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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 349

Sofia seguia.

Sem reclamar.

Sem desacelerar.

Noites viradas.

Trabalho empilhado.

Pouco sono.

Café frio esquecido na mesa.

Energético aberto pela metade.

Qualquer coisa servia quando a fome aparecia — pão seco, biscoito, restos de algo pedido às pressas.

Ela não queria admitir — mas não era só a própria reputação que estava em jogo, mas também as meninas que ela visitara e ouvira no hospital.

Não era mais só um caso.

Era pessoal.

O maxilar de Sofia ficava tenso quando uma pista não levava a lugar nenhum.

O silêncio se tornava pesado quando trabalhavam em círculos.

Ela apertava os olhos diante da tela, como se pudesse obrigar os dados a confessarem.

Thomas não gostava de como Sofia estava envolvida.

Mas também não sabia como dizer sem parecer que estava pedindo para ela recuar.

E Sofia não recuava.

Então Thomas fez o que sabia fazer.

Ficou.

Presente.

Constante.

Sem invadir.

— Calma — dizia, em voz baixa, quando a frustração ameaçava transbordar. — A gente vai conseguir. Ela já errou uma vez. Agora está mais propícia a errar de novo.

Sofia ouvia.

Mas não escutava assim.

Para ela, aquilo soava como permissão para exigir ainda mais de si.

Mais horas.

Mais leitura.

Mais cruzamentos impossíveis.

Dormia quatro horas por noite. Às vezes menos.

O corpo reclamava.

A mente ignorava.

Até o dia em que o corpo venceu.

Era uma quarta-feira.

O quarto estava em penumbra quando Sofia abriu os olhos.

Ou tentou.

A cabeça latejava.

O corpo ardia.

Ela tentou se sentar. Não conseguiu.

O mundo girou devagar demais para ser ignorado.

Febre alta.

Os músculos não respondiam.

A respiração pesada.

Sofia fechou os olhos por um segundo — só para se reorganizar.

Não adiantou.

Com esforço, estendeu a mão até a mesinha de cabeceira.

O celular parecia pesado demais.

Discou.

— Alô, Alana… — a voz saiu rouca, diferente da habitual. — Cancela meus compromissos de hoje. Acho que peguei um resfriado.

Do outro lado da linha, a secretária não hesitou.

— Entendido, doutora Sofia. — uma breve pausa. — A senhora quer que eu envie um médico até seu apartamento?

Sofia respirou fundo.

— Não precisa. — respondeu. — Vou tomar um remédio e me deitar. Amanhã já estou novinha em folha.

Mentira dita com convicção.

— Tudo bem. — Alana disse, cuidadosa. — Melhoras, doutora Sofia.

A ligação encerrou.

O silêncio voltou a ocupar o quarto.

Sofia deixou o celular cair ao lado do corpo.

Fechou os olhos.

Ela sempre acreditou que fosse dona do próprio destino.

Que controle vinha de disciplina, inteligência e esforço.

Mas o destino não avisa quando decide intervir.

E naquele quarto silencioso, com o corpo em febre e a mente finalmente obrigada a parar, Sofia ainda não sabia…

…quem realmente estava no controle agora.

A ausência de Sofia não passou despercebida.

Thomas percebeu logo cedo.

O celular dela ia direto para a caixa postal. Nenhuma mensagem. Nenhum retorno seco. Nenhuma resposta objetiva como costumava ser quando estava concentrada demais para conversa.

Aquilo não era normal.

Ele tentou mais uma vez.

Nada.

O incômodo se instalou no peito como um alerta silencioso.

Thomas largou a pasta sobre a mesa e pegou o telefone novamente, discando outro número.

— Escritório Siqueira, bom dia. Alana falando.

— Alana, aqui é o Thomas Alves. — a voz saiu mais baixa do que pretendia. — A Sofia está no escritório?

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