Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 249

O COMEÇO DA FUGA

O corredor cheirava a madeira velha e terra molhada.

Thamires ria na cozinha — um riso doce demais, alto demais, calculado demais.

O segurança estava encostado no balcão, enorme, braços cruzados, prestando atenção nela como se o mundo tivesse parado só para ouvir sua voz.

Era exatamente isso que ela queria.

Enquanto isso, do lado de fora, na lateral da casa

Lorenzo corria abaixado, o coração batendo tão forte que parecia querer romper o peito.

Ele chegou ao galinheiro — farpas, cheiro de palha, o ar frio da manhã cortando a pele.

Márcia estava lá dentro, os pulsos amarrados pelo mesmo nó que tinha visto tantas vezes.

Ela levantou o rosto quando ouviu passos.

— Filho? — a voz dela veio baixa, em choque. — O que você vai fazer?

Lorenzo arregaçou as mangas, as mãos tremendo, tentando desfazer o nó.

— Nós vamos sair daqui. Agora.

— Se ficarmos… depois que eles matarem o José, vão destruir provas.

— E nós somos as provas.

Márcia ficou imóvel por um instante.

O nó na madeira se soltou, a corda caiu.

Lorenzo puxou a mãe para fora.

— Vai para o carro — ele disse, rápido. — Se esconde no banco de trás. Eu vou chamar a Thamires.

Mas Márcia segurou o braço dele.

Os olhos dela estavam firmes.

— Eu não vou.

— Vocês vão.

— Eu tenho uma dívida com o José.

— Essa é minha hora de pagar. Isso também é minha culpa.

Lorenzo sentiu o sangue gelar.

— Mãe, tem dois seguranças armados. Dois.

— Isso aqui não é brincadeira.

— Eu vivi ao lado de um monstro por trinta anos. — ela respondeu, firme, olhando para a porta da casa. — Não subestime o que eu sei fazer para sobreviver.

Ela se afastou, sem pedir permissão para viver.

E desapareceu entre as pilhas de lenha, como parte da própria sombra.

Lorenzo engoliu seco.

Correu de volta para a casa.

Na cozinha, Thamires estava sentada no balcão, a perna cruzada sobre a coxa do segurança, a mão dele na cintura, o rosto deles perigosamente perto.

Era performance.

Era isca.

Era plano.

Quando Lorenzo entrou, o chão pareceu sacudir.

— Thamires… o que é isso? — ele rosnou.

Thamires fez exatamente o que precisava:

Um sobressalto perfeito.

Uma expressão culpada.

Uma boca entreaberta.

— Desculpa, amor.

— Eu… eu só… a tensão… eu fiquei… — ela gaguejou, frágil de mentira.

O segurança riu — riso largo, confiante, estúpido.

Como se tivesse vencido alguma coisa.

Lorenzo virou de costas.

— Assim não dá, Thamires. — ele disse, saindo.

Thamires olhou para o segurança.

E então pegou a faca que deixara escondida minutos atrás quando fingia corta pão.

Ela caminhou devagar.

A faca invisível ao longo do antebraço.

A respiração firme.

— Lorenzo. — ela chamou, como atriz que sabe o ato exato em que precisa falar.

Foi quando o outro segurança apareceu no topo da escada — o que vigiava Eloise.

— Ei. — ele perguntou, desconfiado. — O que tá acontecendo aí?

Thamires não respondeu.

Só caminhou.

Passou por ele.

Olhos frios.

O segurança da cozinha deu uma risada curta, sem medir o peso do próprio destino.

— O imbecil ficou com ciúme. — ele disse para o outro. —

— Eu tava pegando a namorada gostosa dele.

Os dois riram.

Alto.

Solto.

Sem noção.

Sem preparo.

Sem saber.

Que naquele instante, a casa estava toda em movimento.

Márcia esperando no fundo.

Lorenzo indo em direção ao carro.

Thamires com uma faca escondida.

E Eloise acordando.

Devagar.

Silenciosa.

Com algo muito mais perigoso que força:

vontade de sobreviver.

O ar estava pesado.

Quente.

Denso.

Capítulo 249 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário