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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 35

Capítulo 35

A sala de reuniões da presidência estava silenciosa, iluminada pela luz suave que entrava pelas amplas janelas. A longa mesa de vidro refletia a tela do notebook de Augusto, já conectado à videoconferência.

Eloise posicionou o tablet à sua frente, organizando a pauta enquanto digitava com precisão. Estava tão focada nos relatórios que nem percebeu o olhar dele, que se demorava nela mais do que deveria.

O som suave da porta se fechando ecoou no ambiente amplo. Era estranho — só os dois ali, naquela sala projetada para vinte pessoas.

— Está pronta? — a voz grave de Augusto cortou o silêncio.

— Sempre, senhor Monteiro — respondeu, sem desviar os olhos da tela.

Ele ajustou o microfone. Os investidores começaram a aparecer na tela, um a um, cumprimentando. Entre eles, Marcelo Vieira — um homem de sorriso fácil, olhar vivo e tom brincalhão.

A reunião começou pontualmente. A conversa girava em torno de números, projeções e ajustes no planejamento. Eloise compartilhava documentos, projetava gráficos e registrava as falas com velocidade e clareza.

— Vamos falar sobre a filial do Rio — disse um dos diretores. — Precisamos de uma inspeção para validar a expansão.

— Já está programada — Augusto respondeu, a voz firme. — Irei pessoalmente... acompanhado da minha secretária executiva, a senhorita Nogueira.

Eloise ergueu os olhos rapidamente, surpresa por ele anunciar com tanta naturalidade algo que ainda não haviam discutido em detalhes. O olhar dele encontrou o dela e sustentou por um segundo a mais do que o necessário.

— Algum problema, senhorita Nogueira? — perguntou, sem disfarçar o tom provocador.

— Nenhum — respondeu, voltando ao tablet. — Apenas registrando.

A reunião avançou com projeções, números e previsões. Em determinado momento, Eloise se inclinou para anotar uma informação e Augusto, sem pensar, se aproximou para mostrar um detalhe no gráfico do notebook.

A mão dele roçou na dela. Um toque rápido… que não deveria significar nada. Mas significou.

O calor atravessou a pele como se fosse corrente elétrica. Eloise prendeu a respiração por um instante, ciente da proximidade. Augusto, de lado, sentiu o perfume dela se misturar ao leve aroma de café que vinha da mesa.

Ele não recuou de imediato. Ficou ali, a poucos centímetros, o braço quase tocando o dela, os ombros alinhados, a respiração dele batendo de leve na lateral do rosto dela.

— Veja aqui… — murmurou, a voz mais baixa do que o necessário, enquanto indicava um dado na tela.

Eloise recolheu o tablet e o material da mesa, preparando-se para sair. Mas, antes que alcançasse a porta, ele falou:

— Ah, e sobre o Rio... prepare-se. Vai ser uma viagem longa.

Ela parou, virou-se e respondeu com um sorriso controlado:

— Estou acostumada com viagens longas, senhor Monteiro.

Ele apenas arqueou uma sobrancelha, observando-a com o olhar até a porta se fechar. Enquanto Eloise saía da sala, ainda sentia a pressão invisível daquele toque. Porque sabia que aquela reunião tinha sido muito mais do que números e gráficos.

Augusto, sozinho, passou a mão pelo rosto, como se precisasse se recompor.

Não era a viagem ao Rio que o preocupava.

Era Eloise.

E o que poderia acontecer quando não houvesse paredes de vidro, colegas por perto… nem distância suficiente para conter o que os dois fingiam não sentir.

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