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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 250

A ARMA QUE SOBROU

O barulho veio primeiro.

Passos pesados.

Tiros abafados pelo vento seco da fazenda.

E depois — vozes.

— BURRO! — o segurança da porta do quarto gritava descendo a escada.

— VOCÊ FOI ENGANADO, SEU IDIOTA!

— O CHEFE VAI MATAR VOCÊ!

As palavras ecoaram pelo corredor, atravessando a madeira, batendo nas paredes.

Eloise abriu os olhos.

O teto não era conhecido.

As paredes também não.

Ali não era o quarto onde Lucas a havia colocado primeiro.

Outro cômodo.

Outra porta trancada.

Outra prisão.

Ela se sentou com esforço, o corpo pesado, a cabeça como se estivesse envolta em algodão e dor.

A primeira coisa que suas mãos fizeram não foi tocar a cama.

Nem o toque instintivo na cabeça.

Foi a mão sobre o ventre.

Ali.

Quieto.

Protegido.

— Eu preciso sair daqui… — ela sussurrou, com a voz rouca, quase sem som.

Ela olhou ao redor.

Porta trancada.

Mas havia um banheiro.

Pequeno. Branco. Desgastado.

Eloise se levantou devagar, apoiando na parede para não cair.

Cada passo era uma luta contra o próprio corpo.

No banheiro, abriu a primeira gaveta do armário da pia.

Nada.

A segunda.

Nada.

A terceira —

algo.

Uma bolsa de primeiros socorros.

Ela a puxou, os dedos tremendo, rasgando o zíper com pressa.

Dentro havia:

algodão

gaze

álcool 70

bandagem

uma tesoura de metal, média, afiada o suficiente para cortar tecido — e pele.

Eloise não pensou.

Ela decidiu.

Segurou a tesoura.

Apertou tanto que os dedos ficaram brancos.

Depois pegou o álcool.

Olhou no espelho.

Os olhos estavam cansados.

Vermelhos.

Assustados.

Mas ali dentro, por trás de todo o medo —

tinha fogo.

Ela abriu a tampa do álcool e deixou escorrer um pouco pela tesoura, limpando a lâmina.

Depois colocou a tesoura na cintura, presa por dentro do cós da calça, escondida.

O álcool, ela deixou ao alcance da mão — em cima do criado mudo.

Se ele entrasse, ela atacaria.

Sem aviso.

Sem hesitar.

Não para vencer.

Mas para viver.

Um som do lado de fora a fez congelar.

— SE ELES FIZEREM MERDA, O ANTÔNIO NOS MATA.

— outro segurança gritava no térreo.

Eloise respirou fundo.

Lento.

Controlado.

A voz da própria mente veio, firme, como se fosse outra pessoa guiando:

> Não pensa no medo agora.

Pensa no próximo movimento.

Ela se aproximou da porta.

Encostou o ouvido.

Silêncio.

Só o som do próprio coração.

Então, ao fundo, vozes — abafadas, distantes — homens discutindo em algum lugar da casa.

___

Do lado de fora, atrás da casa, alguém também prendia a respiração.

Márcia.

Encolhida atrás da pilha de lenha, as mãos na boca para não gritar.

Os tiros tinham parado.

Capítulo 250 1

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