Eles marcaram de se encontrar naquela noite.
Ricardo queria escolher as palavras com cuidado.
Não jogar a informação como uma bomba.
Não assustar.
Não empurrar Nathália para uma decisão antes de ela sequer entender o tamanho do que estava diante dela.
O resto do dia seguiu aparentemente normal.
Relatórios.
Assinaturas.
Telefonemas.
Mas a sensação estranha…
não o largava.
Francisca entrou na sala.
— Senhor Rocha… o diretor de marketing quer apresentar o novo projeto. Já encaminhei ele para a sala de reuniões.
Ricardo assentiu.
— Tudo bem, Fran. Um minuto e já vou.
Ela saiu.
Ricardo se levantou.
Pegou o telefone.
Caminhou até a porta…
e então parou.
Aquela sensação.
De novo.
Como se estivesse sendo observado.
Virou o rosto lentamente.
Nada.
Sala vazia.
Silêncio.
Balançou a cabeça.
— Impressão minha… — murmurou.
Saiu em direção à sala de reuniões.
Atrás do sofá de couro claro…
a mulher prendeu a respiração.
Só saiu quando teve certeza de que a porta se fechara.
Passou a mão pelo peito.
— Calma… respira… — murmurou para si.
Olhou em volta.
Caminhou até o espelho decorativo.
Arrumou o cabelo.
O blazer.
— Sai como se tivesse vindo falar com alguém… normal… normal…
Contou mentalmente.
Um.
Dois.
Três.
Então saiu.
Disfarçando.
Mas nem precisou.
Francisca não estava mais em sua mesa.
A mulher acelerou o passo.
Saltos rápidos batendo no piso de mármore.
Foi direto para o elevador.
Apertou o botão.
Entrou.
Portas fechando.
No corredor, Francisca ouviu o som.
Tac.
Tac.
Tac.
Virou-se a tempo de ver apenas a silhueta entrando no elevador.
As portas se fecharam.
Fran franziu o cenho.
Caminhou até lá.
O painel indicava:
descendo.
— Estranho… — murmurou.
Voltou para sua mesa.
Quando Ricardo retornou da reunião, cerca de vinte minutos depois, Francisca levantou-se.
Hesitou.
Mas caminhou até ele.
— Senhor Ricardo… desculpe a intromissão.
Ele parou.
— Sim, Fran?
— O senhor… estava com alguma mulher dentro da sua sala?
Ricardo franziu o cenho.
— Como?
— Enquanto estávamos na reunião… eu vi uma mulher entrando no elevador. Não vi o rosto, mas ela vinha da direção da sua sala.
O olhar dele escureceu.
— O que exatamente você está insinuando, Francisca?
Ela ergueu as mãos na hora.
— Não estou insinuando nada.
Respirou fundo.
Depois se endireitou.
— Senhor Ricardo… há quantos anos eu trabalho com o senhor?
Ele não respondeu.
Ela continuou:
— Desde antes da dona Isabella falecer. Eu conheço o homem que o senhor é.
Fez uma pausa curta.
— Sei também que depois ficou viúvo… se envolveu com mulheres… às vezes pisava na bola.
Ricardo arqueou a sobrancelha.
Ela seguiu firme:
— Mas nunca enganou ninguém. Todas sabiam que era algo passageiro.
Olhou dentro dos olhos dele.
— Jamais insinuaria que o senhor está traindo a dona Nathália.
A voz saiu baixa.
Séria.
— Só acho prudente prestar atenção no que eu vi. Uma mulher saindo da sua sala. Isso não é comum.
Ricardo engoliu em seco.
Fran nunca falava assim.
Nunca.
— Pode ter sido impressão sua… — ele disse, controlado. — Mas… se quiser confirmar… dá pra verificar nas câmeras.
Ela assentiu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...