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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 411

Ricardo encontrou Nathália sentada na beira da cama.

Os ombros curvados.

O rosto escondido entre as mãos.

O celular tremia entre os dedos.

— Amor… — ele falou baixo, aproximando-se. — O que foi?

Ela ergueu os olhos.

Vermelhos.

Molhados.

Sem dizer nada, estendeu o telefone.

Ricardo pegou.

Colocou no ouvido.

Ouviu.

E sentiu a raiva subir como um soco no estômago.

Depois…

a culpa.

Foi ele.

Ele que sugerira aquele almoço.

Ele que dissera que estava tudo sob controle.

A mandíbula travou.

— Meu amor… — disse devagar, devolvendo o celular. — Desculpa. Eu achei que era território seguro.

Passou a mão pelos cabelos.

— Esqueci com quem estamos lidando. A gente não precisa ir. Não agora.

Nathália limpou o rosto com as costas da mão.

Inspirou fundo.

— Eu preciso ir.

Ricardo franziu o cenho.

— Nath—

— Preciso olhar pra ele. — a voz saiu firme demais para quem chorava. — Nos olhos.

Levantou.

Caminhou até o espelho.

Pegou o pó compacto.

Passou no rosto com mãos decididas.

Reforçou o blush.

Endireitou os ombros.

A tristeza virando algo mais duro.

Mais quente.

Raiva.

— Nathália…

— Não vou fugir.

Minutos depois, já estavam descendo do carro diante de um restaurante italiano sofisticado.

Fachada elegante.

Luzes quentes.

Valet na porta.

Um dos mais caros da cidade.

Ricardo olhou para ela.

— Ainda podemos decidir.

Ela fechou a porta.

Virou-se para ele.

— Não podemos, não.

Havia aço na voz.

Determinação.

Entraram.

Foram conduzidos pelo maître até uma mesa no fundo.

Jorge e João já estavam sentados.

Jorge ergueu os olhos.

Não se levantou.

Nathália também não sorriu.

O aperto de mãos não veio.

O ar entre eles estalava.

O garçom surgiu rápido demais.

— Boa tarde, senhores.

Ninguém falou por um segundo.

— Para mim, só um café. — Nathália disse. — Não irei demorar.

Ela sorriu brevemente para o garçom.

A voz educada.

Mas quando voltou a encarar Jorge.

o rosto estava frio.

— Um café expresso. — disse Jorge, a voz fria como lâmina.

João pigarreou.

— Eu tô com fome. Então… se vocês me desculpam… vou querer uma lasanha à bolonhesa.

Fez um gesto para o cardápio.

— E um vinho pra acompanhar.

Ricardo fechou a expressão.

— Café.

O garçom anotou.

Saiu.

E o silêncio voltou.

Mais pesado.

Mais longo.

Quase ofensivo.

Como se todos soubessem…

que aquele almoço…

não terminaria bem.

Nathália cruzou as pernas com calma calculada.

As mãos apoiadas no colo.

O olhar firme demais para alguém que tinha chorado minutos antes.

Jorge observava.

Não o rosto.

Os gestos.

O jeito como ela respirava.

Como sustentava o olhar.

Como não desviava.

Como… não parecia frágil.

Ricardo sentia o corpo inteiro em alerta.

A perna tensionada.

O maxilar travado.

Pronto para intervir se aquilo descambasse um centímetro.

João pigarreou.

— Bom… — tentou aliviar. — Então… finalmente.

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