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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 353

O telefone tocou cedo demais.

Sofia ainda estava entre o sono leve e a vigília quando estendeu a mão, tateando a mesa de cabeceira.

— Alô… — a voz saiu rouca.

— Bom dia, doutora Sofia. — a voz de Alana veio controlada, profissional demais para aquele horário.

Sofia sentou-se na cama no mesmo instante.

— O que aconteceu?

Houve um breve silêncio do outro lado da linha.

— Está começando a circular uma matéria. Nada conclusivo, mas… seu nome já começou a ser citado de forma indireta.

O coração de Sofia bateu mais forte.

— Que matéria? Onde?

— No site da Karol Trancoso.

Sofia fechou os olhos por um segundo.

Karol Trancoso não era jornalista investigativa.

Era algo pior.

Uma colunista especializada em plantar dúvidas.

— Me manda o link. — pediu, já estendendo a mão para o tablet.

— Já enviei. — Alana respondeu. — Não há acusações diretas. Ainda. Mas o tom é perigoso.

— Entendi. — Sofia respirou fundo. — Obrigada, Alana. Me avise se surgir algo novo.

A ligação caiu.

Sofia abriu o tablet.

A página carregou rápido demais.

A manchete não dizia muito — e, ao mesmo tempo, dizia tudo:

“Advogada ligada a investigação sofre atentado em circunstâncias controversas”

Ela deslizou a tela.

O texto era sinuoso. Cuidadosamente construído para não afirmar nada… e sugerir tudo.

Até que chegou à coluna destacada.

Sem assinatura direta.

Mas com a marca registrada de Karol Trancoso.

“Chegou ao meu conhecimento que uma advogada — nome conhecido no meio jurídico e associada a um escritório de grande porte — anda envolvida em movimentações delicadas demais para alguém que deveria atuar apenas de um lado da mesa.”

Sofia sentiu o estômago retesar.

Continuou lendo.

“Fontes sugerem que essa profissional jogava dos dois lados do tabuleiro. E, ao que tudo indica, um dos lados não gostou de descobrir.”

Ela apertou o tablet com mais força.

“O atentado recente levanta questionamentos incômodos: foi aviso? Queima de arquivo? Ou apenas um ajuste de contas?”

A linha seguinte veio como uma lâmina fina.

“Ainda estou verificando nomes, provas e conexões. Medo de processo não é medo de verdade — é só prudência jurídica.”

Sofia largou o tablet na cama.

Aquilo não era uma acusação.

Era pior.

Era uma preparação.

Ela passou a mão pelo rosto, respirando fundo.

A narrativa tinha começado.

E alguém estava testando o terreno antes de apertar o gatilho de vez.

A partir daquele momento, Sofia não era apenas uma advogada incômoda.

Ela tinha virado uma dúvida pública.

E, quando a reputação entra no jogo…

Ela assentiu.

— A parte ruim… — ele continuou — é que o tempo está acabando. Precisamos de respostas. E rápido.

Sofia respirou fundo.

— Eu sei.

Dante fechou o notebook devagar.

— Eu lido com a Karol Trancoso há anos. — disse. — E entenda uma coisa: enquanto você está aqui, tentando se defender com fatos, ela está atrás de manchetes. Do espetáculo.

Ele se inclinou levemente para frente.

— Para ela, não importa se é verdade ou mentira. Importa ter uma história. E algo que sustente a narrativa.

Sofia sustentou o olhar.

— O que o senhor indica que eu faça?

Dante não hesitou.

— Coloque um detetive atrás dela. — respondeu. — Mas não qualquer um.

— Quero alguém que a siga… — fez uma pausa — e que siga a verdade junto.

Dante a observou por alguns segundos.

— Se estão fazendo isso com você. — disse — é porque está no caminho certo.

Sofia assentiu, firme.

— Exatamente. — respondeu. — E é por isso que não posso parar agora.

Sofia se levantou.

— E eu não vou. — disse. — Custe o que custar.

Ela saiu da sala determinada.

Agora não era mais só sobre reputação.

Era sobre sobreviver ao jogo.

E virar a mesa.

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