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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 375

A vida começava, aos poucos, a encontrar um novo eixo.

Não era normalidade plena — ainda havia cicatrizes, processos, reconstruções.

Mas havia algo diferente no ar.

Continuidade.

Às seis da manhã em ponto, Thomas estava parado diante de um condomínio de luxo.

Silêncio absoluto.

Jardins impecáveis.

Portões altos demais para esconder o que havia dentro.

No rádio, a voz dele soou baixa e controlada:

— Estamos prontos.

A resposta veio quase imediata.

— Nossa equipe também. — Alex confirmou.

Um segundo depois, outra frequência se abriu.

— Todas as posições confirmadas. — disse o delegado Mourão. — Então vamos acabar com isso.

Thomas fez um gesto com a mão.

Os agentes avançaram.

Um deles posicionou o explosivo na fechadura reforçada.

— Três… dois…

A explosão foi seca. Técnica.

A porta cedeu.

— POLÍCIA! — o grito ecoou enquanto eles entravam.

No mesmo instante, a quilômetros dali, Alex liderava outra equipe em um bairro igualmente caro.

E, do outro lado da cidade, Mourão repetia o movimento em uma terceira residência.

Era coordenado.

Calculado.

Irreversível.

Dentro da mansão, não houve resistência heroica.

Nem fuga cinematográfica.

Houve surpresa.

Medo.

E queda.

O juiz-chefe do caso foi encontrado tentando alcançar o telefone.

Não conseguiu.

Algemas fecharam-se com o som seco que encerra carreiras construídas sobre corrupção.

Minutos depois, Thomas saiu da casa.

Do lado de fora, câmeras já o aguardavam.

Microfones avançaram.

Flashs estouraram.

Ele não sorriu.

Não precisava.

Atrás dele, o homem que sustentara parte do esquema caminhava algemado, a cabeça baixa.

A imagem falava por si.

O esquema inteiro havia sido derrubado.

Empresários.

Funcionários públicos.

Intermediários.

Políticos.

Tudo conectado.

Tudo provado.

Tudo sustentado pelo material que Bruna, dias antes, entregara como parte de um acordo.

Ela não foi absolvida.

Não foi perdoada.

Aceitou um acordo sem julgamento.

Trinta e cinco anos.

Regime fechado.

Sofia não gostou quando soube.

Não da pena — mas do acordo.

Queria justiça plena.

Queria enfrentamento público.

Mas entendeu.

Porque o sistema não caiu por vingança.

Caiu por desmontagem.

E, pela primeira vez em muito tempo, não sobrou espaço para narrativas distorcidas.

Não sobrou dúvida.

Não sobrou impunidade.

Naquela manhã, o mal não caiu com barulho.

Caiu com documentos.

Com provas.

Com prisões.

Com o peso exato da lei.

E, enquanto as manchetes se espalhavam pelo país, Sofia observava tudo de longe — ainda em recuperação, ainda com o corpo em reconstrução, mas com a mente lúcida.

O preço tinha sido alto.

Mas o esquema tinha acabado.

De verdade.

E, daquela vez…

o bem não venceu por sorte.

Venceu porque alguém teve coragem de ir até o fim.

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