convença a levantar.

Ele se inclinou, a voz baixa, o tom provocante:

— Acho que um beijo de bom dia é um bom começo.

O riso dela preencheu o quarto.

E, por um instante, não havia invasões, segredos ou medo —

só os dois, envolvidos naquela paz que o sol insistia em iluminar.

Mas a paz — ele sabia — nunca durava por muito tempo.

O sol já atravessava as frestas da cortina quando Eloise finalmente conseguiu se levantar.

O corpo ainda estava pesado, mas o olhar firme — o tipo de força que só ela sabia esconder entre o cansaço e o controle.

Augusto, já pronto, a observava da mesa.

O café fumegava em duas xícaras.

— Achei que ia dormir o dia inteiro. — disse ele, com um meio sorriso.

Eloise ajeitou o cabelo, sentando-se à frente dele.

— Depois de ontem… acho que merecia — respondeu, servindo-se de café.

Ele riu de leve, mas o olhar ainda trazia resquícios de preocupação.

— E então, amor… o que aconteceu ontem à noite? O que a Laís descobriu?

Augusto apoiou os cotovelos sobre a mesa, o tom sério voltando ao rosto.

— Alguém invadiu o sistema. — disse, direto. — Laís rastreou parte do acesso, mas pediu um dia pra cruzar os dados e identificar o invasor.

Eloise assentiu, o olhar pensativo. — Ela vai conseguir.

— Eu sei. — respondeu ele, terminando o café. — E quando conseguir… eu vou querer nomes.

O silêncio breve que seguiu foi cortado apenas pelo som dos talheres e o tilintar das xícaras.

Eloise, tentando aliviar o peso no ar, sorriu.

— Pelo menos o café tá ótimo.

— O café sim… mas o dia promete ser longo. — disse ele, levantando-se. — Vamos?

Ela assentiu, pegando a bolsa.

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A MonteiroCorp parecia mais viva naquela manhã — o saguão cheio, o som dos saltos ecoando no mármore, a rotina voltando ao ritmo intenso de sempre.

Logo na entrada, Sofia estava sentada em um dos sofás do hall, folheando uma pasta e tentando disfarçar o nervosismo do primeiro dia.

— Oi, Sofia! — disse Eloise, sorrindo enquanto se aproximava para abraçá-la. — Pronta pra estreia?

— Oi, Elô! — respondeu ela, retribuindo o abraço com um sorriso animado. — Bom dia, senhor Monteiro.

Augusto assentiu educadamente. — Bom dia, Sofia. Seja bem-vinda à equipe.

Assim que chegaram, o telefone começou a tocar.

Eloise olhou para Sofia, sorrindo de canto.

— Vai lá, esse é seu primeiro teste.

Sofia respirou fundo, ajeitou o crachá e atendeu:

— Bom dia, recepção da presidência MonteiroCorp. Sofia falando.

A voz dela saiu firme, profissional, e Eloise cruzou os braços, observando com orgulho.

Alguns segundos depois, Sofia desligou o telefone e virou-se.

— E então? — perguntou Eloise, ansiosa.

Sofia riu. — Era só a Maria, da recepção de entrada. Disse que você esqueceu o celular no balcão lá embaixo.

Eloise suspirou, levando a mão à testa. — Puts… tô tão avoada ultimamente. — riu. — Mas olha, você foi ótima!

Sofia sorriu, um brilho genuíno no olhar.

— Eu estarei ali na minha mesa e a Nathalia na dela. Qualquer coisa, é só gritar. — disse Eloise, divertida.

Caminhou até o elevador, apertando o botão.

Antes de as portas se abrirem, virou-se para Sofia e sorriu:

— Sinta-se em casa, tá? Vou lá resgatar meu celular.

As portas se fecharam lentamente, e Sofia ficou sozinha por um instante, olhando em volta — o novo espaço, o telefone silencioso, o som distante dos passos pelos corredores.

Um misto de empolgação e responsabilidade tomava conta dela.

Era só o primeiro dia… e, mesmo assim, já parecia o início de algo grande.

De repente, a voz de Nathalia ecoou pelo corredor.

— Eloise!

Mas as portas do elevador já haviam se fechado, levando-a para o térreo.

Sofia virou-se, vendo Nathalia se aproximar com passos apressados.

— Ela só foi buscar o celular que esqueceu na recepção. — explicou Sofia, sorrindo.

Nathalia arqueou uma sobrancelha, um sorriso misterioso surgindo no canto dos lábios.

— Andar esquecida, né? — murmurou, parando bem em frente à nova recepcionista. — Pois olha o que eu tenho aqui.

Ela ergueu a mão devagar, mostrando a pequena caixa que segurava.

Sofia levou a mão à boca, surpresa. — Não acredito!

Nathalia apenas sorriu, o olhar travesso e certeiro.

Pois acredite. — disse, num sussurro quase cúmplice. — Porque hoje… a gente tira a dúvida.

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