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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 400

Jorge esperou até que as mulheres se afastassem.

Só então virou-se para o irmão.

João.

Mais baixo.

Mais discreto.

Mas com o mesmo olhar atento.

— Ela é muito parecida com a Emília. — João murmurou. — O formato do rosto… a boca… o jeito de andar. Mas… os olhos não.

Jorge permaneceu imóvel.

O olhar perdido por alguns segundos.

— São meus. — respondeu baixo. — Os olhos são meus.

João franziu a testa.

— Jorge… calma. Não se precipita. Você já viu quantas mulheres apareceram nesses últimos anos dizendo ser suas filhas.

— Eu sei.

Mas não soava convencido.

Ele puxou o celular do bolso.

Discou.

Virou-se de lado.

— Quero a ficha dela completa. — disse seco. — Nome completo. Idade. Onde trabalha. Onde mora. Nome dos pais. Tudo. Absolutamente tudo.

Desligou.

João suspirou.

— E se for só coincidência?

Jorge apertou o maxilar.

— Não é.

Nesse momento, uma das mulheres aproximou-se.

Elegante.

Bem-vestida.

— Pai… eu já vou embora. Meus filhos chegaram de viagem.

Jorge abriu um sorriso automático.

— Então vamos todos. Estou morrendo de saudade dos meus netos.

Minutos depois, a família seguia para a saída.

A mansão dos Lemann era iluminada como se fosse dia.

Portões imensos.

Jardins impecáveis.

Quando entraram, Jorge cumprimentou o genro com tapinhas no ombro.

— Quero ver meus netos. Já tô cansado de só ver foto.

Risos surgiram.

— Pai, sem doce e sem fazer a vontade deles. — advertiu Marta.

Dois meninos correram pela escada e praticamente se jogaram nos braços do avô.

— Meus monstros favoritos. — Jorge riu.

Depois virou-se para Marta.

— E você… cada vez mais bonita desde a última vez.

Ela revirou os olhos, sorrindo.

— Sempre galanteador.

Ana, a caçula, cruzou os braços.

— Não sei por que vocês ainda estão separados.

Agatha, a mais velha, suspirou.

— Pelo mesmo motivo de sempre.

Anabela, do meio, completou:

— A filha preferida.

— Ei! — Marta protestou.

— Vamos mudar de assunto. — cortou, antes que a discussão crescesse.

Jorge puxou os netos para perto.

— Em vez de falar de mim e da mãe de vocês… podiam arrumar marido. Senhoritas Ana e Anabela… não vão me dar netos, não?

— Pai… — Ana reclamou.

— Tô ficando velho. João tem duas filhas e mais netos do que eu tendo quatro.

— Três, Jorge. — Marta corrigiu.

— Ainda assim injusto.

Anabela riu.

— Tio João tá ganhando porque as filhas dele tão competindo pra ver quem faz mais herdeiro.

Agatha ergueu a mão.

— Minha parte eu já fiz. Dois lindos. Não contem comigo pra mais nada.

André, marido dela, sorriu torto.

— Se quiser, a gente tenta mais um.

Agatha deu um tapa leve no braço dele.

— Sai, seu pervertido.

Todos riram.

Marta então pigarreou.

— Falando em maridos… Carlota Rocha mandou convite pra um jantar.

Jorge ergueu a cabeça.

— Carlota?

— Sim. Pediu pra eu levar as filhas solteiras. Pelo jeito… o filho viúvo anda interessado em casar.

Jorge ficou de pé lentamente.

— Ricardo Rocha?

— Ele mesmo. — confirmou Marta. — Está na cidade.

Ana inclinou-se.

— A gente viu ele no clube hoje.

— Com uma moça muito bonita. — acrescentou Anabela.

— Qual? — Marta perguntou.

— A loira. Mesa do fundo.

Agatha arqueou a sobrancelha.

— Aquela que papai e tio não tiravam os olhos.

Jorge limpou a garganta.

— Vocês estão vendo coisa.

— Aham. — Agatha ironizou.

Jorge virou-se para Marta.

— Confirma nossa presença nesse jantar.

— Interessado na moça loira? — ela provocou.

Jorge hesitou meio segundo.

— Sim.

Depois completou:

— E nessa história do Ricardo também.

O sorriso que surgiu em seu rosto…

não tinha nada de casual.

***

Na Cidade Norte, a noite caiu pesada.

Com ela, veio o cansaço do corpo…

mas não da mente.

Ricardo adormeceu rápido, o braço ainda envolto na cintura de Nathália, a respiração lenta e profunda de quem finalmente desligou.

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