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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 357

O prédio estava silencioso quando Thomas ajudou Sofia a sair do carro.

Ela se apoiava nele sem perceber, os passos lentos, o corpo pesado pelo cansaço e pelo álcool. No elevador, encostou a testa no espelho e fechou os olhos.

— Qual é a senha? — ele perguntou baixo, já diante da porta.

Sofia abriu um olho só.

— Você sabe… — murmurou, sonolenta. — Sempre soube.

Thomas digitou a senha.

A porta se abriu.

A data do pedido de namoro.

O ar pareceu faltar por um segundo.

Porque Sofia tinha seguido em frente em tantas coisas…

menos em apagar o dia em que confiou o coração a ele.

E Thomas entendeu — tarde demais — que nunca foi o esquecimento que os separou.

Foi exclusivamente culpa dele.

O apartamento estava em penumbra, do jeito que ela gostava. Ele a conduziu até o quarto, com cuidado para não tropeçar nos próprios passos.

— Vamos deitar… — disse suave.

Ela concordou com a cabeça, mas no caminho até a cama, levou a mão à boca.

— Espera…

Não deu tempo.

Ela correu para o banheiro, mal conseguindo manter o equilíbrio.

Ajoelhou diante do vaso, o corpo reagindo antes que a mente acompanhasse.

Thomas foi atrás sem pensar duas vezes.

Segurou os cabelos dela com firmeza cuidadosa e se ajoelhou ao lado, como se aquele fosse o lugar mais natural do mundo para estar.

Quando passou, ele não disse nada.

Apenas limpou o rosto dela com a toalha, ajudou-a a enxaguar a boca, passou água fria em sua nuca.

Falava baixo, calmo, como se ela fosse algo frágil demais para o mundo naquele instante —

e, talvez, fosse mesmo.

— Tá tudo bem… respira.

Ela encostou a testa no ombro dele.

— Eu não sinto saudade de você… — murmurou, confusa, a voz arrastada. — Nem um pouco.

Thomas fechou os olhos por um segundo.

Não respondeu.

Levou-a para o chuveiro, ajustou a água morna, ajudou a tirar a roupa sem olhar mais do que o necessário. O cuidado era automático. Respeitoso. Dolorido.

Ela falava coisas desconexas enquanto ele lavava seus cabelos.

— Você foi embora… — disse em outro momento. — E agora fica aparecendo… isso é injusto.

— Eu sei. — respondeu apenas.

Depois, a envolveu numa toalha, levou-a de volta ao quarto e colocou nela uma camisola limpa. Ajudou-a a deitar com delicadeza, como se cada gesto fosse uma promessa silenciosa de que ela estava segura.

Sofia abriu os olhos quando sentiu o colchão.

— Thomas… — chamou, a voz mais clara por um segundo.

Ele se inclinou.

— Oi.

Ela hesitou.

— Pode… — engoliu seco. — Pode me dar um beijo?

O pedido era simples.

Mas carregava tudo.

Thomas sustentou o olhar dela por alguns segundos. Então se aproximou e beijou sua bochecha, leve, contido, exatamente onde o limite ainda era seguro para os dois.

Sofia sorriu pequeno.

Virou de lado.

Dormiu.

Thomas ficou ali mais um instante. Colocou uma garrafa de água e os remédios na mesinha ao lado da cama. Ajustou o cobertor sobre os ombros dela.

Observou.

Respirou fundo.

Depois saiu do quarto, pegou o casaco e fechou a porta do apartamento com cuidado.

Sem fazer barulho.

Sem levar nada, tinha coisa que nunca conseguiu levar.

___

Sofia acordou com a cabeça latejando.

A luz entrando pela fresta da cortina parecia agressiva demais para um sábado de manhã. Ela virou o rosto, gemeu baixo e levou a mão à testa.

Ressaca.

Daquelas que não eram só físicas.

Quando tentou se sentar, algo chamou sua atenção.

Uma garrafa de água ao lado da cama.

Remédios.

Organizados.

Ela franziu o cenho.

— Eu não fiz isso… — murmurou.

O corpo estava coberto por uma camisola clara, confortável demais para ter sido escolhida no impulso da madrugada. Sofia olhou para si mesma, confusa.

Memória nenhuma do fim da noite.

Nenhuma.

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