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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 238

O Nome na Tela

A porta da Sala Sigma se abriu com força.

Thiago entrou apressado, o coração batendo onde não deveria: no pescoço.

Laís estava diante dos monitores, os olhos focados em sete telas ao mesmo tempo, digitação frenética, como se estivesse tocando um piano nervoso.

— Laís. — ele disse, sem fôlego. — Eu tenho um nome.

Ela parou apenas um segundo — o suficiente para demonstrar que compreendeu a gravidade.

— Se eu tiver o nome — ela respondeu — eu cruzo com o IP.

Se coincidir, acabamos o jogo.

Thiago passou a mão no rosto, tentando controlar o tremor na respiração.

— Quarto andar. No horário da invasão. Disfarçado. Ele foi visto.

Laís já estava digitando antes mesmo de ele terminar.

O som das teclas ecoava na sala:

tac-tac-tac — pausar — tac-tac-tac-tac-tac

A tensão era algo vivo — presente — respirando junto com eles.

No painel principal, linhas de código corriam como se fossem uma queda d’água digital.

A luz azul refletia nos olhos dela.

— Estou quase… — disse Laís, baixo, sem tirar os olhos da tela.

Thiago apertava o celular na mão.

Não piscava.

Não respirava direito.

Então — a tela congelou.

E um único resultado se expandiu no telão central.

Um nome.

Não escrito de forma comum —

mas em vermelho.

> IP LOCALIZADO: LOUVRE

O ar da sala pareceu sumir.

Thiago ficou imóvel.

Laís recuou lentamente na cadeira.

— Foi ele… — ela murmurou.

Nessa hora, o celular de Thiago vibrou na mão.

Ele atendeu imediatamente.

___

Augusto dirigia rápido demais para a cidade ao redor fazer sentido.

O volante firme nas mãos.

A respiração pesada.

A mente em uma única direção:

Eloise.

Ele sentia o sangue pulsar nas têmporas.

Eu devia ter ouvido meu instinto.

Eu devia ter investigado antes.

Eu fui burro.

O trânsito se acumulou logo à frente — horário de pico — e os carros pararam como se o mundo estivesse contra ele.

— Merda. — sussurrou, apertando o volante até os nós dos dedos ficarem brancos.

— Ligar para Thiago.

Ele falou ativado o controle de voz do carro.

A chamada tocou uma vez só.

— Augusto, descobrimos. — Thiago disse sem fôlego, sem introdução. — Já temos o nome.

Augusto fechou os olhos por um breve segundo — como quem já sabia a resposta.

— Lucas Castro. — disse, firme. — Codinome Louvre.

Silêncio.

Do outro lado, Thiago arfou, como se tivesse levado um soco.

— Como você sabe? — a voz dele saiu baixa.

— Daniel deixou uma carta, Thomas e eu acabamos de sair do presídio.— Augusto respondeu, a voz dura como aço. — Não tenho tempo para explicar detalhes. Estou a caminho da empresa. Thomas já está cuidando do mandado.

Ele respirou fundo, forçando o ar entrar nos pulmões.

— Precisamos segurá-lo. E precisamos manter Eloise segura.

Lucas é obcecado por ela. Se ele desconfiar que descobrimos algo, ele pode agir antes de fugir.

Thiago já estava de pé, interrompeu:

— Ela estava com Sofia e Nathalia.

Eu vou atrás dela agora.

— Não deixa ela sair da recepção. — Augusto praticamente ordenou. — Leva Eloise para minha sala. Tranca se precisar.

Eu chego aí em dez minutos. Quinze no máximo.

— Entendido. — Thiago respondeu. — Eu não vou deixar nada acontecer com ela. Eu juro.

A ligação encerrou.

Augusto apoiou o braço na buzina, o som cortando o ar.

A raiva.

O medo.

O amor.

Tudo queimava junto.

— Já estou chegando, amor. — murmurou, a voz quebrada pelo que ele nunca admitiria sentir.

Pegou a contramão por um acesso lateral.

O carro avançou.

Capítulo 238 1

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