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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 370

O médico saiu da sala cirúrgica com passos contidos.

O corredor silenciou.

Thomas se levantou no mesmo instante, o corpo tenso como se tivesse ficado em alerta por horas — porque ficou.

— Doutor… — a voz saiu firme demais para quem estava por dentro desmoronando.

O médico tirou a máscara devagar.

— A cirurgia foi um sucesso. — começou.

O ar voltou aos pulmões de todos por um segundo.

Mas o médico não sorriu.

— O projétil foi retirado. Não houve danos irreversíveis nos órgãos vitais. — fez uma pausa medida. — Mas ela perdeu muito sangue. O corpo entrou em exaustão.

Thomas sentiu o chão oscilar.

— Ela está em coma induzido. — concluiu. — Vamos mantê-la em observação nas próximas horas. As próximas vinte e quatro horas são decisivas.

— Posso vê-la? — Thomas perguntou de imediato.

O médico balançou a cabeça, com respeito.

— Ainda não. Ela precisa ficar estabilizada. Assim que for seguro, avisaremos.

Thomas assentiu.

Não discutiu.

Não implorou.

Mas as mãos fecharam com força ao lado do corpo.

— Obrigado, doutor.

O médico se afastou.

O corredor voltou a ficar quieto — pesado, mas diferente.

Ela estava viva.

E isso mudava tudo.

Alguns minutos depois, Nathália voltou apressada pelo corredor, o rosto misturando emoção e urgência.

— A Eloise já ganhou os bebês. — falou com um sorriso trêmulo.

Thomas piscou.

— Ela está bem?

— Sim. — confirmou. — Foi rápido.

— Dois meninos… — disse. — E uma menina.

Emma completou, rindo e chorando ao mesmo tempo:

— Três bebês perfeitos.

As meninas trocaram olhares.

— Vamos subir um pouco. — Laís disse, tocando o braço dele com cuidado. — A gente volta logo.

Thomas apenas assentiu.

Não tinha energia para subir.

Nem para se afastar dali.

O tempo passou estranho no corredor.

Ninguém sabia ao certo quanto.

Até que Alberto, o pai de Sofia, se levantou devagar, visivelmente exausto. O rosto carregava mais medo do que raiva agora.

— Vamos comer alguma coisa. — disse, olhando para a esposa. — Ninguém ajuda se desmaiar aqui.

Ele então se voltou para Thomas.

— Você fica. — falou, sem dureza. — A gente volta já.

Antes que Thomas respondesse, o irmão de Sofia se aproximou.

— Vou com eles. — disse. — Qualquer novidade… me chama.

Thomas apenas assentiu.

Viu os três se afastarem pelo corredor.

O silêncio voltou a se acomodar ao redor dele.

Dessa vez, de verdade.

Sozinho.

Com os pensamentos.

Com o medo que não tinha mais para onde correr.

Alguns minutos depois, passos firmes ecoaram no corredor.

Augusto apareceu.

Terno escuro, expressão séria — mas os olhos atentos.

Ele não disse nada de imediato.

Apenas se aproximou e puxou Thomas para um abraço firme, daqueles que sustentam mais do que palavras.

— E aí, irmão… — disse baixo. — Como você está?

Thomas respirou fundo.

— Vivo. — respondeu. — Mas preso aqui.

— E faz bem. — Augusto disse, soltando-o devagar. — Tem momentos em que ficar é a maior prova de coragem.

Eles sentaram lado a lado.

— Quando a Eloise quase morreu… — Augusto começou, sem dramatizar — eu aprendi uma coisa importante.

Thomas virou o rosto, atento.

— A gente passa a vida achando que precisa resolver tudo. Controlar tudo. Proteger todo mundo. — fez uma pausa curta. — Mas família… amor… não é sobre controle. É sobre presença.

Thomas engoliu seco.

— Você não precisa estar na delegacia agora. — Augusto continuou. — O mundo não acaba se você ficar aqui. Mas, pra ela… você estar aqui muda tudo. Mesmo dormindo.

Thomas abaixou a cabeça.

— Eu sempre achei que amar era saber a hora de ir embora pra não machucar. — confessou.

Augusto sorriu de leve.

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