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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 241

A Verdade na Mesa

A casa de Antônio Mello sempre parecia silenciosa demais de manhã.

O sol entrava pelas janelas altas, iluminando a mesa arrumada com cuidado — café quente, pão cortado em fatias perfeitas, um vaso de rosas brancas no centro.

Márcia estava sentada diante dele, os olhos baixos.

As mãos dela tremiam um pouco enquanto seguravam a xícara.

Ela não falava.

Não perguntava.

Não respirava mais alto do que devia.

Antônio mexia o café devagar, o metal da colher tocando a porcelana em um ritmo constante.

Tin.

Tin.

Tin.

A calmaria antes de alguma coisa quebrar.

O celular dele vibrou.

Ele não se apressou para atender.

Olhou o nome na tela primeiro.

Lucas.

Um pequeno sorriso — quase imperceptível — tocou o canto da boca dele.

Ele atendeu.

— Fala.

A voz de Lucas veio tensa, trêmula, pulsando adrenalina.

— Os planos mudaram. — disse. — Eu estou com ela.

— Boa garoto — Antônio falou com um sorriso no rosto.

Lucas continuou falando — rápido, nervoso, exaltado — mas Antônio não ouviu uma palavra.

Ele já tinha o que precisava.

Ele encerrou a ligação devagar.

Como quem sabe que acabou de abrir uma porta que nunca mais vai fechar.

Silêncio.

Um silêncio tão pesado que parecia ocupar a sala inteira.

Márcia levantou os olhos — só para ver o rosto de Antônio completamente sereno.

Márcia engoliu seco.

— Antônio… o que houve?

Ele pousou a xícara sobre o pires.

Sem barulho.

Sem pressa.

Então, olhou para ela — e não havia nada humano naquele olhar.

— Hoje começa a ruína dos Monteiro. — disse.

Cada sílaba limpa.

Deliberada.

Irretornável.

Márcia sentiu o estômago cair.

O ar sumir.

O coração disparar.

— Antônio… por favor… não faz isso…

Ele nem virou o rosto na direção dela.

Apenas fez um gesto com dois dedos para o segurança parado na porta.

— Levem-na para o quarto. — ordenou. — E tranquem.

O segurança obedeceu.

Márcia tentou recuar — mas as mãos dela foram seguradas antes que ela pudesse levantar.

— Antônio! — ela chorou, a voz quebrando. — Por favor!

Ele continuou sentado.

Continuou calmo.

Continuou tomando café.

Como se nada estivesse acontecendo.

Como se a vida fosse um tabuleiro.

E as pessoas, apenas peças que ele movia quando quisesse.

A porta bateu.

O clique da tranca soou longe.

Antônio respirou fundo, apreciando o aroma do café.

Depois, levantou os olhos — e havia fúria contida ali.

Não explosiva.

Não barulhenta.

Letal.

— Acabou a espera. — murmurou. — Agora, eles vão pagar.

___

O telefone parecia pesado na mão de Augusto.

Cada vibração era um martelo batendo no metal frio do peito dele.

— Thomas. — a voz saiu curta, sem espaço pra cerimônia. — A Eloise saiu com ele.

Do outro lado da linha, Thomas tentou a calma que não sentia:

— Calma. — respondeu. — Ainda não sabemos se ele sabe de algo.

Augusto não conseguiu fingir calma.

O mundo dentro da sala da presidência encolheu até restar apenas aquele som: o tique-taque de um relógio qualquer que não combinava com o ritmo do coração dele.

Capítulo 241 1

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