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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 368

Naquele momento, a cidade não falava de outra coisa.

Em frente à delegacia, viaturas de imprensa se acumulavam. Câmeras ligadas. Microfones erguidos. Jornalistas disputando espaço, tentando arrancar qualquer informação sobre a operação, sobre Nicole… e, principalmente, sobre Sofia.

O clima era pesado.

Tenso.

Quando Thomas caminhava de volta para a sala de monitoramento, sentiu a presença antes mesmo de ouvir a voz.

Alberto Valente vinha em sua direção, passos duros, o rosto tomado por uma fúria que misturava medo e impotência.

— Você de novo. — Alberto disparou, sem sequer cumprimentá-lo. — É sempre a sua culpa. Sempre. Fica longe da Sofia! Olha o que acontece toda vez que você se aproxima dela!

Thomas parou.

Não recuou.

Não respondeu de imediato.

Nathália, que vinha logo atrás, foi a primeira a se colocar à frente.

— Senhor Alberto, com todo respeito — disse, firme — A profissão da Sofia é perigosa. Sempre foi. Não existe um culpado aqui.

Laís completou, sem elevar a voz, mas com convicção:

— E tenho certeza de que o Thomas está fazendo tudo o que é possível para encontrar a Sofia sã e salva.

O silêncio se instalou por um segundo.

Thomas respirou fundo.

Não abaixou a cabeça.

Não se defendeu por impulso.

Ali não havia culpa — havia realidade.

Ele deu um passo à frente, encarando Alberto nos olhos, sem desafio, mas sem submissão.

— A Sofia não é uma vítima das minhas escolhas. — disse, com firmeza controlada. — Ela é uma mulher consciente, brilhante, que escolheu a própria profissão sabendo dos riscos.

Fez uma pausa curta.

— Assim como eu escolhi a minha.

Os olhos de Alberto vacilaram por um instante.

Thomas continuou:

— Eu não vou fugir agora. Não vou me afastar para aliviar a dor de ninguém. — a voz dele não tremeu. — Vou encontrá-la. Vou trazê-la de volta. E vou fazer isso porque é meu dever como investigador… e porque é minha escolha como homem. Eu amo a Sofia e só ela pode dizer se ofereço perigo a ela.

O silêncio que se seguiu foi pesado.

Mas diferente.

Não havia mais acusação ali.

Só medo.

E, pela primeira vez, Alberto não encontrou palavras para responder.

Thomas virou-se.

O foco dele estava claro.

A operação estava em andamento.

E Sofia precisava dele inteiro — não culpado.

___

A movimentação começou sem sirenes.

Sem alarde.

Como um animal se aproximando da presa.

Carros surgiram de pontos diferentes da estrada de terra estreita — um após o outro, coordenados, precisos. Lanternas apagadas. Faróis baixos. Pneus esmagando o cascalho com sons secos.

Viaturas descaracterizadas. SUVs táticos. Caminhonetes pretas.

Eles se espalharam rápido.

Dois veículos fecharam a única estrada de acesso.

Outros avançaram pelo mato alto, contornando a construção mal acabada, antiga, isolada demais para pedir socorro.

Homens desceram em silêncio.

Armas posicionadas.

Lanternas presas aos coletes.

Comunicação curta no rádio.

Thomas saiu do carro por último.

O rosto duro.

O corpo alinhado.

Nenhum traço de hesitação.

— Perímetro fechado. — informou um agente.

— Traseira limpa. — outro confirmou.

— Sem saída pelos fundos. — veio a última confirmação.

Thomas assentiu uma única vez.

— Ninguém entra sem meu comando. — disse, firme. — Ela sai andando.

Ele pegou o alto-falante.

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