Sofia seguiu para o trabalho tentando manter a mente focada no que precisava ser feito. Conseguiu… por algumas horas.
Perto do meio-dia, pegou o celular e abriu o grupo das meninas.
Sofia:
> "Meninas, conseguimos nos encontrar depois do expediente? Um jantar, talvez?"
As respostas vieram rápidas.
Nathália:
> "Topo. Inclusive tenho um babado quente pra contar."
Emma:
> "Dentro."
Laís:
> "Eu também."
Eloise:
> "Jantar é sempre um excelente começo de confusão."
Sofia sorriu de leve.
O resto do dia seguiu relativamente tranquilo.
Relativamente.
Não muito longe dali, a tensão crescia em silêncio.
Thomas entrou na mansão dos Alves com passos firmes, mas o estômago apertado. Não era comum receber mensagens urgentes dos pais — não daquele jeito.
— Maria — chamou a empregada, assim que entrou. — Meus pais pediram para eu vir com urgência. O que aconteceu?
A mulher hesitou antes de responder.
— Eles estão esperando o senhor lá em cima.
Thomas subiu direto para o quarto dos pais.
Vazio.
Franziu o cenho, saiu e, ao virar o corredor, notou a porta do antigo quarto dele aberta.
O coração acelerou antes mesmo de entrar.
Lá dentro estavam as duas figuras que ele conhecia melhor do que gostaria.
Juan Alves e Antonieta Alves.
— Mãe? Pai? — Thomas perguntou, confuso. — O que está acontecendo? Vocês mandaram mensagem dizendo que era urgente.
Antonieta olhou para o marido.
Juan foi o primeiro a falar.
— Precisamos conversar.
Thomas entrou devagar.
— Sobre o quê?
Antonieta respirou fundo.
— Sobre o passado.
O silêncio pesou.
— Nos disseram que existe uma explicação para o seu distanciamento — Juan continuou. — Que você não se fechou do nada. Que aprendeu a se proteger.
Antonieta deu um passo à frente.
— O que aconteceu dentro dessa casa que te mudou tanto, Thomas?
Ele cruzou os braços.
— Esse assunto já foi resolvido.
— Não foi. — Antonieta respondeu, firme.
— O que vocês querem que eu diga? — Thomas retrucou. — Que vocês não sabiam que eu ia pedir a Gisele em casamento? Que ela era meu primeiro amor? A mulher com quem eu planejava passar a vida inteira?
Antonieta arregalou os olhos.
— Filho… nós não sabíamos.
— Não sabiam? — Thomas riu, sem humor. — Vocês sabiam de tudo.
Juan abaixou a cabeça.
— Trabalhamos demais. Seu irmão dava muito trabalho naquela época… e você sempre foi o filho fácil. Independente. Achamos que você não precisava tanto de nós.
— Esse foi o erro. — Thomas respondeu, frio.
Juan ergueu o olhar.
— Eu falhei. Deveria ter dito mais vezes o quanto tinha orgulho de você.
— A atenção sempre foi para o Guilherme. — Thomas disse. — O rebelde. O problema. Eu precisava entender, ser o exemplo.
Respirou fundo.
— Mas vocês passaram do limite quando aceitaram que ele começasse a namorar a mulher que era minha.
Antonieta levou a mão à boca.
— Eu já tinha visto vocês juntos… mas nunca imaginei que fosse sério.
A porta se abriu atrás deles.
— Reunião de família e não me chamaram? — Guilherme entrou rindo, no tom debochado de sempre.
— Guilherme, fica lá embaixo. — Juan ordenou.
Thomas se virou, irritado.
— Já vão defender o filhinho de novo?
Guilherme franziu a testa.
— Do que você está falando?
— Do fato de você ter ficado com a minha namorada enquanto eu estava viajando. — Thomas respondeu. — Dois dias depois que do nada ela decidiu terminar por mensagem, vocês já estavam namorando. Não namorado… noivos.
Guilherme deu de ombros.
— Não houve traição.
Thomas riu.
— Claro que não. Foi só coincidência.
— Ela percebeu que era melhor comigo. — Guilherme provocou. — Alguém precisava mostrar isso. Você sempre foi o exemplo, o certinho… Deve ter ficado doído quando eu tive algo que você não tinha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...