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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 377

A noite seguiu leve.

Entre taças de vinho e copos de uísque, Sofia e Thomas se tornaram oficialmente o centro das atenções.

As conversas eram soltas, risadas altas preenchiam a casa de praia, e a música baixa criava aquele clima confortável de quem não queria que a noite acabasse.

Mas bastou alguém puxar o assunto errado — ou certo demais.

— Então… — Emma começou, com um sorriso malicioso. — Quando vocês vão casar?

Sofia arregalou levemente os olhos.

— Já tem lugar? — Laís emendou, animada.

— Lista de convidados? — Alana perguntou, já mentalmente organizando tudo.

— Vestido! — Nathália quase gritou. — Precisamos ver vestido!

Sofia levou a mão ao rosto, rindo, completamente rendida.

— Vocês não perdem tempo, né?

Thomas observava a cena com um sorriso tranquilo, o copo esquecido na mão.

Quando o burburinho diminuiu um pouco, ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.

— A única coisa que eu sei… — começou, chamando a atenção de todos — é que seja logo.

Sofia virou o rosto para ele, surpresa.

Thomas a puxou pela cintura e beijou sua bochecha com naturalidade, sem cerimônia, como se aquele gesto já fosse rotina.

— Quero ser oficialmente marido dessa mulher.

O silêncio durou exatamente meio segundo.

Depois, o caos.

— AAAAAH! — Emma comemorou.

— Olha isso! — Laís apontou. — Ele é fofo mesmo!

Thiago riu, balançando a cabeça.

— Tá vendo? — disse, levantando o copo. — O homem sobreviveu a tiro, esquema criminoso, coletiva de imprensa… e agora virou romântico incurável.

— O último romântico. — Heitor completou, erguendo o uísque em um brinde.

Nathália olhou para Thomas com falsa seriedade.

— Alguns homens podiam aprender com você.

Thomas sorriu de canto.

— Não é difícil. — respondeu. — É só escolher ficar.

Sofia sentiu o peito apertar.

Não de emoção exagerada.

Mas daquela certeza silenciosa.

Ela passou o braço pela cintura dele, apoiando a cabeça em seu ombro.

— Vocês estão oficialmente proibidos de marcar casamento por mim. — avisou, rindo. — Mas… — fez uma pausa, olhando ao redor — fico feliz que estejam aqui pra isso.

E, enquanto a noite seguia entre histórias, brindes e planos, Sofia percebeu algo simples e definitivo:

Não era o anel. Não era o pedido. Não era o casamento.

Era aquilo.

A sensação de pertencimento. De futuro. De ter sobrevivido — e agora poder escolher viver.

E Thomas, ao sentir o peso leve da cabeça dela em seu ombro, pensou a mesma coisa.

Dessa vez, não havia pressa.

Havia tempo.

E isso era tudo.

Já passava das duas da manhã quando chegaram em casa.

O silêncio do apartamento era confortável, quebrado apenas pelo som baixo dos passos e pelo riso leve que ainda escapava de Sofia, solto, satisfeito.

Ela largou a bolsa no aparador e se virou para Thomas com um brilho diferente no olhar.

— Amor… — disse, aproximando-se. — Preciso te mostrar uma coisa. Vem.

Pegou a mão dele e o conduziu até o fim do corredor.

Antes que Thomas perguntasse qualquer coisa, Sofia puxou a pulseira do pulso e retirou uma chave presa a ela.

Pequena.

Dourada.

Discreta demais para chamar atenção — parecia mesmo apenas um acessório.

Thomas arqueou a sobrancelha.

— O que é isso, ruivinha?

Sofia riu baixo, daquele jeito que sempre antecedia algo que ela fazia questão de controlar.

— Calma, amor.

Ela se virou para a porta no fim do corredor, encaixou a chave e girou.

Quando empurrou a porta e acendeu a luz, Thomas deu um passo à frente.

E parou.

O quarto era escuro.

Preto.

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