A noite seguiu leve.
Entre taças de vinho e copos de uísque, Sofia e Thomas se tornaram oficialmente o centro das atenções.
As conversas eram soltas, risadas altas preenchiam a casa de praia, e a música baixa criava aquele clima confortável de quem não queria que a noite acabasse.
Mas bastou alguém puxar o assunto errado — ou certo demais.
— Então… — Emma começou, com um sorriso malicioso. — Quando vocês vão casar?
Sofia arregalou levemente os olhos.
— Já tem lugar? — Laís emendou, animada.
— Lista de convidados? — Alana perguntou, já mentalmente organizando tudo.
— Vestido! — Nathália quase gritou. — Precisamos ver vestido!
Sofia levou a mão ao rosto, rindo, completamente rendida.
— Vocês não perdem tempo, né?
Thomas observava a cena com um sorriso tranquilo, o copo esquecido na mão.
Quando o burburinho diminuiu um pouco, ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.
— A única coisa que eu sei… — começou, chamando a atenção de todos — é que seja logo.
Sofia virou o rosto para ele, surpresa.
Thomas a puxou pela cintura e beijou sua bochecha com naturalidade, sem cerimônia, como se aquele gesto já fosse rotina.
— Quero ser oficialmente marido dessa mulher.
O silêncio durou exatamente meio segundo.
Depois, o caos.
— AAAAAH! — Emma comemorou.
— Olha isso! — Laís apontou. — Ele é fofo mesmo!
Thiago riu, balançando a cabeça.
— Tá vendo? — disse, levantando o copo. — O homem sobreviveu a tiro, esquema criminoso, coletiva de imprensa… e agora virou romântico incurável.
— O último romântico. — Heitor completou, erguendo o uísque em um brinde.
Nathália olhou para Thomas com falsa seriedade.
— Alguns homens podiam aprender com você.
Thomas sorriu de canto.
— Não é difícil. — respondeu. — É só escolher ficar.
Sofia sentiu o peito apertar.
Não de emoção exagerada.
Mas daquela certeza silenciosa.
Ela passou o braço pela cintura dele, apoiando a cabeça em seu ombro.
— Vocês estão oficialmente proibidos de marcar casamento por mim. — avisou, rindo. — Mas… — fez uma pausa, olhando ao redor — fico feliz que estejam aqui pra isso.
E, enquanto a noite seguia entre histórias, brindes e planos, Sofia percebeu algo simples e definitivo:
Não era o anel. Não era o pedido. Não era o casamento.
Era aquilo.
A sensação de pertencimento. De futuro. De ter sobrevivido — e agora poder escolher viver.
E Thomas, ao sentir o peso leve da cabeça dela em seu ombro, pensou a mesma coisa.
Dessa vez, não havia pressa.
Havia tempo.
E isso era tudo.
Já passava das duas da manhã quando chegaram em casa.
O silêncio do apartamento era confortável, quebrado apenas pelo som baixo dos passos e pelo riso leve que ainda escapava de Sofia, solto, satisfeito.
Ela largou a bolsa no aparador e se virou para Thomas com um brilho diferente no olhar.
— Amor… — disse, aproximando-se. — Preciso te mostrar uma coisa. Vem.
Pegou a mão dele e o conduziu até o fim do corredor.
Antes que Thomas perguntasse qualquer coisa, Sofia puxou a pulseira do pulso e retirou uma chave presa a ela.
Pequena.
Dourada.
Discreta demais para chamar atenção — parecia mesmo apenas um acessório.
Thomas arqueou a sobrancelha.
— O que é isso, ruivinha?
Sofia riu baixo, daquele jeito que sempre antecedia algo que ela fazia questão de controlar.
— Calma, amor.
Ela se virou para a porta no fim do corredor, encaixou a chave e girou.
Quando empurrou a porta e acendeu a luz, Thomas deu um passo à frente.
E parou.
O quarto era escuro.
Preto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...