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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 239

O Desvio

O quarto andar da MonteiroCorp estava mais silencioso do que o normal.

Eloise caminhou pelo corredor, o salto marcando um ritmo firme.

Ela estava decidida. Clara. Certeira.

Aquilo precisava ser encerrado — agora, antes que se transformasse no tipo de ruído que ela e Augusto jamais permitiriam entre eles.

A mesa de Lucas ficava na fileira do fundo, numa daquelas baias de vidro baixo, onde todo mundo via todo mundo.

Eloise percebeu os olhares assim que se aproximou.

— Lucas. — chamou, com voz calma. — Podemos conversar?

Ele levantou os olhos do computador, e o sorriso que veio parecia ensaiado demais.

Algumas cabeças ao redor se voltaram discretamente.

Eloise notou.

Não aqui.

— Vamos até o refeitório. — disse ela, já indicando o elevador.

Lucas se levantou. Parecia normal.

Quase normal demais.

Ele estava prestes a pegar o celular quando uma notificação surgiu na tela:

> ALERTA: Tentativa de acesso remoto detectada.

Ele travou por um microsegundo — apenas um.

Mas Eloise viu.

— Algum problema? — perguntou, de leve.

— Nada demais. — ele respondeu, rápido demais. — Só… um backup automático.

Ele desligou o monitor.

E os dois entraram no elevador.

Eloise apertou o 2, onde ficava o refeitório.

Mas Lucas esticou a mão e apertou B1 — Estacionamento.

Ela franziu o cenho, girando o rosto para Lucas.

— Lucas… o refeitório é no segundo andar. Por que apertou o botão do estacionamento?

Ele manteve o sorriso — mas agora era um sorriso que não chegava aos olhos.

— Eu sei. Mas minha irmã acabou de me mandar mensagem.

— Ela está com meu sobrinho. — acrescentou Lucas, num tom gentil, quase frágil. — Ela não conhece nada aqui ainda… e eu não quero que ela fique sozinha. Vai ser rápido, eu prometo.

Eloise hesitou.

Café público.

Parque movimentado.

Uma mãe com um bebê.

Não havia motivo real para desconfiar.

E o assunto que ela tinha a tratar com ele era claro, adulto, direto.

Coisa de cinco minutos.

Ela assentiu, mas colocou limites — como sempre fez.

— Certo. Mas vamos deixar claro agora: essa conversa é para encerrar confusões. — disse ela, firme. — Eu amo o Augusto. Nunca houve nada além de amizade da minha parte, e eu quero deixar isso claro para evitar qualquer transtorno.

Lucas sorriu pequeno — mas algo na expressão era impossível de ler.

— Eu sei, Eloise. — respondeu, com uma suavidade que arrepiou sua nuca. — É só um café.

Só um café.

As portas do elevador se abriram no subsolo.

O cheiro de concreto úmido, o som distante de motores, luz fria fluorescente.

Lucas caminhou à frente, clicando na chave do carro.

— Depois do café eu vou ter que passar em casa pra deixar minha irmã com o bebê. — ele explicou, ajustando o tom para parecer transparente. —Mas relaxa, eu te deixo na porta da empresa antes disso. Te juro que não vou te atrasar.

Eloise o acompanhou.

Passos tranquilos.

Respiração controlada.

Decisão consciente.

Nada parecia fora do lugar.

Não ainda.

Nesse momento elevador subia.

Thiago estava dentro dele — o coração acelerado, o dedo apertado no botão do último andar.

Mas o destino brincava.

O perigo já se movia.

Mas nenhum dos dois imaginava que estavam a poucos andares de distância um do outro.

E que um segundo poderia mudar tudo.

___

— Alô, polícia.

— Delegacia de Polícia, aqui é a agente Sônia. Em que posso ajudar?

A voz que respondeu veio rápido, trêmula, ofegante:

Capítulo 239 1

Capítulo 239 2

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