A porta se abriu.
E Nathália congelou.
Eloise.
Emma.
Laís.
Sofia.
Alana.
As cinco entraram juntas.
Sérias.
Nenhuma sorrindo.
Nenhuma brincando.
Aquela formação…
não era casual.
— Oi…? — Nathália murmurou, confusa.
Ela não entendeu nada quando Ricardo pediu para que ela se sentasse.
Não foi o pedido.
Foi o jeito.
Calmo demais.
Cuidadoso demais.
Como se estivesse tentando segurar algo frágil dentro das próprias mãos.
A cobertura estava silenciosa.
As luzes suaves.
A cidade espalhada atrás das janelas enormes.
Mas dentro dela…
tudo parecia inquieto.
Emma foi a primeira a se aproximar.
— Vamos ser claras, diretas. — disse, sentando em uma ponta do sofá.
— Gente… o que tá acontecendo?
Laís fechou a porta.
Sofia cruzou os braços.
Alana encostou no balcão.
Eloise ficou de frente para ela.
Todas olhando.
Protegendo.
Ricardo respirou fundo.
— Antes de qualquer coisa… — disse baixo. — eu preciso que você escute tudo até o fim. Sem tirar conclusões no meio.
Nathália engoliu seco.
— Tá…
— Ontem você me pediu para investigar Jorge Lemann.
O estômago dela contraiu.
— O que você descobriu?
Silêncio.
— Tem alguns dias que pedi para ele ser investigado.” — ele continuou. — Desde que ele chamou você pelo nome da sua mãe, achei muito estranho.
Nathália puxou as mãos devagar.
— Ricardo…
— Amor, escuta.
A voz dele saiu mais firme.
— Desculpa, mas eu tinha que fazer isso e ter respostas para quando você estivesse preparada.
Ela piscou.
— Não sei se estou.
O mundo inclinou.
Eloise entrou:
— Ele procura uma filha desaparecida há mais de vinte e cinco anos.
Nathália sentiu o ar rarear.
— Vi algo sobre isso… mas não pode ser.
Emma completou:
— Pode. A mãe dessa filha se chamava Emília Guimarães.
O coração dela bateu errado.
— Para…
— Nathália… — Sofia falou com cuidado. — você já contou pra gente que sua mãe nunca deixou você ir pra Serra Alta.
— Que seus avós eram de lá. — Laís acrescentou.
— Você chegou a contar que sua mãe fugiu porque a família do seu pai queria que ela abortasse, por não aceitar o relacionamento. — Alana finalizou.
As palavras vinham como gotas.
Uma.
Depois outra.
Pingando.
Até virar enchente.
— Vocês… — a voz dela falhou. — vocês tão dizendo…
Ricardo segurou seu rosto.
— Não estou dizendo nada como verdade ainda.
Ela fechou os olhos por um segundo.
Quando abriu…
imagens começaram a se misturar.
A mãe sempre mudando de assunto.
As fotos rasgadas.
O nome “Serra Alta” dito com rigidez.
As viagens proibidas.
O silêncio.
Sempre o silêncio.
— Meu Deus… — sussurrou.
As mãos começaram a tremer.
Ricardo puxou a cadeira dela para mais perto.
— Por isso eu não contei antes. Eu ainda preciso entender as intenções dele.
Ela respirava curto.
— E ele?
— Ele percebeu.
— E não falou comigo?
— Não.
— Porque eu pedi que não falasse ainda.
Os olhos dela se ergueram.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...