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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 348

A sala de Dante estava silenciosa demais.

Thomas permanecia de pé, próximo à mesa, os ombros tensos, os papéis dobrados na mão como se aquele conjunto de folhas pudesse explodir a qualquer momento.

— Preciso que a Sofia esteja aqui. — disse, direto. — O que tenho para mostrar é sério.

Dante não questionou. Apenas apertou o botão do telefone.

— Maria, chame a doutora Sofia, por favor.

Menos de cinco minutos depois, a porta se abriu.

Sofia entrou com passos firmes. O rosto calmo demais para alguém que claramente sentia o peso do ambiente. Não demonstrava nervosismo — mas havia alerta em cada gesto.

— Bom dia. — cumprimentou. — Mandou me chamar, doutor Dante?

— Sim, Sofia. — Dante indicou a cadeira à frente da mesa. — Sente-se. O Thomas tem algo a nos dizer.

Ela se acomodou, cruzando as mãos sobre o colo.

— O que houve? — perguntou, sem rodeios.

Thomas respirou fundo antes de falar.

— Eu acredito em você. — disse, olhando diretamente para ela. — Sem dúvida nenhuma. Mas eu não sei até onde isso vai… nem até onde meus superiores podem estar envolvidos.

Ele abriu os papéis e os estendeu a Dante.

— Isso apareceu em um relatório de revisão.

Dante ajustou os óculos e passou os olhos pelas linhas destacadas em marca-texto.

“Sofia” “Leilão beneficente” “Cidade Sul” “Item não encontrado”

O cenho dele se fechou.

— Quem te entregou isso? — perguntou, sério.

— Um dos investigadores recebeu ontem para revisar os relatórios antigos. — Thomas respondeu. — Nada oficial ainda. Mas isso acende um alerta grande demais para ignorar.

Dante virou os papéis na direção de Sofia.

Ela leu uma vez.

Depois outra.

Na terceira, ergueu o olhar.

— Eu nunca estive nesse hotel. — afirmou, firme. — Nunca participei desse leilão pessoalmente.

Thomas assentiu.

— Eu sei. — disse. — Mas estão tentando ligar você ao cliente… depois ao seu escritório.

Silêncio.

Dante respirou fundo.

— Precisamos agir com calma. — disse, por fim. — Qualquer passo em falso pode validar uma narrativa que ainda está sendo construída.

Thomas concordou.

— Vou levar isso ao delegado Mourão. Quero observar a reação dele. — fez uma pausa curta. — Para todos os efeitos, Sofia será retirada oficialmente do caso.

Sofia franziu o cenho.

— Oficialmente. — Thomas completou. — Mas quero você trabalhando comigo por fora. Você pensa como ela, Sofia. E isso é uma vantagem que não posso perder.

Ela assentiu devagar.

— Então precisamos limpar o terreno. — disse. — Nilson e Alex devem passar por uma checagem completa antes de seguirmos. Sei que são seus parceiros. Sei que confia neles. Mas o ser humano faz muita coisa por dinheiro.

Thomas não discutiu.

— Concordo. — respondeu. — Todos os relatórios serão revisados e cruzados com as anotações originais. Quero saber exatamente onde isso foi inserido… e por quem.

Corridos demais.

Thomas não deixou nada ao acaso. Alex e Nilson passaram a ser monitorados discretamente. Um detetive externo foi colocado atrás dos dois, sem que soubessem.

O relatório chegou rápido.

Fotos. Horários. Trajetos.

Rotina limpa.

Nenhum contato suspeito. Nenhuma movimentação fora do padrão.

Alex e Nilson estavam fora de qualquer envolvimento.

Thomas respirou aliviado — mas não relaxou.

Determinou, em silêncio, que o delegado Mourão também fosse investigado. Da mesma forma, Bruna entrou na lista. Discreto. Profissional. Sem vazamentos.

Essa parte, no entanto, não chegou até Sofia.

Não ainda.

Oficialmente, ela estava afastada da delegacia.

Mas, na prática, nunca esteve fora do caso.

Sofia seguia trabalhando, cruzando dados, revisando documentos antigos, analisando padrões. O caso tinha deixado de ser apenas uma investigação.

Tinha se tornado pessoal.

Pela reputação dela.

Pelas meninas no hospital.

E pela certeza incômoda de que alguém estava disposto a destruir tudo o que ela construiu — se isso significasse manter o próprio poder intacto.

E Sofia não era do tipo que aceitava cair em silêncio.

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