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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 413

Ricardo ajeitou o paletó antes de sair.

— Amor… o dia do leilão beneficente da Royal está chegando.

Nathália sorriu.

— Sim. Vou providenciar um vestido.

Ele se inclinou e deu um beijo rápido nela.

— Bom trabalho. A gente se vê no fim do dia.

— Vou morrer de saudade.

Ricardo sorriu de canto.

— Também.

Nathália acenou e se afastou, entrando no prédio da MonteiroCorp.

Não demorou para que Ricardo atravessasse o hall imponente da Royal.

Funcionários andando apressados.

Conversas baixas.

Elevadores subindo e descendo.

Quando chegou ao andar da presidência, seguiu direto para a própria sala.

Parou.

Franziu a testa.

— Quem é você?

Na mesa de Francisca havia uma mulher jovem.

Organizada demais.

Postura tensa.

Ela se levantou rápido.

— Senhor… a senhora Francisca está internada.

Ricardo congelou.

— O quê?

— Ela caiu no banheiro. — explicou. — Sou a filha dela… Ingrid. Ela pediu que eu a substituísse por alguns dias.

O rosto dele fechou na hora.

— Merda… Fran…

Passou a mão pelo maxilar.

— Em qual hospital ela está?

Ingrid puxou um papel.

Passou o endereço.

Ricardo nem respondeu.

Deu meia-volta.

Já caminhando em passos largos para o elevador.

Ricardo chegou ao hospital pouco depois das dez da manhã.

A conversa com o médico — por coincidência, um velho amigo — foi breve, mas objetiva. Ficou acertado que Fran seria transferida para um quarto melhor, com atendimento prioritário e acompanhamento constante.

Minutos depois, ele entrou no novo quarto.

Fran ergueu os olhos, surpresa.

— Senhor Rocha.

Ricardo fez uma careta leve.

— Estamos fora da empresa… e, se não me engano… — riu baixo. — Ricardo, Fran.

Ela assentiu, ajeitando-se na cama.

— Minha filha fez algo? Eu deixei toda a agenda da semana organizada… mas acho que saiu antes.

— Calma, mulher. — Ele puxou uma cadeira e sentou. — Você trabalha comigo há mais de vinte anos. O mínimo que eu podia fazer era vir ver como você está.

Fran soltou um riso nervoso.

— Estou bem. Minha perna fraturou, mas estou bem.

Ricardo inclinou a cabeça, observando-a por alguns segundos.

— Fran… acho que está na hora de você dar adeus ao seu posto de secretária.

O sorriso dela sumiu.

— Senhor Ricardo… por quê? Eu fiz algo errado?

— Não foi isso que eu disse. — Ele levantou as mãos, conciliador. — Eu tenho outro cargo para você. Quando voltar, conversamos com calma.

— Outro cargo? — repetiu, confusa. — Senhor… eu gosto de ser sua secretária.

— E você é excelente nisso. Sempre foi. — Ele respirou fundo. — Mas olha a profissional que você é. Fala vários idiomas, resolve crises, organiza tudo. Eu preciso aproveitar esse talento. E… — hesitou por um instante. — vou precisar diminuir meu ritmo.

Fran permaneceu em silêncio.

— Futuramente quero pedir Nathália em casamento. Pensar em filhos. Quero aproveitar mais a vida… a família que quero construir.

— Faz bem… — murmurou. — Não cometer os mesmos erros.

Assim que as palavras escaparam, Fran percebeu o que tinha dito.

Levou a mão à boca.

— Desculpa.

O rosto de Ricardo se fechou por um segundo.

— Você só falou a verdade.

Ele se levantou.

— Agora descansa. E, se sua filha não estiver trabalhando… talvez você possa treiná-la para ficar no seu lugar definitivamente. Quando voltar, conversamos melhor.

Sem esperar resposta, saiu do quarto.

Fran ficou olhando para a porta fechada por alguns segundos.

Depois puxou o notebook para perto, apoiando-o sobre as pernas imobilizadas.

Murmurou para si mesma:

— Pelo menos agora tenho tempo de olhar essas filmagens com atenção…

E logo mais uma nova peça seria colocada no tabuleiro.

Os dias corriam.

O frio já começava a ceder, e logo a primavera estaria chegando.

O sol daquela manhã iluminava, mas ainda não aquecia.

Fazia uma semana desde o dia do almoço.

Poucos segundos depois, ouviu-se a chave destravando.

Jorge conhecia bem a filha mais velha.

Sabia que ela era perfeitamente capaz de cumprir a ameaça.

Ele abriu a porta e voltou a se sentar.

Agatha entrou e foi direto até as janelas, abrindo as cortinas.

— Eu falei. Eu avisei para não criar esperança. Sabia que, no fim, ia acontecer como sempre… trancado durante dias dentro desse escritório. Mas chega. Está na hora de aceitar e seguir em frente.

Jorge suspirou.

— Dessa vez é diferente.

Agatha cruzou os braços.

— Eu sei que é. O senhor viu os papéis que o tio passou por baixo da porta. O exame deu positivo.

Jorge apenas balançou a cabeça.

— Mas ela não quer um pai. — Agatha completou. — Fim. E está no direito dela.

— É mais complexo que isso.

— Então me explica, pai.

Jorge apoiou os cotovelos na mesa.

— Nem eu entendo. Recebo um áudio… quando cheguei lá, estava preparado para um teatro de boa moça. Mas ela estava fria. Rude.

Agatha franziu a testa.

— E o que é complexo nisso?

— Não sei, filha. As duas vezes que tive chance de falar com ela, foi menos rude do que naquele almoço. Ricardo a descreve diferente… eu vi o brilho nos olhos dele quando falava dela aqui, na minha frente.

Agatha respirou fundo.

— Pai… sendo sincera… também deve ser difícil pra ela. Crescer sem pai e, de repente, um homem rico aparece dizendo que é seu pai.

Jorge suspirou outra vez.

Mais pesado.

O coração de Agatha apertou.

E foi ali, naquele instante, que decidiu.

Ia colocar aquela mulher frente a frente com a verdade.

Pegou a bolsa que estava sobre a mesa e saiu.

Antes de cruzar a porta, voltou-se para ele.

— Aproveita e vai comer. A Joana fez canjica.

Já dentro do carro, puxou o celular.

Encarou o número como vinha fazendo há dias.

Dessa vez…

apertou para ligar.

Chamando.

Do outro lado, uma voz feminina atendeu.

Agatha respirou fundo.

— Aqui é Agatha Lemann. Eu gostaria de encontrar você hoje… queria conversar.

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