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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 34

Capítulo 34

Eloise e Nathalia chegaram à copa da empresa, uma sala ampla com mesas discretas, uma bancada de café e vista para o pátio interno. Era o lugar onde os funcionários podiam respirar sem o peso da formalidade.

— Eu juro que estava contando os minutos pra um café — disse Nathalia, animada. — E com bolo de chocolate? Isso aqui é quase um milagre.

— Milagres precisam ser compartilhados — Eloise respondeu com um sorriso cúmplice, estendendo o prato.

Sentaram-se em uma mesa perto da janela. O bolo era denso, macio, coberto por uma camada generosa de ganache. Eloise deu a primeira garfada e suspirou.

— Meu Deus. Isso aqui cura qualquer estresse.

— Ou quase. Você ainda trabalha com o Monteiro. — Nathalia riu, levando o café aos lábios.

Eloise deu um sorriso torto, como quem sabia demais.

— Tem dias que é mais fácil... e outros que ele resolve ser uma tempestade de terno caro.

— Bem-vinda ao clube — brincou Nathalia. — O Thiago é mais tranquilo, mas tem seus momentos de ataque de CEO também. Só que pelo menos ele ri, né?

— Verdade. — Eloise mordeu mais um pedaço de bolo, tentando disfarçar o calor que sentia ao lembrar da cena no elevador. — Mas o Augusto... ele muda o clima de uma sala só com o silêncio.

Nathalia estreitou os olhos, curiosa.

— E então... como foi o tal almoço no clube? — Nathalia perguntou, casualmente. — Fiquei sabendo que você e o Augusto encontraram o famoso Heitor Reis.

Eloise bebeu um gole do café, tentando disfarçar o rubor nas bochechas.

— Foi... interessante. Ele é mais intenso do que eu imaginava.

— O Heitor ou o Augusto? — Nathalia provocou, com um sorriso malicioso.

— Os dois, talvez. Mas em níveis bem diferentes.

— Hum... parece que o passeio rendeu. — Nathalia deu uma mordida no bolo. — Só de olhar pra sua cara já dá pra saber que teve história.

Eloise apenas sorriu, desviando o olhar para a xícara.

— Teve. Mas não sei se estou pronta pra contar. Ou entender.

Nathalia encostou a xícara na mesa, olhando para Eloise com um brilho curioso nos olhos.

— Agora fala a verdade... você tá namorando o Augusto Monteiro?

Ele notou o sorriso no rosto dela e, com uma pontinha de curiosidade, comentou:

— Senhorita Eloise, alguma piada que possa compartilhar?

Ela levantou os olhos rapidamente, contendo o riso.

— Só uma conversa agradável, senhor. Nada demais.

— Hm — ele respondeu, com uma expressão indecifrável. — Fico feliz em saber que o ambiente está... leve.

Eloise apenas assentiu, voltando aos papéis com um sorriso discreto nos lábios. Mas o coração... esse batia forte demais para alguém tentando parecer indiferente.

Ele a observou por mais um instante, como se quisesse decifrar o que passava por trás daquele sorriso, mas se limitou a ajustar o relógio no pulso.

Então, com um arqueio sutil de sobrancelha, soltou:

— Vamos, senhorita engraçadinha. — disse num tom neutro, mas com uma ponta de provocação.

Eles seguiram juntos pelo corredor até a sala de reuniões da presidência, no mesmo andar. O som dos passos ecoava no piso de mármore, acompanhado por um silêncio carregado — o tipo de silêncio que dizia muito mais do que qualquer palavra.

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