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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 369

Os policiais avançaram pelo perímetro traseiro da casa em formação.

Passos silenciosos.

Armas erguidas.

Um dos agentes fez sinal com a mão.

Outro assentiu.

O primeiro disparo veio pela janela dos fundos.

Vidro estilhaçado.

O capanga mal teve tempo de reagir antes de cair para trás, atingido no ombro.

O grito ecoou dentro da casa.

— CONTATO! — alguém gritou do lado de fora.

O caos explodiu.

Ao ouvir os tiros, Nicole reagiu por instinto.

Arrancou a arma da mão do capanga ao lado dela.

Puxou Sofia com violência, encaixando o braço em torno do pescoço dela, num mata-leão firme demais para ser só ameaça.

— Anda. — sibilou no ouvido de Sofia. — Se você fizer gracinha, eu atiro.

Sofia tentou respirar.

O ar vinha curto.

O coração disparado.

Outro capanga se aproximou, nervoso.

— CORTA. — Nicole ordenou. — Agora.

A lâmina passou rápido pelas amarras dos pés de Sofia.

O equilíbrio voltou apenas o suficiente para andar.

— Você. — Nicole apontou para o segundo capanga. — Pega outra arma. Vai pela retaguarda. Faz barreira no fundo.

O homem hesitou.

— Eles não têm sniper ali. — Nicole completou, segura.

Ela começou a se mover.

Arrastando Sofia.

Passo a passo.

A porta da frente foi aberta com força.

A luz externa invadiu o ambiente escuro.

— PARA! — Thomas gritou assim que as viu.

Nicole saiu primeiro.

Sofia à frente.

As mãos ainda presas.

A arma pressionada contra a cabeça dela.

O cano frio.

O corpo de Sofia tremia — não de medo, mas de esforço para se manter consciente.

Atrás delas, o capanga saiu andando de costas, arma em punho, cobrindo a retaguarda.

— NINGUÉM ATIRA! — Thomas ordenou, erguendo a mão. — ABAIXEM AS ARMAS!

Nicole parou a poucos metros.

O sorriso dela era tenso.

Mas triunfante.

— Então… — disse, olhando diretamente para Thomas. — Agora podemos negociar?

O silêncio caiu pesado.

Thomas deu um passo à frente.

— Solta ela, Nicole.

— Não. — respondeu, firme. — Ela é minha saída.

A arma pressionou mais forte.

Sofia engoliu em seco.

— Um movimento errado… — Nicole continuou — e eu não erro.

Thomas sentiu o peito apertar.

Mas manteve a voz estável.

— Você já perdeu. — disse. — Não tem para onde correr.

Nicole inclinou a cabeça, avaliando.

— Sempre tem. — respondeu. — A diferença é quem paga o preço.

Ela puxou Sofia um pouco mais para trás.

O capanga se mexeu.

Foi quando tudo aconteceu rápido demais.

O disparo quebrou o ar.

Ninguém soube de onde veio.

Seco.

Preciso.

O corpo de Nicole reagiu antes que a mente entendesse.

O tiro a atingiu no flanco.

Ela soltou Sofia num reflexo involuntário, o braço afrouxando de repente.

— SOFIA! — Thomas gritou.

O corpo de Sofia reagiu antes da mente entender.

A dor veio depois.

Sofia caiu de lado, ofegante, sentindo o chão quente contra o rosto enquanto o ar faltava.”

O impacto.

O calor.

A pressão absurda no peito.

O mundo perdeu foco.

— Merda… — Nicole murmurou.

E, naquele instante, ela percebeu:

O jogo tinha mudado.

Não havia mais vantagem.

Não havia mais controle.

Não havia mais saída limpa.

Nicole cambaleou um passo para trás, apoiando-se na parede da casa mal construída. O sangue escorria quente, manchando o casaco caro que ela insistira em vestir até o fim.

Tudo aconteceu em frações de segundos.

Ela olhou para Sofia no chão.

Com ódio puro.

— Eu fiz uma promessa pra você… — disse, a voz falhando, mas ainda cruel. — Lembra?

Sofia tentou se mover.

O corpo respondeu com dor.

Nicole reuniu o resto de força que tinha.

Não pensou.

Não calculou.

Só decidiu.

Ergueu a arma.

— Eu e você no inferno. — sussurrou.

O disparo ecoou.

Antes que o segundo tiro pudesse acontecer, um policial avançou.

Chutou a arma da mão de Nicole com força.

O metal deslizou pelo chão.

Mas o estrago já estava feito.

Nicole caiu de joelhos.

Depois de lado.

Os olhos abertos.

O olhar vazio.

A respiração falhou uma última vez.

O silêncio voltou — pesado, absoluto.

— MÉDICO! — Thomas gritou, correndo até Sofia.

Ele caiu ao lado dela, as mãos firmes, mas o rosto em desespero contido.

Thomas apontou para a porta.

— Em cirurgia.

Alberto fechou os olhos.

Não acusou.

Não gritou.

Apenas se sentou, como se as pernas tivessem falhado.

Pouco depois, mais gente chegou.

Laís foi a primeira a se aproximar de Thomas. Tocou o braço dele com cuidado.

— Ela é forte. — disse, firme. — Muito mais do que imagina.

Emma assentiu, os olhos marejados.

— Sofia não desiste. Nunca desistiu.

Alana veio logo atrás, nervosa, as mãos entrelaçadas.

— A doutora Sofia vai sair dessa. — falou, como se precisasse dizer em voz alta para acreditar. — Ela sempre resolve tudo.

Thomas ouviu.

Mas não respondeu.

O tempo parecia elástico.

Heitor, Ricardo e Thiago chegaram juntos.

Thiago foi direto até Thomas.

Colocou a mão em seu ombro.

— Ei. — disse baixo. — Ela é forte, irmão. Vai ficar bem.

Thomas engoliu seco.

— Eu devia ter impedido. — murmurou. — Devia ter sido mais rápido. Mais cauteloso. Eu…

— Não. — Thiago cortou, firme. — Você estava lá. Você chegou. Isso importa.

Ricardo assentiu em silêncio.

Heitor cruzou os braços, o olhar fixo na porta fechada.

— Agora é com ela. — disse. — E com os médicos.

O relógio na parede marcava o tempo com uma crueldade absurda.

Cada segundo parecia um teste.

Foi então que Nathália chegou, apressada, o celular ainda na mão.

— Gente… — disse, respirando fundo. — A Eloise acabou de entrar em trabalho de parto.

O choque foi imediato.

Vida e morte no mesmo corredor.

Thomas fechou os olhos por um instante.

Aquilo era irônico demais.

Cruel demais.

O mundo seguia.

Mesmo quando parecia injusto.

Ele abriu os olhos de novo.

Olhou para a porta da sala cirúrgica.

E fez algo que não fazia há muito tempo.

Pediu.

Em silêncio.

Sem barganha.

Sem promessa.

Só pediu que ela voltasse.

Porque havia coisas que ele ainda precisava dizer.

E porque, dessa vez…

ele não estava disposto a viver num mundo onde Sofia não estivesse.

A luz vermelha sobre a porta continuava acesa.

E ninguém, ali, ousava respirar fundo demais.

Porque, naquele momento, tudo dependia de uma sala branca —

e de uma mulher que sempre lutou, até quando o mundo parecia grande demais para ela.

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