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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 358

Sofia passou o dia inteiro com aquela sensação incômoda que não era só ressaca.

Era pior.

Ressaca moral.

Emocional.

Daquelas que não passam com água, café forte ou silêncio.

Enquanto a água fervia no fogão, ela mexia o macarrão sem realmente prestar atenção. A colher girava no mesmo ritmo dos pensamentos que insistiam em não parar.

“Eu escolho você. Agora e sempre.”

As palavras de Thomas ecoavam na cabeça dela como um aviso — não como uma promessa romântica.

Como uma decisão.

Sofia respirou fundo, apoiando a mão na bancada da cozinha.

— O que exatamente você quis dizer com isso… — murmurou para si mesma.

Ela não era ingênua.

Sabia que sentimentos não resolviam investigações, nem apagavam riscos.

Mas também sabia quando alguém falava sério.

A noite caiu devagar, quase arrastada.

Às dezenove em ponto, o interfone tocou.

O som fez o coração dela acelerar antes mesmo de atender.

— Alô? — disse, tentando manter a voz firme.

— Boa noite, senhora Sofia. — a voz do porteiro soou tranquila. — O senhor Thomas está aqui, pedindo autorização para subir.

Houve um segundo de silêncio.

Só um.

— Pode autorizar, senhor João. — respondeu. — Obrigada.

Ela desligou e ficou parada no meio da sala.

O apartamento parecia pequeno demais de repente.

Minutos depois, a campainha tocou.

Sofia respirou fundo antes de abrir.

Thomas estava ali.

Sem jaqueta.

Sem pressa.

Sem aquele ar de policial pronto para controlar tudo.

Só… presente.

— Boa noite. — ele disse.

— Boa noite. — Sofia respondeu, dando espaço para ele entrar.

A porta se fechou atrás deles com um clique suave — mas definitivo.

Nenhum dos dois falou por alguns segundos.

Até Thomas quebrar o silêncio.

— Eu preciso te contar tudo. — disse, direto. — Sem rodeios. Sem esconder nada.

Sofia cruzou os braços, mas não por defesa. Por equilíbrio.

— Então fala.

Thomas respirou fundo, como quem sabe que não há volta depois do que vai dizer.

— O dossiê ficou completo há alguns dias. — começou. — E confirmou o que eu já temia… e o que você intuía.

Ele tirou alguns papéis da pasta, mas não os abriu.

Não precisava.

Ele estendeu a mão, devagar.

— Eu errei com você. — disse. — Eu quis te proteger… e quase te perdi. Achei que esconder era cuidar. Achei que decidir sozinho era amar.

Os dedos dele tocaram os dela.

— Não faço isso de novo. — afirmou. — Você é forte. Sempre foi. E se for para derrubar essa quadrilha… vai ser junto. Como iguais.

Sofia ficou em silêncio por alguns segundos.

Processando.

Sentindo.

Pensando.

Quando falou, a voz saiu firme.

— Então é por isso que estão tentando me destruir. — disse. — Primeiro vingança da Bruna. Segundo porque eu cheguei perto demais e isso é perigoso para Nicole.

Thomas assentiu.

Ela retirou a mão devagar, não por rejeição — por decisão.

— Então vamos terminar isso do jeito certo. — declarou.

O olhar dela encontrou o dele.

Sem medo.

Sem dúvida.

— Juntos. — completou.

E Thomas soube, naquele instante, que não era mais sobre proteger Sofia.

Era sobre confiar nela.

E a guerra…

agora tinha dois estrategistas do mesmo lado.

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