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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 355

Os dias passavam lentos demais.

Não porque faltasse movimento — mas porque cada decisão parecia pesada.

Thomas vivia um dilema silencioso.

Contar tudo a Sofia e ajudá-la a se proteger…

ou calar, poupá-la — e repetir o mesmo erro que os separou no passado.

Proteger demais também machucava.

Ele sabia disso agora.

Mas o medo insistia.

Na delegacia, Thomas fazia o que sempre fez quando estava perdido: trabalhava.

Relatórios. Câmeras. Cruzamentos.

Mas a mente voltava sempre ao mesmo ponto.

E se o silêncio custasse caro demais?

Do outro lado da cidade, Sofia também vivia dias intensos.

Trabalhava focada, quase obsessiva.

Ela e Alana viravam noites no escritório.

Café.

Energético.

Pilhas de relatórios.

Imagens de câmeras que rodavam em looping na tela.

Alana era nova.

Quase formada.

Agarrava aquela oportunidade como quem sabia que não podia desperdiçar nada.

E Sofia via isso.

Via nela algo que reconhecia.

Era quase três da tarde de um sábado quando Sofia entrou no banheiro do escritório.

O corredor estava vazio.

Mas, ao fechar a porta, ouviu um som baixo vindo de uma das cabines.

Choro.

Sofia se aproximou devagar.

— Olá… posso ajudar em alguma coisa?

O choro cessou.

A porta da cabine se abriu com cuidado.

— Oi, doutora Sofia… — Alana disse, tentando se recompor. — Desculpa…

Sofia franziu o cenho.

— Alana? O que foi?

— Nada, doutora… — respondeu rápido demais.

Sofia cruzou os braços, sem dureza.

— Pode confiar em mim. Me conta. Se eu puder ajudar, eu ajudo.

Alana respirou fundo.

— Ontem foi meu aniversário… — disse, baixinho. — Foi o primeiro ano longe da minha família. Por causa do estágio, não consegui ir para minha cidade.

Ela sorriu, nervosa.

— Eu não estou reclamando. Sou muito grata pela oportunidade… mas… — a voz falhou.

Sofia sentiu o aperto imediato.

— Eu entendo. — disse, com doçura. — De verdade. Não se preocupa. Tenho uma ideia.

Alana ergueu o olhar.

— Não chora. — Sofia continuou. — Um dia você vai olhar pra trás e perceber que tudo isso valeu a pena.

— Obrigada… — Alana murmurou.

Pouco depois, Sofia voltou para sua sala.

Pegou o celular.

Abriu o grupo das meninas.

Digitou apenas:

> "SOS"

> "Missão festa"

A resposta veio quase instantânea.

Nathalia:

> "O quê??? Festa de quê?"

Emma:

> "Você e o Thomas voltaram e vão se casar???"

Laís mandou um emoji comemorando antes mesmo de entender.

Eloise:

> "Não acredito. Sério???"

Sofia revirou os olhos.

Ignorou.

Gravou um áudio:

> Meninas, minha secretária, Alana, fez aniversário ontem. Ela é nova, foi o primeiro ano longe da família. Queria fazer algo pra ela… mas reservado. Não seria de bom tom eu aparecer badalando por aí.

Nathalia respondeu em segundos:

> "UHUUUUUU festa eu amo. Deixa comigo."

Laís:

> "Tô dentro."

Emma:

> "Também!"

Eloise:

> "Festa reservada é meu sobrenome."

Sofia digitou rápido:

> "Meninas, sem exageros. A Alana é tímida… e nem sabe, mas eu sei que ela ainda é virgem."

A resposta de Nathalia veio como sempre:

> "Ou seja… uma Sofia versão antiga."

Sofia bufou.

> "Engraçadinha."

Nathalia finalizou:

> "Relaxa. Já sei exatamente o que fazer."

Sofia fechou o celular devagar.

Conhecia Nathalia bem demais para não saber:

Surpresa vinha aí.

E, enquanto Thomas lutava contra seus silêncios…

Sofia, sem saber, estava prestes a entrar num cenário onde verdades escapam mais fácil —

principalmente quando o coração baixa a guarda.

___

A boate pulsava luz e som.

Nathália tinha resolvido tudo com precisão cirúrgica — e, claro, com a sua assinatura pessoal.

Sala privada no segundo andar.

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