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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 373

Assim que Eloise soube que Sofia já estava no quarto, não pensou duas vezes.

Com cuidado e delicadeza, pegou a bebê no colo, ajeitando-a contra o peito como se estivesse carregando algo sagrado.

— Vamos, amor… — disse a Augusto, com os olhos brilhando. — Ela precisa ver os nenéns. E eu… eu preciso ver ela.

Augusto caminhava ao lado, segurando um dos bebês com atenção absoluta. A babá vinha logo atrás, com o terceiro, protegendo-o do burburinho do hospital.

— Com calma, meu amor. — Augusto murmurou. — Um passo de cada vez.

Quando chegaram ao corredor, antes mesmo de ver o quarto, ouviram risadas.

Leves.

Vivas.

Eloise parou por um segundo.

Aquela simples constatação aqueceu seu peito.

Sofia estava rindo.

E isso mudava tudo.

A porta foi aberta devagar.

O quarto estava cheio de flores, balões discretos, vozes conhecidas. Laís, Emma, Nathália e Alana se espalhavam pelo espaço, tentando não fazer bagunça — falhando com graça.

Thomas estava perto da cama, atento a cada gesto de Sofia.

Foi ele quem percebeu primeiro.

— Elas chegaram… — disse baixo.

Sofia virou o rosto.

E seus olhos se encheram no mesmo instante.

— Eloise… — murmurou, incrédula.

Eloise entrou sorrindo, mas os olhos denunciavam o susto que ainda morava ali.

— Que susto você resolveu nos dar, doutora? — brincou, aproximando-se. — Quase mata a gente do coração.

Sofia soltou um riso fraco, emocionado.

— Olha quem fala… — respondeu. — Você teve os nenéns?! Meu Deus… — os olhos correram pelos braços deles. — Eles são lindos.

— Trouxemos pra apresentar você. — Eloise disse, orgulhosa.

Ela apontou primeiro para o bebê no colo de Augusto.

— Esse aqui foi o primeiro a nascer. — disse. — Carlos Henrique.

Emma se aproximou na mesma hora, inclinando-se com cuidado.

— O lindo da dinda, meu Deus do céu… — suspirou. — Já pode mandar fazer o RG.

Todos riram.

Eloise então indicou o bebê no colo da babá.

— Esse é o caçula. — explicou. — José Leonardo.

Laís se aproximou, sorrindo largo.

— A cara de quem vai dar trabalho. — comentou. — Já te amo, pequeno.

E então Eloise respirou fundo.

Olhou para Sofia.

Depois, para a bebê em seus braços.

Se aproximou mais da cama, com cuidado.

— E essa… — disse, a voz suavizando — é a nossa pequena Vitória Sofia.

O mundo pareceu parar.

— Afilhada de vocês. — completou.

Sofia levou a mão à boca.

Os olhos marejaram sem aviso.

— Ai, meu Deus… — sussurrou.

As lágrimas começaram a descer, silenciosas, profundas.

Thomas se aproximou de imediato, passando o braço pelos ombros dela com cuidado.

— Amor… calma. — disse baixo. — Respira.

Sofia riu entre lágrimas.

— Vitória Sofia… — murmurou, olhando para a bebê. — Ela venceu antes mesmo de nascer.

Eloise sorriu.

— Assim como você.

O quarto ficou em silêncio por um instante.

Não de tristeza.

Mas daquele silêncio cheio.

Cheio de vida.

Cheio de recomeços.

E, ali, entre flores, risos e pequenos corações batendo forte, Sofia soube:

Ela tinha sobrevivido.

O dia foi se despedindo devagar.

A luz alaranjada do pôr do sol atravessava a janela do quarto, alongando sombras pelas paredes claras do hospital. Aos poucos, os amigos começaram a sair — com abraços, promessas de voltar no dia seguinte e olhares demorados, como quem ainda precisava confirmar que Sofia estava ali mesmo.

Eloise foi uma das últimas.

Precisava voltar para o seu andar, para os bebês, para o novo caos bonito que a aguardava.

— Amanhã eu volto cedo. — disse, apertando a mão de Sofia com carinho. — E você não ouse sair desse quarto antes disso.

Sofia sorriu.

— Prometo.

Os pais de Thomas também já tinham ido. Antonieta deixou um beijo leve na testa de Sofia antes de sair, Juan apenas assentiu, respeitoso.

O quarto ficou mais silencioso.

Thomas se afastou alguns passos, atendendo uma ligação do delegado no corredor. A porta ficou entreaberta.

Foi ali que Sofia percebeu.

Era agora.

Ela respirou fundo e olhou para os pais, sentados lado a lado perto da janela. A mãe mantinha as mãos cruzadas no colo. Alberto encarava o pôr do sol como se evitasse encará-la.

— Pai… mãe… — Sofia chamou, com a voz calma. — Antes de irem… a gente precisa conversar.

Alberto virou o rosto devagar.

— Agora? — perguntou.

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