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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 408

A porta se abriu.

E Nathália congelou.

Eloise.

Emma.

Laís.

Sofia.

Alana.

As cinco entraram juntas.

Sérias.

Nenhuma sorrindo.

Nenhuma brincando.

Aquela formação…

não era casual.

— Oi…? — Nathália murmurou, confusa.

Ela não entendeu nada quando Ricardo pediu para que ela se sentasse.

Não foi o pedido.

Foi o jeito.

Calmo demais.

Cuidadoso demais.

Como se estivesse tentando segurar algo frágil dentro das próprias mãos.

A cobertura estava silenciosa.

As luzes suaves.

A cidade espalhada atrás das janelas enormes.

Mas dentro dela…

tudo parecia inquieto.

Emma foi a primeira a se aproximar.

— Vamos ser claras, diretas. — disse, sentando em uma ponta do sofá.

— Gente… o que tá acontecendo?

Laís fechou a porta.

Sofia cruzou os braços.

Alana encostou no balcão.

Eloise ficou de frente para ela.

Todas olhando.

Protegendo.

Ricardo respirou fundo.

— Antes de qualquer coisa… — disse baixo. — eu preciso que você escute tudo até o fim. Sem tirar conclusões no meio.

Nathália engoliu seco.

— Tá…

— Ontem você me pediu para investigar Jorge Lemann.

O estômago dela contraiu.

— O que você descobriu?

Silêncio.

— Tem alguns dias que pedi para ele ser investigado.” — ele continuou. — Desde que ele chamou você pelo nome da sua mãe, achei muito estranho.

Nathália puxou as mãos devagar.

— Ricardo…

— Amor, escuta.

A voz dele saiu mais firme.

— Desculpa, mas eu tinha que fazer isso e ter respostas para quando você estivesse preparada.

Ela piscou.

— Não sei se estou.

O mundo inclinou.

Eloise entrou:

— Ele procura uma filha desaparecida há mais de vinte e cinco anos.

Nathália sentiu o ar rarear.

— Vi algo sobre isso… mas não pode ser.

Emma completou:

— Pode. A mãe dessa filha se chamava Emília Guimarães.

O coração dela bateu errado.

— Para…

— Nathália… — Sofia falou com cuidado. — você já contou pra gente que sua mãe nunca deixou você ir pra Serra Alta.

— Que seus avós eram de lá. — Laís acrescentou.

— Você chegou a contar que sua mãe fugiu porque a família do seu pai queria que ela abortasse, por não aceitar o relacionamento. — Alana finalizou.

As palavras vinham como gotas.

Uma.

Depois outra.

Pingando.

Até virar enchente.

— Vocês… — a voz dela falhou. — vocês tão dizendo…

Ricardo segurou seu rosto.

— Não estou dizendo nada como verdade ainda.

Ela fechou os olhos por um segundo.

Quando abriu…

imagens começaram a se misturar.

A mãe sempre mudando de assunto.

As fotos rasgadas.

O nome “Serra Alta” dito com rigidez.

As viagens proibidas.

O silêncio.

Sempre o silêncio.

— Meu Deus… — sussurrou.

As mãos começaram a tremer.

Ricardo puxou a cadeira dela para mais perto.

— Por isso eu não contei antes. Eu ainda preciso entender as intenções dele.

Ela respirava curto.

— E ele?

— Ele percebeu.

— E não falou comigo?

— Não.

— Porque eu pedi que não falasse ainda.

Os olhos dela se ergueram.

— E quem ousar sugerir isso vai ter problema comigo. — Eloise.

— Com todas nós. — Laís fechou.

Nathália soltou uma risada fraca.

Quase chorando.

— Vocês são um exército.

— Somos. — Emma disse. — E você tá no meio.

Ela respirou fundo.

— Eu… não sei se entro em contato.

Ricardo se inclinou.

— Não entra agora.

— Deixa eu ver o que ele quer.

— Deixa eu mapear a família.

— As intenções.

— Se existe pressão.

— Se tem jogo.

Ela assentiu lentamente.

— Tá…

— Promete uma coisa.

— O quê?

— Que não vai enfrentar isso sozinha.

Ela olhou ao redor.

As cinco.

Ricardo.

O apartamento.

A vida que construiu sem saber que estava prestes a mudar tudo.

— Prometo.

Ricardo puxou-a para si.

Abraçou forte.

Como se segurasse o mundo.

Ela encostou o rosto no peito dele.

Fechou os olhos.

O coração disparado.

— Obrigada por me proteger.

Ele beijou seus cabelos.

— Sempre.

E naquela sala…

rodeada por amor…

por alianças invisíveis…

por mulheres prontas para a guerra…

Nathália percebeu uma coisa:

qualquer verdade que estivesse vindo…

ela não estaria sozinha para enfrentá-la.

E isso…

mudava tudo.

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