Ricardo pegou Nathália no colo, arrancando dela um riso entre beijos.
Caminhou até a cama estreita do chalé, puxou o lençol com uma mão e a jogou ali com cuidado — antes de se deitar sobre ela outra vez, tomando-lhe a boca sem pressa.
Admirou.
Ela sorriu para ele.
Com aquele olhar lento.
Provocador.
O tipo de olhar que dizia que ainda havia fogo demais ali para a noite acabar.
Ricardo começou pelas botas.
Depois o vestido.
Deslizou cada peça pelo corpo dela com calma deliberada, sem tirar os olhos de Nathália um segundo sequer.
Como se quisesse memorizar.
Quando ela ficou nua sob ele, respirou fundo.
A mão percorreu sua pele.
O pescoço.
A cintura.
E então se encaixou nela, fazendo-a arquear o corpo ao primeiro movimento.
— Eu te amo… — murmurou, perto demais.
O nascer do sol começava a tingir o quarto de dourado quando os dois passaram a se mover juntos, sem ritmo apressado, só entrega.
Nathália tomou o controle.
Virou sobre ele.
Cabelo solto caindo pelos ombros.
Quadris guiando tudo.
Ricardo fechou os olhos por um segundo.
— Eu adoro quando você faz isso… — sussurrou entre os gemidos.
Ela cavalgava lenta e intensa, arrancando dele sons baixos e quentes.
Quando os dois chegaram ao ápice, o mundo pareceu sumir.
Só respiração.
Corpos.
O som abafado dos nomes sendo ditos entrecortados.
Depois, Nathália caiu ao lado dele, ofegante.
Rindo.
Minutos depois, já estavam no banho.
Onde… claramente… não perderam tempo.
Ricardo se enxugava quando murmurou:
— Assim o velho não aguenta.
A gargalhada dela ecoou pelo chalé.
— Velho nada.
Os dois seguiram até a mesa pequena da varanda para o café da manhã.
O sol já estava mais alto.
A luz dourada banhava a fazenda inteira.
O cheiro de terra molhada.
O vapor do café.
O canto distante dos pássaros.
Tudo tinha uma calma rara.
Uma sensação de paz.
Nathália observava a paisagem quando perguntou:
— Quem teve a ideia de construir aqui? Foi genial.
Ricardo suspirou.
— Foi a Isabella… — respondeu baixo. — Pouco antes da doença avançar.
Ela virou-se para ele na mesma hora.
— Sinto muito…
Ricardo aproximou-se, pegando a mão dela entre as suas.
— Não sinta. — disse com suavidade. — Ela viveu intensamente enquanto esteve viva. Era… a bondade em pessoa. Ajudava todo mundo.
Fez uma pausa curta.
O olhar perdido no horizonte, volto penetrando ao dela.
— De alguma forma… acho que ela ficaria feliz em saber que eu abri espaço pra alguém entrar na minha vida.
Nathália apertou a mão dele.
E, naquele instante…
não houve sombra.
Nem culpa.
Só dois tempos diferentes da mesma história tentando coexistir.
Eles se entregaram ao desejo mais algumas vezes.
Sem pressa.
Sem urgência.
Como se estivessem tentando gravar aquele lugar na pele.
Quando finalmente ficaram deitados, ofegantes, Ricardo passou o polegar pela lateral do rosto de Nathália.
— Eu adoraria ficar o dia inteiro assim… — murmurou. — Mas preciso voltar. Tenho que passar no clube, almoçamos lá e depois seguimos pra casa. Tudo bem?
Ela sorriu.
— Tudo.
Levantou-se, dando um beijo rápido nele, e foi para o banheiro.
O banho foi demorado.
Água quente.
Tentando organizar pensamentos que ainda estavam bagunçados demais para domingo de manhã.
Quando saiu, vestiu a roupa devagar, ainda com o corpo quente.
Pegou a toalha, passou pelos cabelos… e percebeu que não havia escova ali.
Abriu o armário do banheiro.
Nada.
Voltando para o quarto, reparou numa pequena mesa próxima à cama — algo entre uma escrivaninha e penteadeira.
A madeira clara contrastava com a decoração rústica do chalé.
Ela puxou a gaveta distraída.
E congelou.
Dentro, vários envelopes.
Empilhados.
Organizados.
Mas o que estava por cima fez o estômago dela afundar.
A letra era delicada.
Feminina.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...