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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 243

Os Planos Mudaram

Lucas entrou na cozinha da fazenda, o chão rangendo sob os passos pesados.

A luz do sol entrava pelas janelas antigas, cortando o ambiente em faixas douradas e silêncio.

Pegou o celular sobre o balcão.

Discou.

A chamada foi atendida no segundo toque.

— Lorenzo. — a voz dele saiu firme, impaciente. — Vou te mandar um endereço. Vem agora. Os planos mudaram — por culpa da burrice de vocês.

Antes que o outro pudesse responder, ele desligou.

O som seco da chamada encerrada ecoou no cômodo.

Lucas passou a mão pelos cabelos, puxando com força as mechas da própria cabeça.

Os olhos ardiam de insônia e raiva.

— Vamos pensar com calma… — murmurou, encarando o nada. — José morre. Augusto culpado e preso. E eu... eu na Europa com a minha Eloise.

Sorriu.

Um sorriso torto, doentio.

O tipo de sorriso que nasce quando a sanidade já se despediu.

Na mente dele, o plano era perfeito.

Eloise seria o prêmio.

O resto — apenas poeira.

___

Do outro lado da cidade, no apartamento de Lorenzo, o celular vibrou sobre a mesa.

Ele atendeu sem pensar.

Ouviu.

Silêncio.

Depois a voz fria de Lucas, cuspindo ordens.

Quando a ligação terminou, Lorenzo ficou parado, encarando o nada.

— Ele quer que eu vá até ele. — disse, tenso. — Disse que os planos mudaram.

Thamires cruzou os braços, entediada e venenosa.

— Ele é um idiota. — cortou. — Acha que manda em todo mundo.

Lorenzo respirou fundo, sem olhar pra ela.

— Preciso ir, Thamires.

— Meu nome está nas transferências.

— Se isso vier à tona, eu pego uns dez anos de cadeia. Você tem noção disso?

Ela riu baixo, sarcástica.

— Dez anos, se tiver sorte.

— Mas eu vou com você. — disse, pegando a bolsa da cadeira. — Quero ver o que esse imbecil está aprontando. E quem sabe… eu ainda me dou bem no final.

— Pelo menos ele é esperto.

Lorenzo a observou calado por um instante.

Depois apenas disse:

— Então vamos.

Thamires trocou de roupa em silêncio.

Uma calça justa, uma jaqueta leve, salto baixo.

Lorenzo pegou as chaves.

Saíram sem olhar para trás.

O som da porta batendo ecoou pelo corredor vazio —

como se anunciasse o início de uma guerra que ninguém venceria.

___

A porta da cafeteria se abriu com o som leve do sino, mas a atmosfera ficou pesada no instante em que Augusto entrou.

Os olhos dele varriam o lugar como faróis.

— Estou procurando uma mulher. — disse, direto, encarando a atendente do balcão. — Cabelos castanhos, pele clara. Blazer preto. Calça de alfaiataria. Você viu?

A atendente engoliu seco.

— N-não, senhor… não lembro…

Thiago deu um passo à frente, voz firme:

— Ela estava acompanhada de um homem alto. Loiro.

— Talvez nervoso.

Silêncio.

Até que uma funcionária saiu da cozinha, enxugando as mãos no avental.

— Eu vi. — disse ela, o peito subindo rápido. — Teve uma briga aqui na porta.

— O homem tentou colocar a moça dentro do carro.

— Ela gritava. Muito.

— Uma senhora tentou ajudar… acabou caindo.

— Ela que chamou a polícia.

O mundo pareceu encolher ao redor de Augusto.

Maicon deu um passo discreto, já processando logística.

— Isso pode ser uma pista, senhor.

A atendente continuou, agitada:

— Meu patrão até disse pra senhora que ela podia avisar a polícia que temos câmeras.

— A senhora foi prestar depoimento.

Do lado de fora, a sirene cortou a rua.

Thomas saiu da viatura antes dela parar por completo.

Entrou na cafeteria, encontrou Augusto com um só olhar.

— O que temos? — ele perguntou, direto.

Augusto repetiu o relato — curto, eficiente, sem respirar entre as palavras.

Thomas assentiu.

— Vamos ver as câmeras. Agora.

Lá fora, José Monteiro estava parado na calçada, as mãos nos bolsos do paletó.

Ele olhava a rua.

Não a cafeteria.

Não as pessoas.

A rua.

Capítulo 243 1

Capítulo 243 2

Capítulo 243 3

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