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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 356

A música pulsava alta.

Luzes coloridas cortavam o ar, refletindo nos corpos em movimento.

As meninas dançavam juntas, rindo alto, livres como não se sentiam há muito tempo. Sofia estava ali no meio, copo na mão, cabelo solto, o corpo leve demais para alguém que vinha carregando o peso do mundo nos ombros.

Ela não estava fora de si.

Mas estava… altinha.

O suficiente para a cabeça relaxar.

O suficiente para o coração falar mais alto.

A semana tinha sido longa demais. A pressão, constante demais. E quando o álcool encontrou o cansaço acumulado, o efeito veio rápido.

— Meninas… — Sofia disse, rindo sozinha. — Vou ao banheiro. Tô apertada.

— Vai lá, doutora poderosa! — Nathália gritou por cima da música.

Sofia saiu da sala privada com passos calculados demais para alguém que não queria errar o salto. Concentrou-se no chão, respirou fundo e entrou na fila do banheiro.

Foi aí que pegou o celular.

Abriu a conversa com Thomas.

A última mensagem dele estava ali, simples demais para o impacto que causou:

“Aproveita a noite. Se precisar, liga.”

Sofia encarou a tela por alguns segundos.

Depois riu.

— “Se precisar, liga”… — murmurou, balançando a cabeça. — Eu preciso dele pra quê mesmo?

Fez uma careta para o reflexo no espelho ao lado.

— Eu nem sinto mais nada por ele. — disse, como se estivesse tentando convencer alguém além de si mesma. — Quer saber? Preciso falar isso logo de uma vez.

Sem pensar mais.

Sem dar tempo ao arrependimento.

Apertou em ligar.

A chamada tocou uma vez.

Duas.

Thomas atendeu antes que ela pudesse desligar.

— Oi, Sofia. — a voz dele veio calma. — Tá tudo bem?

— Tá sim. — ela respondeu rápido demais. — Tô ótima sem você. Maravilhosa, inclusive. Nem sinto sua falta.

Silêncio do outro lado.

— …Você bebeu? — Thomas perguntou.

— Não. — ela respondeu, convicta demais. — Quer dizer… sim. Um pouco. Dois… ou cinco drinks. — riu. — Tem uns caras bonitões aqui.

Thomas fechou os olhos por um segundo.

— Sofia… onde você está?

Ela sorriu, conspiratória.

— Eu não vou falar que estamos na boate Rogue. — disse, em tom de segredo mal guardado. — E vocês estão proibidos de participar da nossa festinha.

E desligou.

A vez dela chegou.

Sofia entrou no banheiro, apoiou as mãos na pia e se encarou no espelho.

— Você não está bêbada. — disse para o próprio reflexo. — Só… sincera demais.

Do outro lado da cidade, no clube, o silêncio caiu pesado na sala assim que Thomas encerrou a ligação.

Todos o encaravam.

— E então? — Augusto perguntou.

Thomas passou a mão pelo rosto.

— Descobrir onde elas estão. Boate Rogue. — disse, sério agora. — A Sofia bebeu. E disse que tem homens lá.

— Isso não vai ficar assim. — Augusto levantou-se de imediato. — Vamos. Preciso buscar minha esposa.

Não demorou muito.

A boate Rogue pulsava cheia quando eles chegaram.

Primeira varredura: nada.

Até que Thomas viu.

Emma e Laís entrando em um corredor lateral.

— Ali. — disse, baixo.

Eles seguiram.

Esperaram.

Deixaram as duas entrarem na sala privada.

E então entraram todos juntos.

— Bonito, hein, dona Eloise. — Augusto disse, cruzando os braços.

Thiago olhou em volta, incrédulo.

— Emma… por que vocês contrataram gogo boys?

A reação foi imediata.

Gritos.

Risos.

Emma foi direto até Thiago, sem cerimônia.

— Bora, amor. Me leva e faz o que quiser comigo.

Thiago arqueou a sobrancelha.

— Isso não vai me fazer esquecer o que você aprontou, bonita.

— Calma. — ela disse, rindo. — Vou te mostrar algo que aprendi.

E o beijou antes que ele pudesse responder.

— Isso aqui é uma quadrilha. — Thiago murmurou, enquanto era puxado.

Augusto já conduzia Eloise pela mão.

— Calma, amor. — ela disse. — Vamos levar a Alana em casa primeiro. Prometo ouvir tudo depois… com banho quente e óleo. Você pode até me ajudar.

Ele fechou os olhos por um segundo.

Quando a porta da sala se fechou, sobraram apenas Thomas e Sofia.

O silêncio mudou de forma.

Thomas foi o primeiro a falar:

— Você bebeu. O melhor é eu te levar pra casa. Pode ser?

Sofia inclinou a cabeça, encarando-o.

— Não espera nada em troca.

— Isso nunca aconteceu. — ele respondeu, calmo. — Eu cuido de você porque amo. Não porque espero algo.

Ela riu, debochada.

— Tá bom, mentiroso.

— Você sabe que é verdade. — disse, sem elevar a voz. — Só está fugindo do que sente.

Sofia riu de novo. Dessa vez, mais frágil.

— Igual você fugiu?

Thomas não respondeu. Apenas abriu a porta.

— Vamos.

No carro, ele a ajudou a entrar, ajustou o cinto com cuidado. O perfume dele amadeirado, envolveu Sofia no instante seguinte.

Ela fechou os olhos.

Quando o carro começou a andar, o cansaço venceu.

Sofia adormeceu em silêncio, enquanto Thomas dirigia atento, com uma única certeza martelando no peito:

aquilo ainda estava longe de terminar.

E, dessa vez, ele não iria fugir.

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