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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 402

Às sete e meia em ponto, o carro parou diante da fachada moderna do novo restaurante do Enzo.

Vidros altos.

Luz quente.

Plantas pendendo do teto.

Mesas de madeira clara visíveis lá de fora.

Nathália desceu primeiro, olhando ao redor com curiosidade.

— Nossa… gostei da localização. E do ambiente.

Ricardo sorriu de canto, orgulhoso.

Entraram.

Foram recebidos quase imediatamente por Enzo, de avental preto elegante, sorriso aberto e olhos atentos.

— Boa noite, casal.

Ele abraçou o pai e deu dois beijinhos em Nathália.

— Aproveitei a oportunidade e já marquei aqui. — disse animado. — Vai ser oficialmente meu novo restaurante. Vocês são os primeiros clientes.

— Fico feliz, filho. — Ricardo respondeu, sério e afetuoso ao mesmo tempo. — Você é muito bom no que faz. E apaixonado pelo que faz. Isso é raro.

Enzo sorriu mais largo.

— Obrigado, pai.

Depois completou:

— A equipe está treinando, então depois quero feedback honesto.

Pouco depois, Emma chegou com Thiago ao lado.

— Eu não sabia se podia trazer o Thiago… então trouxe. — disse rindo.

Ricardo a observou por dois segundos a mais que o normal.

De cima a baixo.

— Tem alguma coisa diferente em você…

Emma travou.

— Impressão sua, pai.

Nathália inclinou levemente a cabeça, analisando.

Também tinha percebido.

Não sabia dizer o quê.

Mas havia algo.

Thiago se apressou:

— Calma, senhor Rocha… eu sei que quer mais um integrante, mas estamos em tratamento.

Emma bateu no braço dele.

— Thiago!

— O quê? — ele riu.

— Vamos jantar. Estou com fome.

— Concordo. — Enzo cortou rápido. — Vem comigo.

Eles caminharam até a mesa grande já reservada.

Alana saiu da cozinha pouco depois, limpando as mãos no avental.

Abraçou Nathália.

— Bom te ver.

— Também. Você sumiu.

— Correria absurda.

Emma suspirou.

— Precisamos marcar reunião do grupo.

— Urgente. — Alana concordou.

Sentaram.

O jantar começou leve.

Pratos sendo servidos.

Vinhos abertos.

Risadas.

Conversas cruzadas.

Ricardo observava Emma de tempos em tempos.

Discretamente.

Pai sente.

Sempre sente.

Quando chegaram à sobremesa, Emma largou o talher e foi direto:

— Então, pai… o que era tão importante pra esse jantar?

O clima mudou.

Só um pouco.

Enzo apoiou as costas na cadeira.

Ricardo respirou fundo.

— Eu fui à casa da montanha.

O suspiro de Enzo foi audível.

— Não vai me dizer que vai vender lá.

— Não. Nunca.

Nathália apertou a mão dele sob a mesa.

Ricardo continuou:

— Eu nunca mexi nas gavetas de lá. Mas dessa vez… encontrei cartas. E um livro escrito por a mãe de vocês.

— Cartas? — Enzo franziu a testa.

— A mamãe escreveu um livro? — Emma arregalou os olhos.

— Sim.

Ricardo engoliu seco.

— Ela deixou cartas para cada um de nós… até pra quem ela não conhecia.

O olhar dele deslizou até Nathália.

Emma piscou.

— A mamãe deixou carta?

Ricardo tirou dois envelopes do bolso interno do paletó.

Colocou sobre a mesa.

Empurrou para os filhos.

— Pra vocês.

Emma levou a mão à boca.

Pegou o dela.

O nome escrito na caligrafia da mãe.

As lágrimas vieram antes que ela percebesse.

Thiago a envolveu.

— Calma, amor…

Ricardo suspirou.

— Desculpa. Mas poderia falar só com vocês dois…

Nathália começou a se levantar.

Mas Ricardo segurou a mão dela.

— Fica.

Ele se ajeitou, visivelmente constrangido.

— Eu devia ter explicado melhor.

Alana chamou Thiago:

— Vem, vou apresentar a cozinha...

Ricardo respirou fundo.

— Como eu tinha falado, a mãe de vocês escreveu até pra quem ainda não existia na vida dela.

Tirou mais dois envelopes.

— Esses são pra seus futuros cônjuges.

Emma riu entre lágrimas.

— Tinha que ser ela.

Ricardo olhou para Nathália.

— No caso dela… Isabella escreveu para a mulher que eu levaria naquela casa.

O silêncio foi total.

Emma piscou.

— Espera… a mamãe escreveu pra Nathália?

— Para “a mulher que eu levaria na casa da montanha."

Emma soltou um riso emocionado.

— Mamãe sendo mamãe.

Ricardo continuou:

— E deixou essas para vocês entregarem… quando acharem que for a pessoa certa.

Colocou diante deles.

— A escolha é de vocês.

Emma enxugou o rosto.

— Bom… no meu caso é óbvio.

Ergueu a carta.

— Thiago.

Enzo permaneceu em silêncio.

Pensativo.

Ricardo completou:

— A decisão é de vocês.

Quando o jantar terminou, os feedbacks foram longos.

Elogios.

Sugestões mínimas.

Orgulho estampado no rosto de Enzo.

Já era noite fechada quando se despediram.

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