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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 367

Sofia acordou devagar.

Não por dor.

Mas pela mudança no ar.

O cheiro não era de hospital. Nem de carro. Nem de rua.

Era fechado. Antigo. Umidade misturada com metal.

Ela piscou algumas vezes até a visão se ajustar.

Estava sentada em uma cadeira, as mãos presas à frente. Não com força excessiva — o suficiente para impedir movimentos bruscos. O local era escuro, iluminado apenas por uma lâmpada pendurada no teto, oscilando levemente.

Sofia respirou fundo.

Não entrou em pânico.

Pânico era exatamente o que esperavam dela.

Ela sentiu o peso frio do pingente contra a pele. Ainda estava ali.

A porta se abriu.

Passos firmes ecoaram no concreto.

Nicole entrou.

Bem vestida. Calma. O rosto impecável, como se estivesse indo para uma reunião — não para um cativeiro.

— Bom dia, doutora Sofia Valente. — disse, com um sorriso que não chegava aos olhos. — Dormiu bem?

Sofia ergueu o olhar devagar.

— Já estive em salas piores. — respondeu. — E com gente mais inteligente.

Nicole inclinou a cabeça, analisando.

— Você realmente acredita que está no controle aqui?

— Não. — Sofia disse. — Mas sei que você também não está.

Nicole deu dois passos à frente.

— Você me subestimou. — falou, em tom baixo. — Achou que bastava inteligência jurídica. Que bastava enxergar padrões. Que bastava ter o investigador apaixonado ao seu lado.

Sofia sorriu de canto.

— Não. — corrigiu. — Eu só contei com a sua vaidade.

O sorriso de Nicole se apagou por um segundo.

— Você virou um problema. — disse. — Um grande problema. E problemas… são eliminados.

— Não hoje. — Sofia rebateu. — Hoje você precisa de mim viva.

Nicole suspirou, como se estivesse cansada.

— Você é moeda de troca. — explicou. — Vou negociar uma passagem segura para fora do país. Quando estiver longe… talvez eu diga onde você está.

Fez uma pausa.

— Talvez não viva.

Sofia sustentou o olhar.

— Você acha mesmo que vai conseguir? — perguntou, firme. — Então tenta.

O tapa veio rápido.

Seco.

Não forte o suficiente para machucar — mas calculado para humilhar.

A cabeça de Sofia virou para o lado.

Ela respirou fundo.

Voltou o olhar para Nicole.

Sem lágrimas.

Sem medo.

Nicole a encarou por alguns segundos, irritada por não ter conseguido a reação esperada.

— Aproveite o tempo que tem. — disse, fria. — Ele não vai chegar a tempo.

Virou-se e saiu, batendo a porta.

O silêncio voltou.

Mas Sofia não estava sozinha.

Ela sabia.

Na delegacia, o clima era de tensão controlada.

Thomas estava em pé diante do painel digital quando o alerta soou.

Um bip curto.

Depois outro.

Ele congelou.

— Tenho a localização dela. — disse, sem elevar a voz.

Todos na sala se viraram.

Thomas aproximou-se da tela, ampliando o mapa.

Um ponto piscava em vermelho.

Fixo.

— Rastreadores ativos. — confirmou. — O colar.

Alex respirou fundo.

— Você tinha razão, ela tinha um plano.

Antes que Thomas respondesse, Nilson se aproximou.

— Investigador… a Bruna quer falar com você.

Thomas fechou os olhos por um segundo.

— Claro que quer. — murmurou.

Virou-se para Nilson.

— Aqui está a localização da Sofia. — disse, apontando. — Vocês dois estude a área. Entradas. Saídas. Rotas possíveis. Quando eu voltar, montamos um plano rápido e preciso. Sem erro.

— Entendido.

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