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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 236

Dois Segredos, Uma Bomba

O vento cortava o estacionamento da Penitenciária como uma lâmina fria.

Augusto permaneceu encostado no carro, a carta ainda aberta em sua mão.

Thomas estava ao lado, segurando o próprio paletó como se algo dentro dele tivesse desmoronado.

O silêncio entre os dois pesava como chumbo.

Thomas passou a mão no rosto, respirando fundo.

— Como… como a gente não viu isso? — a voz dele saiu baixa, trincada. — Ele sempre esteve lá. No meio de tudo. Ajudando nas investigações, nas buscas… se aproximando da gente. E eu… eu falhei, Augusto. O inimigo estava ao lado e eu não percebi.

Augusto fechou a carta devagar.

O olhar dele estava distante — mas havia fogo ali.

— Não se culpe, Thomas. — disse, firme. — Ele soube se esconder. Sabia exatamente onde tocar… como se aproximar… e quando atacar.

Thomas socou o capô do carro — não em raiva, mas em dor.

— Ele nos usou.

— Sim. — Augusto respondeu, a mandíbula rígida. — E agora ele sabe que estamos perto demais. Isso o torna perigoso… e desesperado.

Uma pausa.

E o tom dele mudou.

— Mas o que mais me preocupa agora… é a Eloise.

Thomas imediatamente entendeu.

— Você acha que ela está em risco?

Augusto desviou o olhar para o horizonte.

— Eu tenho certeza.

Thomas respirou fundo, endireitando o paletó como quem veste uma armadura.

— Precisamos agir. Eu vou atrás do mandado. Agora. — disse, já pegando o celular. — Temos motivação, contexto, testemunho indireto e evidência física suficiente para abrir o processo.

Augusto, porém, balançou a cabeça devagar.

— Mandado vai demorar horas. — a voz dele estava mais baixa, mais perigosa. — Eu não vou deixar ele chegar perto da Eloise.

Thomas pousou a mão no braço dele — firme, sem pedir permissão, mas pedindo foco.

— Augusto. — chamou, sério. — Escuta.

Os olhos dos dois se encontraram.

Era o amigo falando com o amigo.

Não o investigador falando com o CEO.

— Você vai para a empresa. Agora. — disse Thomas, pausado. — E vai agir como se nada tivesse acontecido. Nada. Nenhuma reação, nenhuma mudança de rotina, nenhuma mensagem fora do normal.

Augusto franziu o cenho.

— Thomas, eu não vou fingir enquanto ele está perto da Eloise. Eu não—

— Justamente. — Thomas o interrompeu. — Se você for pra cima dele agora, sem preparo, sem apoio, sem equipes, você não só coloca ele em alerta… como coloca ela no alvo.

Silêncio.

A verdade era dura.

Mas exata.

Thomas continuou:

— Faça algo discreto. Apenas isso: peça aos seguranças do prédio que ninguém com o crachá dele saia. Não explique o porquê. Só diga que é ordem direta sua.

Augusto passou a mão pelos cabelos, o maxilar travado.

— E eu espero você?

— Você espera. — Thomas confirmou. — Eu e minha equipe vamos direto para lá assim que o juiz assinar a autorização. Não sabemos se ele tem cúmplices… se tem rotas de fuga… se tem armas. E principalmente…

Os olhos de Thomas ficaram escuros.

— Não sabemos o que ele faria se perceber que você descobriu.

O vento soprou mais forte, bagunçando o paletó de Augusto, mas ele permaneceu imóvel.

Um leão, respirando antes de atacar.

Ele finalmente assentiu — um movimento lento, pesado, cheio de controle forçado.

— Uma hora. — disse, a voz firme, gelada. — É o tempo que vocês têm.

Thomas soltou um meio sorriso cansado.

— Eu vou correr.

Augusto abriu a porta do carro.

Mas antes de entrar, falou sem olhar para trás:

— Se ele tocar na Eloise… nem a lei vai segurar o que eu vou fazer.

Thomas não tentou impedir.

Ele sabia.

E no fundo, sentia o mesmo.

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No 12º andar da MonteiroCorp — Banheiro Feminino

As duas ficaram olhando o teste virado para baixo.

O silêncio era um tambor dentro dos ouvidos.

Então, juntas, viraram.

Dois tracinhos.

Um forte.

Outro mais suave.

Mas inegável.

Capítulo 236 1

Capítulo 236 2

Capítulo 236 3

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