A música pulsava alta.
Luzes coloridas cortavam o ar, refletindo nos corpos em movimento.
As meninas dançavam juntas, rindo alto, livres como não se sentiam há muito tempo. Sofia estava ali no meio, copo na mão, cabelo solto, o corpo leve demais para alguém que vinha carregando o peso do mundo nos ombros.
Ela não estava fora de si.
Mas estava… altinha.
O suficiente para a cabeça relaxar.
O suficiente para o coração falar mais alto.
A semana tinha sido longa demais. A pressão, constante demais. E quando o álcool encontrou o cansaço acumulado, o efeito veio rápido.
— Meninas… — Sofia disse, rindo sozinha. — Vou ao banheiro. Tô apertada.
— Vai lá, doutora poderosa! — Nathália gritou por cima da música.
Sofia saiu da sala privada com passos calculados demais para alguém que não queria errar o salto. Concentrou-se no chão, respirou fundo e entrou na fila do banheiro.
Foi aí que pegou o celular.
Abriu a conversa com Thomas.
A última mensagem dele estava ali, simples demais para o impacto que causou:
“Aproveita a noite. Se precisar, liga.”
Sofia encarou a tela por alguns segundos.
Depois riu.
— “Se precisar, liga”… — murmurou, balançando a cabeça. — Eu preciso dele pra quê mesmo?
Fez uma careta para o reflexo no espelho ao lado.
— Eu nem sinto mais nada por ele. — disse, como se estivesse tentando convencer alguém além de si mesma. — Quer saber? Preciso falar isso logo de uma vez.
Sem pensar mais.
Sem dar tempo ao arrependimento.
Apertou em ligar.
A chamada tocou uma vez.
Duas.
Thomas atendeu antes que ela pudesse desligar.
— Oi, Sofia. — a voz dele veio calma. — Tá tudo bem?
— Tá sim. — ela respondeu rápido demais. — Tô ótima sem você. Maravilhosa, inclusive. Nem sinto sua falta.
Silêncio do outro lado.
— …Você bebeu? — Thomas perguntou.
— Não. — ela respondeu, convicta demais. — Quer dizer… sim. Um pouco. Dois… ou cinco drinks. — riu. — Tem uns caras bonitões aqui.
Thomas fechou os olhos por um segundo.
— Sofia… onde você está?
Ela sorriu, conspiratória.
— Eu não vou falar que estamos na boate Rogue. — disse, em tom de segredo mal guardado. — E vocês estão proibidos de participar da nossa festinha.
E desligou.
A vez dela chegou.
Sofia entrou no banheiro, apoiou as mãos na pia e se encarou no espelho.
— Você não está bêbada. — disse para o próprio reflexo. — Só… sincera demais.
Do outro lado da cidade, no clube, o silêncio caiu pesado na sala assim que Thomas encerrou a ligação.
Todos o encaravam.
— E então? — Augusto perguntou.
Thomas passou a mão pelo rosto.
— Descobrir onde elas estão. Boate Rogue. — disse, sério agora. — A Sofia bebeu. E disse que tem homens lá.
— Isso não vai ficar assim. — Augusto levantou-se de imediato. — Vamos. Preciso buscar minha esposa.
Não demorou muito.
A boate Rogue pulsava cheia quando eles chegaram.
Primeira varredura: nada.
Até que Thomas viu.
Emma e Laís entrando em um corredor lateral.
— Ali. — disse, baixo.
Eles seguiram.
Esperaram.
Deixaram as duas entrarem na sala privada.
E então entraram todos juntos.
— Bonito, hein, dona Eloise. — Augusto disse, cruzando os braços.
Thiago olhou em volta, incrédulo.
— Emma… por que vocês contrataram gogo boys?
A reação foi imediata.
Gritos.
Risos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...