O Nome na Tela
A porta da Sala Sigma se abriu com força.
Thiago entrou apressado, o coração batendo onde não deveria: no pescoço.
Laís estava diante dos monitores, os olhos focados em sete telas ao mesmo tempo, digitação frenética, como se estivesse tocando um piano nervoso.
— Laís. — ele disse, sem fôlego. — Eu tenho um nome.
Ela parou apenas um segundo — o suficiente para demonstrar que compreendeu a gravidade.
— Se eu tiver o nome — ela respondeu — eu cruzo com o IP.
Se coincidir, acabamos o jogo.
Thiago passou a mão no rosto, tentando controlar o tremor na respiração.
— Quarto andar. No horário da invasão. Disfarçado. Ele foi visto.
Laís já estava digitando antes mesmo de ele terminar.
O som das teclas ecoava na sala:
tac-tac-tac — pausar — tac-tac-tac-tac-tac
A tensão era algo vivo — presente — respirando junto com eles.
No painel principal, linhas de código corriam como se fossem uma queda d’água digital.
A luz azul refletia nos olhos dela.
— Estou quase… — disse Laís, baixo, sem tirar os olhos da tela.
Thiago apertava o celular na mão.
Não piscava.
Não respirava direito.
Então — a tela congelou.
E um único resultado se expandiu no telão central.
Um nome.
Não escrito de forma comum —
mas em vermelho.
> IP LOCALIZADO: LOUVRE
O ar da sala pareceu sumir.
Thiago ficou imóvel.
Laís recuou lentamente na cadeira.
— Foi ele… — ela murmurou.
Nessa hora, o celular de Thiago vibrou na mão.
Ele atendeu imediatamente.
___
Augusto dirigia rápido demais para a cidade ao redor fazer sentido.
O volante firme nas mãos.
A respiração pesada.
A mente em uma única direção:
Eloise.
Ele sentia o sangue pulsar nas têmporas.
Eu devia ter ouvido meu instinto.
Eu devia ter investigado antes.
Eu fui burro.
O trânsito se acumulou logo à frente — horário de pico — e os carros pararam como se o mundo estivesse contra ele.
— Merda. — sussurrou, apertando o volante até os nós dos dedos ficarem brancos.
— Ligar para Thiago.
Ele falou ativado o controle de voz do carro.
A chamada tocou uma vez só.
— Augusto, descobrimos. — Thiago disse sem fôlego, sem introdução. — Já temos o nome.
Augusto fechou os olhos por um breve segundo — como quem já sabia a resposta.
— Lucas Castro. — disse, firme. — Codinome Louvre.
Silêncio.
Do outro lado, Thiago arfou, como se tivesse levado um soco.
— Como você sabe? — a voz dele saiu baixa.
— Daniel deixou uma carta, Thomas e eu acabamos de sair do presídio.— Augusto respondeu, a voz dura como aço. — Não tenho tempo para explicar detalhes. Estou a caminho da empresa. Thomas já está cuidando do mandado.
Ele respirou fundo, forçando o ar entrar nos pulmões.
— Precisamos segurá-lo. E precisamos manter Eloise segura.
Lucas é obcecado por ela. Se ele desconfiar que descobrimos algo, ele pode agir antes de fugir.
Thiago já estava de pé, interrompeu:
— Ela estava com Sofia e Nathalia.
Eu vou atrás dela agora.
— Não deixa ela sair da recepção. — Augusto praticamente ordenou. — Leva Eloise para minha sala. Tranca se precisar.
Eu chego aí em dez minutos. Quinze no máximo.
— Entendido. — Thiago respondeu. — Eu não vou deixar nada acontecer com ela. Eu juro.
A ligação encerrou.
Augusto apoiou o braço na buzina, o som cortando o ar.
A raiva.
O medo.
O amor.
Tudo queimava junto.
— Já estou chegando, amor. — murmurou, a voz quebrada pelo que ele nunca admitiria sentir.
Pegou a contramão por um acesso lateral.
O carro avançou.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...