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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 390

O dia seguiu intenso.

Reuniões, e-mails, telefonemas, prazos apertados. Nathália se manteve focada, mergulhada no trabalho como sempre — mas havia algo diferente nela. Uma leveza nova. Um sorriso discreto que surgia sem aviso.

O almoço foi simples, na copa da empresa, com Emma e Eloise. Conversas soltas, risadas baixas, comentários sobre trabalho e planos futuros. Nada extraordinário. E, ao mesmo tempo, tudo parecia no lugar.

Por volta das três da tarde, o elevador se abriu no andar.

Nathália não levantou os olhos de imediato.

Mas o perfume entrou primeiro.

Ela conhecia aquele cheiro melhor do que gostaria de admitir.

Levantou o olhar devagar.

Ricardo caminhava em direção à sua mesa, postura impecável, expressão tranquila, como se aquele fosse o lugar mais natural do mundo para ele estar.

— Olá, senhor Rocha. — ela disse, apoiando os cotovelos na mesa. — O que devemos à honra?

Ricardo riu, aquele sorriso fácil que só aparecia para ela.

— Vim me despedir de você. — respondeu. — Preciso viajar a trabalho. Dois… talvez três dias fora.

Ela fez um leve biquinho, sem conseguir disfarçar.

— Poxa…

— Desculpa. — ele disse, aproximando-se um pouco mais. — Infelizmente precisam da minha presença. E eu preferi vir falar pessoalmente… — baixou a voz. — …e te dar um beijo gostoso.

Nathália se levantou na mesma hora.

— Vamos para a copa. — disse, rápida. — Aqui está muito à vista.

Ricardo arqueou a sobrancelha, divertido, e a seguiu.

Assim que abriram a porta da copa, encontraram Emma sentada à mesa, fingindo trabalhar no notebook.

Ela ergueu os olhos e sorriu.

— Pai… — disse, rindo. — Nem vou perguntar se está tudo bem. Dá pra ver que está ótimo.

Nathália sentiu o rosto esquentar.

— Isso é um acontecimento histórico. — Thiago comentou, aparecendo logo atrás. — Nathália com vergonha. Não é possível.

— Vocês poderiam parar de ser bobos? — ela reclamou, cruzando os braços.

Emma riu.

— A paixão faz isso com as pessoas.

Eles se cumprimentaram com naturalidade. Emma deu um beijo na bochecha do pai.

— Precisamos marcar um jantar lá em casa qualquer dia desses. — Ricardo comentou. — Seu irmão está namorando, e ainda não conseguimos nos ver. Preciso conhecer a corajosa.

Emma abriu um sorriso orgulhoso.

— Papai, ela é linda. E muito gente boa.

Nathália concordou com a cabeça.

— Preciso ir. — Ricardo disse, olhando o relógio. — Ainda tenho uma viagem longa pela frente. — virou-se para Thiago. — Posso roubar sua secretária por cinco minutos?

Thiago riu.

— Fique à vontade, sogrão. — brincou. — Só não pode levar definitivamente, porque eu preciso muito dela aqui.

— Quase fiquei com ciúme agora. — Emma comentou, fingindo drama.

Todos riram.

Ricardo e Nathália saíram juntos, caminhando lado a lado até a cafeteria próxima à empresa — aquela que ela frequentava quase todos os dias.

Sentaram-se perto da janela.

— Não gosto de ficar longe. — Ricardo confessou, mexendo no café. — Mas também gosto de saber que tenho para onde voltar.

Nathália sorriu.

— Dois ou três dias passam rápido. — disse. — E… eu estarei aqui.

Ele estendeu a mão por cima da mesa e tocou a dela, sem pressa.

— É exatamente isso. — respondeu.

Não era uma despedida dramática.

Era rotina.

E, para ambos, aquilo era novo — e bom demais para ser ignorado.

Os dois dias passaram devagar para os dois.

Mesmo se falando o tempo todo, entre compromissos e agendas cheias, Ricardo fazia questão de ligar, mandar mensagens rápidas, áudios curtos entre uma reunião e outra. Nathália respondia sempre que podia, tentava manter o tom leve, normal.

Mas não era.

Agora que ela sabia do amor dele, a ausência doía mais.

Não era carência.

Era falta.

Era o hábito começando a se formar — e se fazendo notar quando não estava ali.

No terceiro dia, por volta do meio-dia, o celular dela vibrou sobre a mesa.

> "Volto hoje à noite. Já estou morrendo de saudades."

Nathália sentiu um frio imediato no estômago.

Leu a mensagem duas vezes.

Sorriu sozinha.

E, com um plano perfeito na cabeça, decidiu não responder.

O celular voltou a vibrar alguns minutos depois.

Ela ignorou.

Uma ligação.

Depois outra.

Nada.

Às cinco da tarde, saiu do trabalho mais cedo do que o normal, o coração acelerado como se estivesse fazendo algo proibido — quando, na verdade, estava apenas escolhendo.

Foi direto ao shopping.

Entrou em uma loja que sempre passava na frente, mas nunca tinha tido coragem de entrar. Foi atendida com cuidado, com atenção, com aquele tipo de olhar que entende sem perguntas.

Escolheu sem pressa.

Uma lingerie linda.

Não exagerada.

Mas carregada de intenção.

Saiu de lá com a sacola pequena demais para o que significava.

E seguiu direto para o apartamento de Ricardo.

Usou a chave que ele tinha lhe dado sem cerimônia, como quem oferece espaço — não controle.

O apartamento estava silencioso.

Com cheiro dele.

Nathália deixou a bolsa sobre o aparador, tirou os sapatos, respirou fundo.

Ali, sozinha, sentiu o peso da própria ousadia.

E gostou.

Olhou o relógio.

Ainda faltava um tempo.

O celular vibrou outra vez.

Ela sorriu.

Não respondeu.

Preferiu esperar.

Porque, pela primeira vez, Nathália não estava fugindo.

Estava ficando.

E Ricardo…

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