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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 409

Os dias passaram.

O inverno começou.

Com mais frio.

Ricardo entrou no prédio da empresa Lemann.

Quando as portas do elevador se abriram no andar da presidência, uma funcionária aproximou-se.

— Bom dia, senhor Rocha. O senhor Jorge já está aguardando.

— Bom dia. Obrigado.

E seguiu a moça.

Entrou na sala.

Jorge Lemann estava em pé diante da enorme janela, uma xícara de café na mão, observando o céu nublado.

Imponente.

Silencioso.

A funcionária saiu, fechando a porta.

— Bom dia, Jorge.

— Bom dia, Ricardo. Aceita um café? Está fresco.

— Sim. Obrigado.

Jorge serviu a bebida e fez um gesto para que ele se sentasse.

Ricardo acomodou-se na poltrona.

— Então… — Jorge começou. — Gostaria que fôssemos direto ao assunto?

— É melhor.

Ricardo colocou a xícara na mesinha central.

Respirou fundo.

— Sabemos que há uma grande coincidência entre a filha que você procura e Nathália. Muitas informações batem.

Jorge o interrompeu, firme:

— Todas. Todas as informações batem.

Ricardo sustentou o olhar.

— Mas um exame de DNA daria certeza.

— Eu não preciso de um exame para ter certeza. — Jorge respondeu sem hesitar. — Se for necessário fazer, estou de acordo. Mas não preciso de um papel para dizer o que já sei. Nathália é minha filha.

Fez uma pausa curta.

Depois acrescentou, com convicção:

— Só precisamos que Emília confirme. Ela não teria coragem de negar olhando nos meus olhos.

Ricardo não piscou.

O silêncio que veio depois não foi confortável.

Foi pesado.

Denso.

— Jorge… — chamou, baixo.

Ele ergueu o olhar.

— Emília morreu.

A palavra caiu como vidro no chão.

— …morreu?

A voz saiu errada.

Mais baixa do que deveria.

Ricardo assentiu uma única vez.

— Sim. Nathália tinha dezenove anos na época.

Jorge ficou imóvel.

Literalmente imóvel.

A mão ainda segurava a xícara de café.

Mas os dedos começaram a apertar a porcelana sem que ele percebesse.

— Não… — murmurou. — Isso não… isso não faz sentido.

Como se estivesse esperando que aquilo se reorganizasse.

Jorge fechou os olhos.

Por um segundo inteiro.

— Eu nunca parei de procurar.

A voz saiu rouca.

— Mas mesmo assim a mulher que eu amei… morreu achando que eu não a procurei.

Jorge assentiu lentamente.

— Mas isso não muda o fato.

Respirou fundo.

O homem de negócios voltando à superfície.

Mas algo tinha rachado por dentro.

— Ainda assim… — completou. — Não muda a minha certeza.

O olhar escureceu.

Determinado.

Ricardo sustentou o olhar.

— Agora que sabe disso… vou ser totalmente claro com você.

— Eu sou o namorado… logo noivo… e futuro marido dela. — Ricardo falou com calma, mas sem suavizar. — Quero ter certeza das suas intenções. Não me entenda mal, mas você tem muito dinheiro. Três filhas. Genros. Ex-esposa.

Fez uma pausa.

— E não quero que Nathália se sinta deslocada, observada… ou julgada. Julgamentos errados sobre quem ela é.

Jorge inclinou a cabeça.

— Julgamentos como os que sua mãe faz.

— Assim como não aceito isso da minha mãe, não aceitarei de ninguém. — Ricardo respondeu sem piscar. — Vou proteger Nathália, se preciso… com a minha vida.

Jorge o observou por alguns segundos.

Depois assentiu.

— Justo. Uma atitude de quem ama minha filha.

— Talvez ela queira conhecê-lo.

Os olhos de Jorge escureceram.

— Eu quero conhecê-la. Desejei isso a maior parte da minha vida. Minhas filhas, minha ex-esposa e toda a família sabem da minha alegria por ter Nathália de volta.

A voz dele ficou firme.

— E jamais permitirei o menor desrespeito a ela. Isso eu direi pessoalmente.

— Espero que cumpra a palavra.

— Homem de verdade tem palavra. A vida ensina isso.

Ricardo assentiu.

— Nathália sugeriu um almoço. O que me diz?

— Para mim, perfeito. Marcamos na Cidade Norte. Eu voo para lá. Fica mais fácil.

Os dois se levantaram.

Aperto de mãos.

Um acordo silencioso.

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