Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 350

Thomas percebeu que já passava das oito da noite quando o apartamento estava finalmente em silêncio.

Sofia dormia.

Não um sono profundo, mas tranquilo o suficiente para que a respiração estivesse mais regular, o rosto menos tenso. Ele tinha esperado aquele momento com atenção quase excessiva — observando cada mudança, cada sinal de melhora, como se o corpo dela ainda pudesse traí-la a qualquer instante.

Ajudou-a a deitar com cuidado.

Ajustou o travesseiro.

Deixou a água, os remédios e o celular ao alcance da mão.

— Descansa. — murmurou, mesmo sabendo que ela já não ouvia.

Ficou ali por alguns minutos, apenas observando. Como se quisesse memorizar aquele instante em que ela estava vulnerável… e ainda assim forte.

Depois, levantou-se.

A cozinha estava um caos silencioso: panela, colher, restos de legumes, o cheiro da sopa ainda quente no ar. Thomas lavou tudo com calma, como se cada movimento fosse uma forma de manter o controle do que sentia.

Separou uma porção da sopa em um pote, tampou com cuidado e colocou na geladeira.

Colou um bilhete simples:

“Para amanhã. Come tudo.”

Pegou a jaqueta.

Foi até a porta.

Segurou a maçaneta.

E não conseguiu girar.

Não era dúvida.

Era conflito.

Ele sabia que devia ir embora. Sabia que ficar poderia ser interpretado de mil formas erradas. Sabia que a nova Sofia prezava pela autonomia, pelo espaço, pela clareza.

Mas também sabia que deixá-la sozinha naquela noite… não parecia certo.

Thomas soltou a maçaneta devagar.

Respirou fundo.

Sentou-se no sofá.

O cansaço acumulado caiu sobre ele como um peso tardio. O cheiro do apartamento — café, livros, o perfume discreto de Sofia — misturava-se à exaustão. Ele apoiou os cotovelos nos joelhos, passou a mão pelo rosto, tentando manter-se desperto.

Não conseguiu.

Adormeceu ali mesmo.

A manhã entrou sem pedir licença.

Sofia acordou melhor.

Não inteira — mas melhor.

A febre tinha cedido. A cabeça ainda pesada, mas o corpo já respondia. Levantou-se devagar, desceu as escadas em silêncio, indo em direção à cozinha.

E parou.

Thomas estava no sofá.

Sem camisa.

Dormindo de lado, o braço caído, o cabelo levemente bagunçado, a respiração profunda de quem finalmente desligou.

O coração de Sofia falhou uma batida.

— O que você faz aqui? — perguntou, a voz mais firme do que o peito.

Thomas abriu os olhos com dificuldade. A claridade o incomodou. Piscou algumas vezes, confuso.

— Eu… eu… — tentou dizer, mas as palavras não vieram.

Ela cruzou os braços.

— Por favor, veste a camisa e pode ir embora. Eu já estou melhor.

Thomas sentou-se imediatamente, pegando a camisa jogada na poltrona. Vestiu-se em silêncio.

Quando terminou, perguntou — e nem ele soube dizer se era pergunta ou cobrança disfarçada:

— Você não vai trabalhar hoje, né?

Sofia revirou os olhos.

— Não. Não presencialmente.

— Que bom. — ele disse, levantando-se. — Se precisar de qualquer coisa… é só me ligar.

Caminhou até a porta.

Abriu.

— Thomas. — Sofia chamou.

Ele se virou.

— Obrigada. — ela disse, mais baixa. — Pela sopa. Pelos cuidados.

Thomas sorriu de leve.

— Não precisa agradecer. — respondeu. — Estou às ordens. Sempre.

Deu um passo para fora.

Parou.

— Mas se quiser agradecer com um beijo… — completou, com um meio sorriso. — Eu aceito.

— TCHAU, THOMAS! — Sofia disparou, fechando a expressão.

Ele riu.

Saiu.

Descendo as escadas com um sorriso que não cabia mais no rosto.

Thomas estava cansado.

Mas feliz.

Porque, pela primeira vez em muito tempo, ele não tinha ido embora por medo.

E Sofia… mesmo irritada…

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário