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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 339

Thomas caminhava pelo corredor quando esbarrou com Bruna.

Ele fechou a pasta e respirou fundo antes de falar.

— Bruna, você está fora do caso Ficha Limpa.

Ela piscou, sem entender de imediato.

— Como assim? — a voz saiu mais alta do que pretendia. — Eu trabalho com você nesse caso desde o começo.

Thomas manteve o tom controlado, profissional.

— Justamente por isso. — respondeu. — Estamos há dois anos rodando no mesmo lugar. Quase. Sempre quase. Sem resultado concreto. É hora de mudar a forma de trabalhar.

Bruna cruzou os braços, o rosto fechado.

— Então está dizendo que o problema sou eu?

Thomas sustentou o olhar, sem se deixar provocar.

— Estou dizendo que eu estou mudando. — respondeu com calma. — E, se quero resultados diferentes, preciso de decisões diferentes.

Virou-se para sair.

Foi quando Bruna deu um passo à frente, a voz carregada de veneno disfarçado de insegurança.

— Foi ela, né? — disparou. — A Sofia mandou me tirar do caso. Só pra me afastar de você.

Tentou segurar a mão dele.

Thomas puxou o braço de volta num gesto seco, imediato.

— Não encosta em mim. — disse baixo, firme.

Sem olhar para trás, saiu do corredor.

Enquanto caminhava, passou a mão pelo rosto e murmurou, irritado consigo mesmo:

— Que mulher louca… Jesus.

E seguiu, certo de uma coisa:

A decisão não tinha sido sobre Sofia.

Tinha sido sobre confiança.

E, pela primeira vez em muito tempo,

ele estava escolhendo o caminho certo —

mesmo que isso custasse mais conflitos do que paz.

___

A sala de análise da delegacia estava silenciosa demais.

O tipo de silêncio que não traz paz — traz alerta.

O caderno de capa preta estava aberto sobre a mesa, cercado por fotos ampliadas, relatórios impressos e anotações rabiscadas às pressas. Sofia estava de pé, apoiada na mesa, passando as páginas com cuidado cirúrgico. Thomas observava em silêncio. Alex, mais afastado, tomava notas.

— Parece íntimo demais. — Alex comentou, quebrando o silêncio. — Quem escreveu isso… queria ser ouvido.

Sofia não respondeu de imediato.

Ela virou mais uma página.

Depois outra.

Parou.

Voltou duas folhas.

— Aqui. — disse, apontando com a caneta. — Essa entrada.

Thomas se aproximou.

> “Hoje senti medo. Pela primeira vez.”

— Medo de quê? — Thomas perguntou.

Sofia ergueu o olhar.

— Exatamente. — respondeu. — Não há contexto. Não há gatilho. É emoção solta demais.

Ela virou a página seguinte.

— E olha isso… — continuou. — Datas não batem com os registros bancários. Em três dias diferentes, ela descreve estar em locais distintos… enquanto há transferências feitas no mesmo horário.

Alex franziu a testa.

— Pode ser erro de memória.

— Pode. — Sofia concordou. — Mas não três vezes seguidas. E não com esse padrão.

Ela fechou o caderno com cuidado.

— Isso aqui não foi escrito para ser lembrado. — disse, firme. — Foi escrito para ser encontrado.

O ar pesou.

Thomas passou a mão pelo maxilar, pensativo.

— Você está dizendo que…

— Estou dizendo que quem escreveu isso sabia exatamente como uma vítima escreve. — Sofia interrompeu. — Mas errou em algo essencial.

Ela se virou para ele, o olhar afiado.

— Errou em como uma culpada pensa.

Alex levantou a cabeça.

— Então você acha que a Nicole…

— Ou está manipulando. — Sofia respondeu. — Ou está sendo usada como personagem de uma narrativa maior.

Ela caminhou até o quadro branco e escreveu duas palavras grandes:

VÍTIMA

NARRATIVA

— Quem controla a história não precisa ser inocente. — disse. — Só precisa parecer.

Thomas ficou em silêncio por alguns segundos.

Depois falou, baixo:

— Eu estive à procura dela por dois anos, ela é a manipuladora.

Sofia completou sem hesitar:

— Então ela está nos guiando para onde quer que a gente vá. E precisa está um passo a frente.

Eles se encararam.

Não havia mais dúvida.

Não havia mais neutralidade.

O jogo tinha começado de verdade.

E Sofia sabia — com uma certeza fria no estômago:

> Quem controla a narrativa…

controla o fim.

O silêncio que se seguiu foi diferente.

Não era dúvida.

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