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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 374

Os dias passaram devagar.

Não daquele jeito ansioso de quem espera uma resposta —

mas no ritmo cuidadoso de quem se reconstrói.

Sofia melhorava um pouco a cada manhã.

Primeiro sentou sozinha.

Depois caminhou até a janela.

Depois voltou a sorrir sem sentir o peso no peito.

As amigas estavam sempre ali.

Nas conversas leves que não exigiam esforço.

Os pais apareciam quase todos os dias.

Os sogros também.

E Thomas…

Thomas não se afastava.

Ele ajeitava as almofadas antes mesmo que ela percebesse desconforto.

Dava comida quando o cansaço vinha antes da fome.

Ajustava o cobertor.

Observava em silêncio.

Todos os dias, às dezoito horas em ponto, ele chegava.

Sem avisar.

Sem falhar.

Era o horário dele.

A noite era deles.

Quando veio a alta, não houve comemoração barulhenta.

Houve alívio.

E uma decisão silenciosa:

ninguém ia deixar Sofia sozinha.

O apartamento se transformou aos poucos.

Gente entrando e saindo.

Sapatos perto da porta.

Risadas ecoando no corredor.

Thomas assumiu tudo sem pedir permissão.

Cozinhava.

Arrumava.

Organizava.

— Você não vai fazer nada. — dizia, sempre que ela tentava levantar.

— Nem pensar. — ela respondia, fingindo irritação.

Por vontade dele — e por prudência — Sofia ficou afastada do trabalho presencial por algumas semanas.

Mas voltou em home office.

Precisava da mente ocupada.

Da sensação de estar viva.

Quando o sábado chegou, o apartamento estava cheio.

Cheio de gente.

Cheio de barulho.

Cheio de vida.

Nathália, Emma, Laís, Alana, Eloise.

Augusto, Ricardo, Thiago, Heitor, Enzo.

Thomas saiu da cozinha trazendo as entradinhas e colocando tudo na mesa com naturalidade demais para quem nunca tinha sido “da casa”.

Heitor observou e riu:

— Que isso… o menino é prendado.

Ricardo completou, com um copo na mão:

— Já pode casar.

Thiago, sem nem levantar os olhos, cortou:

— Ele já tá casado. Só não percebeu ainda.

O riso veio fácil.

Mas algo ficou suspenso no ar.

Sofia e Thomas trocaram um olhar rápido.

Não de constrangimento.

De reconhecimento.

Fez sentido.

Mesmo que nenhum dos dois tivesse nomeado aquilo ainda.

Eloise entrou na brincadeira:

— Precisamos ver isso aí. — disse, séria demais para ser brincadeira. — Tem que pedir a gata em casamento.

Nathália gargalhou:

— Minha amiga é moça de respeito. — disse, apontando para Sofia. — Tem que casar. Fica aí só curtindo o mel.

As risadas tomaram conta do ambiente.

Outros assuntos surgiram.

Conversas paralelas.

Planos.

Memórias.

Mas, para Sofia e Thomas, aquele assunto não foi esquecido.

Ele ficou ali.

Silencioso.

Calmo.

Presente.

Ela percebeu.

E, sem dizer nada, soube:

Algumas coisas não começam com pedidos.

Começam com permanência.

E o que estava nascendo entre eles…

não fazia barulho.

Mas era real.

Quando a porta se fechou e o último riso ecoou no corredor, o apartamento voltou ao silêncio.

Não o silêncio vazio.

Mas aquele que só existe depois de um dia cheio.

Thomas se sentou no sofá e puxou Sofia com cuidado. Ela se acomodou ao lado dele, apoiando a cabeça em seu peito como se aquele fosse, há muito tempo, o lugar certo.

O corpo dela relaxou de imediato.

Thomas passou o braço ao redor dos ombros dela, instintivo.

— Tá cansada? — perguntou baixo. — Sentindo dor?

Sofia balançou a cabeça devagar.

— Não. — respondeu. — Tô bem assim… aqui.

Ele apertou o abraço um pouco mais.

Ficaram em silêncio por alguns segundos.

O tipo de silêncio confortável.

Mas, dentro de Thomas, algo martelava.

Ele respirou fundo antes de falar.

— Sofia… — começou. — A gente tá quase morando junto.

Ela ergueu o rosto, curiosa.

— Como assim?

— Eu tô aqui todos os dias. — explicou. — Durmo aqui. Acordo aqui. Trabalho daqui. — sorriu de leve. — Nem percebi quando passei a ficar mais aqui do que no meu apartamento.

Sofia pensou por um instante.

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