Ricardo entrou no banco de trás.
Nathália se aninhava contra o peito dele.
Ele passou uma mão firme pela cintura dela, em gesto protetor.
— Para a cobertura, Luciano. — disse ao motorista.
Nathália soluçava baixo.
Com a outra mão, Ricardo pegou o celular e digitou rápido para Eloise.
> "Preciso de ajuda. Na verdade, Nathália precisa de vocês agora.”
Eloise nem perguntou do que se tratava.
> "Estamos a caminho do seu apartamento.”
Ricardo respondeu com um emoji de joinha.
Quando chegaram à cobertura, ele a conduziu para dentro e a fez sentar no sofá.
Foi até a cozinha.
Pegou um copo de água.
— Amor… — chamou, entregando o copo.
Ela bebeu devagar.
Engoliu em seco.
— Eu achei que ele era… diferente. — suspirou. — É só mais um velho rico que acha que tem rei na barriga.
Ricardo sentou ao lado dela.
Passou o braço por seus ombros.
Puxou-a para perto.
— Calma… não pensa mais nisso agora.
Eles ficaram assim por longos minutos.
Silenciosos.
Quando a campainha tocou, Ricardo se levantou.
Foi até a porta.
Abriu.
Cinco mulheres entraram juntas.
Não perguntaram nada.
Não hesitaram.
Foram direto até Nathália.
Cercaram.
Abraçaram.
Apertaram.
Eloise foi a primeira a falar:
— Sua família está aqui.
Nathália soltou uma risada fraca.
Ainda com os olhos úmidos.
— Sou tão feliz de ter vocês.
Sofia se aproximou mais.
— Então vamos colocar um sorriso nesse rosto.
Emma cruzou os braços, indignada:
— Exato. Nada de choro por um velho babaca.
Em outro ponto da cidade, alguém comemorava uma vitória muito mais silenciosa.
O apartamento estava silencioso demais para quem acabara de vencer uma batalha.
Ela caminhava lentamente pela sala enquanto mantinha o telefone junto ao ouvido, os passos suaves sobre o piso polido.
— Primeira parte do plano concluída — murmurou. — Agora vamos para a tacada final.
Do outro lado da linha, nenhuma palavra.
Apenas uma respiração lenta.
E algo que soava perigosamente como um sorriso.
Quando a ligação foi encerrada, ela ficou parada por alguns segundos, observando a tela apagar, antes de se virar em direção à cozinha.
Abriu a geladeira.
Pegou uma garrafa de espumante.
O estalo seco da rolha ecoou pelo ambiente.
Serviu-se com calma, ergueu a taça diante do próprio reflexo no vidro da varanda e brindou sozinha.
— Você é demais… — sussurrou para si mesma, os lábios se curvando num sorriso satisfeito.
Mas, a quilômetros dali…
No escritório da Royal, o clima era outro.
Fran estava de pé, os braços cruzados, o olhar afiado cravado no homem à sua frente.
— Júlio, eu já cansei de pedir esse arquivo — disse, sem levantar a voz. — Vai ser preciso eu mandar o senhor Ricardo falar com você?
O homem engoliu em seco.
Novo demais para aquele ambiente.
Novo demais para aquele tom.
— D-desculpa, senhora Fran. Estava com muito trabalho. Já… já irei providenciar isso agora mesmo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...