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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 352

Sofia saiu do restaurante com a mente ainda presa à conversa.

Não era o jantar.

Era a ameaça velada.

O aviso elegante demais para ser ignorado.

Entrou no carro, ajustou o retrovisor e respirou fundo antes de ligar o motor.

A noite estava estranhamente silenciosa.

Silenciosa demais.

Ela arrancou, seguindo pela via principal. O trânsito era leve. Alguns semáforos abertos. A cidade seguia indiferente, como se nada estivesse prestes a acontecer.

Foi quando ouviu o primeiro estouro.

PÁ!

O vidro traseiro trincou.

Sofia sentiu o coração disparar antes mesmo de entender.

— Merda… — murmurou, já acelerando.

No retrovisor, viu duas motos surgirem.

Quatro homens. Capacetes escuros. Movimentos coordenados demais para serem aleatórios.

PÁ! PÁ!

Os tiros vieram de novo.

— Filho da puta… — Sofia puxou o volante, desviando entre dois carros.

Sofia levou a mão ao painel, o coração disparado, mas a mente afiada.

— Ligar para Thomas Alves. — ordenou, usando o comando de voz do carro.

O sistema confirmou a chamada enquanto os disparos ecoavam atrás dela.

Quando a ligação completou, a voz de Sofia saiu firme — controlada demais para alguém sob ataque:

— Thomas. — disse, sem rodeios. — Estou sendo perseguida. Estão atirando no meu carro.

Do outro lado, o silêncio durou menos de um segundo.

— Onde você está? — a voz dele veio dura, mais do que profissional, era alerta máximo.

— Estrada central. Sentido sul. Vou tentar pegar o desvio da avenida velha e seguir para a delegacia.

— Mantém a linha. Não entra em rua sem saída. — ele ordenou. — Estou a caminho. Me mantém na ligação.

As motos aceleraram e emparelharam.

Uma pela esquerda.

Outra pela frente.

O farol iluminou o brilho frio das armas.

PÁ! PÁ! PÁ!

O vidro dianteiro estalou.

Sofia não gritou.

Pensou.

Rápido.

O desvio surgiu à direita. Estreito. Curto. Quase invisível.

Ela virou o volante com força total.

O carro derrapou.

Uma das motos não conseguiu frear a tempo.

O impacto foi seco.

Os dois homens voaram, rolando pelo asfalto.

— Uma moto caiu. — Sofia avisou, a respiração curta. — Tem apenas uma com dois homens.

— Você está indo bem. Continua. — Thomas respondeu, tenso demais. — Não para.

Ela acelerou tudo o que o carro aguentava.

As motos ficaram para trás conforme ela entrou na área iluminada da delegacia. O portão estava aberto. Viaturas ali. Movimento.

Sofia buzinou. Jogou o carro para dentro.

As motos desapareceram na noite.

O silêncio caiu pesado.

Sofia encostou a cabeça no volante por um segundo.

Só um.

Depois saiu do carro.

As pernas tremiam, mas ela estava de pé.

— Sofia! — Thomas veio correndo na direção dela.

Ele segurou os ombros dela com força demais, os olhos passando pelo rosto, pelos braços, pelo corpo inteiro.

— Você está ferida?

— Não. — respondeu. — Só… tremendo.

Ela respirou fundo.

Foi então que viu.

Bruna.

Encostada perto da entrada lateral da delegacia.

Já sem o casaco.

Celular na mão.

Tranquila demais para alguém que acabara de ouvir tiros do lado de fora.

Ela levantou o olhar.

E sorriu.

Um sorriso curto. Controlado.

— Meu Deus, Sofia… — disse, fingindo choque. — Você está bem?

Thomas respondeu antes dela.

— Estamos lidando com isso. — seco. — Depois falamos.

Bruna assentiu.

Mas antes de se afastar, fez algo pequeno.

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