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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 407

Eles marcaram de se encontrar naquela noite.

Ricardo queria escolher as palavras com cuidado.

Não jogar a informação como uma bomba.

Não assustar.

Não empurrar Nathália para uma decisão antes de ela sequer entender o tamanho do que estava diante dela.

O resto do dia seguiu aparentemente normal.

Relatórios.

Assinaturas.

Telefonemas.

Mas a sensação estranha…

não o largava.

Francisca entrou na sala.

— Senhor Rocha… o diretor de marketing quer apresentar o novo projeto. Já encaminhei ele para a sala de reuniões.

Ricardo assentiu.

— Tudo bem, Fran. Um minuto e já vou.

Ela saiu.

Ricardo se levantou.

Pegou o telefone.

Caminhou até a porta…

e então parou.

Aquela sensação.

De novo.

Como se estivesse sendo observado.

Virou o rosto lentamente.

Nada.

Sala vazia.

Silêncio.

Balançou a cabeça.

— Impressão minha… — murmurou.

Saiu em direção à sala de reuniões.

Atrás do sofá de couro claro…

a mulher prendeu a respiração.

Só saiu quando teve certeza de que a porta se fechara.

Passou a mão pelo peito.

— Calma… respira… — murmurou para si.

Olhou em volta.

Caminhou até o espelho decorativo.

Arrumou o cabelo.

O blazer.

— Sai como se tivesse vindo falar com alguém… normal… normal…

Contou mentalmente.

Um.

Dois.

Três.

Então saiu.

Disfarçando.

Mas nem precisou.

Francisca não estava mais em sua mesa.

A mulher acelerou o passo.

Saltos rápidos batendo no piso de mármore.

Foi direto para o elevador.

Apertou o botão.

Entrou.

Portas fechando.

No corredor, Francisca ouviu o som.

Tac.

Tac.

Tac.

Virou-se a tempo de ver apenas a silhueta entrando no elevador.

As portas se fecharam.

Fran franziu o cenho.

Caminhou até lá.

O painel indicava:

descendo.

— Estranho… — murmurou.

Voltou para sua mesa.

Quando Ricardo retornou da reunião, cerca de vinte minutos depois, Francisca levantou-se.

Hesitou.

Mas caminhou até ele.

— Senhor Ricardo… desculpe a intromissão.

Ele parou.

— Sim, Fran?

— O senhor… estava com alguma mulher dentro da sua sala?

Ricardo franziu o cenho.

— Como?

— Enquanto estávamos na reunião… eu vi uma mulher entrando no elevador. Não vi o rosto, mas ela vinha da direção da sua sala.

O olhar dele escureceu.

— O que exatamente você está insinuando, Francisca?

Ela ergueu as mãos na hora.

— Não estou insinuando nada.

Respirou fundo.

Depois se endireitou.

— Senhor Ricardo… há quantos anos eu trabalho com o senhor?

Ele não respondeu.

Ela continuou:

— Desde antes da dona Isabella falecer. Eu conheço o homem que o senhor é.

Fez uma pausa curta.

— Sei também que depois ficou viúvo… se envolveu com mulheres… às vezes pisava na bola.

Ricardo arqueou a sobrancelha.

Ela seguiu firme:

— Mas nunca enganou ninguém. Todas sabiam que era algo passageiro.

Olhou dentro dos olhos dele.

— Jamais insinuaria que o senhor está traindo a dona Nathália.

A voz saiu baixa.

Séria.

— Só acho prudente prestar atenção no que eu vi. Uma mulher saindo da sua sala. Isso não é comum.

Ricardo engoliu em seco.

Fran nunca falava assim.

Nunca.

— Pode ter sido impressão sua… — ele disse, controlado. — Mas… se quiser confirmar… dá pra verificar nas câmeras.

Ela assentiu.

A água escorria pelos dois.

Misturava respiração.

Toque.

Calor.

Ricardo murmurou o nome dela como se fosse uma promessa.

Ela respondeu do mesmo jeito.

Baixo.

Entre suspiros.

Quando o momento atingiu o limite… foi suave.

Intenso.

Como se tudo que os dois tinham engolido ao longo do dia estivesse sendo finalmente dissolvido ali.

— Ricardo… — ela sussurrou.

Depois…

vieram as risadas baixas.

Testas encostadas.

Respirações desacelerando.

Ele beijou a ponta do nariz dela.

— Melhor parte do meu dia.

Ela sorriu.

Minutos depois, já secos e vestidos de forma confortável, foram para a cozinha.

Nathália pegou ingredientes simples.

Ele se apoiou no balcão… tentando ajudar.

Tentando.

— Não mexe nisso. — ela disse.

— Estou supervisionando.

— Você está atrapalhando.

— Multitarefa.

Ela riu.

— Sai.

— Jamais.

Foi quando a campainha tocou.

O som ecoou pela cobertura.

Ricardo estremeceu.

Quase imperceptível.

Mas Nathália viu.

Virou-se devagar.

— Você está esperando alguém?

Ele respirou fundo.

— Tô… amor.

Ela franziu a testa.

— Quem?

Ricardo não respondeu de imediato.

Só caminhou até a porta.

Nathália ficou parada na cozinha.

Colher suspensa no ar.

Confusa.

Com aquela sensação estranha de que…

o dia ainda não tinha terminado.

E que quem quer que estivesse do outro lado…

não tinha vindo por acaso.

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