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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 237

O Nome que Não Devia Estar Lá

O prédio ainda estava silencioso quando Thiago chegou.

A luz azulada dos monitores iluminava sua expressão concentrada enquanto ele percorria os relatórios da noite anterior.

Linhas, registros, horários — tudo parecia normal…

até 21h24.

Uma entrada.

Sem nome.

Sem registro.

Sem crachá associado.

Um fantasma.

Thiago apertou os olhos, ampliando a tela do sistema.

— Isso não acontece sozinho… — murmurou.

Ele abriu outra tela, puxando a planilha interna da equipe de segurança.

Conferiu cada turno, cada substituição, cada ausência.

Algo ali não fechava.

Pegou o telefone e procurou o número do chefe da segurança.

Chamou apenas duas vezes.

— Alô? Maicon falando.

— Bom dia. Thiago Albuquerque. — sua voz saiu precisa, direta. — Preciso que você reúna para mim os seguintes funcionários da segurança:

Luciano Ferreira, David Braga, Andressa Sena, Brendo Assis, Fernando Cerqueira e Edson de Jesus.

Houve uma pausa breve.

— Todos eles, senhor? — Maicon soou surpreso.

— Todos. Sala de reunião do 6º andar. Dez minutos.

— Certo. Estou organizando agora.

Thiago encerrou a chamada.

Respirou fundo.

— Vamos ver quem fala… ou quem treme.

---

Quase um hora depois, o celular vibrou.

> Maicon: Senhor Thiago, todos já estão aqui.

Thiago se levantou, ajustou o blazer.

— Estou descendo. Cinco minutos.

Pegou o notebook e seguiu pelo corredor.

Mas, antes de alcançar o elevador, se deparou com uma cena… curiosa.

Nathalia e Sofia estavam elétricas, quase pulando no lugar.

Eloise estava com algo escondido atrás das costas, o sorriso tentando não escapar.

Thiago parou.

Ele Ergueu uma sobrancelha.

— Bom dia, meninas. — disse, olhando desconfiado.

Três vozes responderam ao mesmo tempo:

— Bom dia, Thi.

— O que vocês estão aprontando? - Thiago perguntou com uma sobrancelha levantada.

Sofia mordeu o lábio, Nathalia cruzou os braços como quem guarda segredo de Estado.

— Segredo, chefinho. — Nathalia respondeu, dramatizando. — Classificado. Top Secret. Coisa séria.

Eloise tentou manter a compostura, mas o brilho nos olhos a entregava.

— Nada demais… — disse, e Thiago sustentou o olhar nela por meio segundo a mais.

Ele apontou para as três com suspeita teatral.

— Eu tenho uma reunião agora. Mas quando eu voltar, eu quero saber tudo. Entendido?

Nathalia deu dois passos para frente, dedo levantado:

— Vai saber sim. No momento certo.

Você é muito linguarudo, ia contar para o prédio inteiro.

Thiago arregalou os olhos, fingindo indignação.

— Eu? Eu jamais! — colocou a mão no peito. — Eu sou a alma da discrição.

As três riram.

As portas do elevador se abriram.

Thiago entrou.

Mas antes de fecharem, ele fez o gesto:

olhos nos olhos

e apontou para elas.

— Eu estou de olho em vocês, menininhas.

As portas fecharam.

As três olharam umas para as outras.

Eloise mordeu o lábio, o coração ainda acelerado.

Sofia sorriu primeiro.

Nathalia segurou a mão dela.

— Vamos respirar? — disse Nathalia, baixinho.

Eloise assentiu.

Hoje, o mundo dela tinha mudado — e ninguém mais sabia ainda.

As portas do elevador mal haviam se fechado e Nathalia explodiu em comemoração.

— VAMOS SER TIA, UH-UH! — cantou ela, balançando os braços no ar.

Sofia entrou no ritmo na mesma hora:

— VAMOS SER TIA, UH-UH! — e começou uma dancinha completamente sem sentido.

Eloise apoiou a mão sobre o ventre, rindo até as lágrimas.

— Vocês duas são malucas… — disse, mas o riso estava cheio de promessa. — Malucas do meu coração.

Foi quando os três celulares vibraram ao mesmo tempo.

As três se entreolharam.

Um silêncio súbito.

Daqueles que pressentem coisa errada.

Pegaram os celulares juntas.

Notificação — Grupo das meninas.

Emma:

> Gente…

OLHA. ISSO. AGORA.

Um print.

Uma foto.

Eloise, de biquíni, sentada na espreguiçadeira do clube, o sol contornando o corpo.

Uma foto claramente tirada de longe, sem ela perceber.

Legenda:

> “Algumas coisas deveriam ser cuidadas com mais atenção ;)”

No canto inferior:

@lucascastro_

O estômago de Eloise afundou.

Nathalia foi a primeira a reagir.

— Eu cara é maluco — disse, gelando. — Ele tem alguma coisa errada. Eu não gosto dele.

Sofia passou a mão nos cabelos, tensa.

— Ele é legal… Mas isso aqui… — ela sacudiu o celular — isso aqui passou MUITO do limite.

Ele sabe que você é noiva.

Nathalia cruzou os braços, o sangue fervendo.

— Tomara que o Augusto demita esse lunático. De preferência hoje.

Mas Eloise não respondeu de imediato.

Ela ficou olhando para a foto.

Longo demais.

— No quarto andar?

Luciano assentiu.

— Ele disse que tinha perdido a hora e o alarme fez ele voltar ao prédio pra se localizar.

A sobrancelha de Thiago arqueou.

— Um funcionário… trabalhando após o expediente… no mesmo horário da invasão. — repetiu, lento. — Estranho.

Antes que pudesse perguntar, Fernando, outro segurança, se pronunciou:

— Senhor, tem mais uma coisa.

Thiago virou-se para ele.

— Fala.

— Quando o senhor chamou a gente aqui, ficamos assustados. — Fernando confessou. — Então revisamos tudo entre nós antes.

Eu e o Brendo entramos às 21:28. Pode confirmar no ponto.

Brendo confirmou com um aceno.

— Sempre que entramos no turno, fazemos uma vistoria nos andares. Ontem ficamos responsáveis por fazer inspeção no primeiro até o quinto andar — Fernando continuou. — E quando chegamos no quarto andar… não tinha ninguém. Nenhum funcionário. Nenhum movimento. Nada.

Silêncio.

Pesado.

A informação se encaixou.

Alguém estava no quarto andar depois do alarme.

Alguém que não deveria estar lá.

Thiago sentiu o estômago afundar.

— Quem era o funcionário que vocês viram? — perguntou, agora baixo.

Edson ergueu o queixo.

— Eu sei quem era, senhor.

Thiago prendeu a respiração.

— Nome.

Edson não hesitou.

Mas a resposta veio com um impacto que atravessou Thiago quando ele escutou.

O mundo ficou silencioso.

Thiago piscou, uma vez.

O ar ficou mais leve — como antes de um trovão.

— O alto. Cabelo claro. Olhos claros… — disse Edson, sem piscar.

O silêncio ficou denso, como se o ar tivesse engrossado.

Thiago respirou fundo.

E explodiu.

Empurrou a cadeira para trás, correu até o elevador, batendo repetidamente o dedo no botão.

— Porra… não pode ser.

O elevador demorou meio segundo.

Mas parecia uma eternidade.

As portas abriram.

Thiago entrou, apertando o botão do 5º andar com força.

— LAÍS. — murmurou, a adrenalina queimando. — Se tiver um nome talvez facilite.

O elevador subia.

Rápido.

Mas não rápido o bastante.

Ele passou a mão pelos cabelos, o coração martelando.

— Augusto precisa saber disso.

O elevador apitou.

As portas se abriram.

Thiago saiu correndo em direção à Sala Sigma.

Porque agora ele sabia:

O inimigo não estava lá fora.

Ele estava dentro da MonteiroCorp.

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